
domingo, janeiro 29, 2006
Neve em Portugal

sexta-feira, janeiro 27, 2006
O reencontro
Noite memorável, a que tive a felicidade indescritível de partilhar na sede da diáspora transmontana, em Lisboa, com o meu povo, a minha gente, essa gente de tão longe, do lá longe da nossa saudosa terra granítica de um nordeste alcantilado, inigualável e único lugar, o verdadeiramente nosso canto transmontano, invendável das suas honra e galhardia, rude, áspero, mas simples, hospitaleiro, sem subserviência, honrado, e, definitivamente, terra de gente de coragem não bacoca, independente, gente de uma imparável e indestrutível identidade, gente da terra onde tivemos a honra de nascer há tantos anos. Gente sempre esquecida de poderes tacanhos, de poderes que vêm de tempos sempre para nós tempos infinitos, tão esquecidos sempre fomos, quer por aristocracias rebentadas, até à última, aquela a que um Buiça transmontano, ajoelhado, em pleno Rossio, pôs fim com um corajoso e certeiro tiro regicida, gente esquecida dos poderes do negrume da noite Salazarista, esquecimento continuado até hoje pelo descalabro político a que este nosso País não conseguiu fugir, como se de um triste fado de predestinação fossemos as vítimas de palco. E à volta dos sabores de um vinho novo, só tão nosso, de um fumeiro único, talvez só por nós engrandecido, tal é a intensidade das nossas memórias de cheiros, sabores, sotaques.,.. e outras emoções, tão só nossas também, envolvidos na confusão de recordações de amigos há muito ausentes, gente que se fez a si própria, sem empurrões tão típicos da portugalidade, gente que vindo do nada, tantas vezes, chegou mais longe do que o imaginável, facto de que tanto nos orgulhamos, gente que granjeou estatuto de maioridade em todos os campos do trabalho, e agora ternamente reencontrada, foi com a pele crispada pela emoção e de orgulho que recebemos uma figura singular, um homem de uma indisfarçável generosidade, coração grande como grande o é na sua admirável poesia, autor emérito de numerosas obras, indo mesmo até aos meandros do teatro, homem de ímpar sensibilidade, escultor também, e, sem dúvida, com o poder de caminhar pelos caminhos difíceis de uma pintura de altíssima qualidade: António Afonso (poemarte. blogspot.com). É ele que hoje finalmente conheci na sua totalidade: na sua verdadeira face de homem simples, na sua grandeza sem vedetismos parolóides e que este maldito Pais ainda não teve a coragem de reconhecer como um dos seus ilustres filhos, talvez tão só, porque os lobbies das pseudo-culturas, estão sempre nesta aldeia grande, esta dita capital, lugar bonitinho só, de um saloísmo esgotado e bafiento lisboeto-patetóide, em que os louros vão sempre para os mesmos: os de cá, os Prados Coelhos..., os amigos dos críticos disto ou daquilo...,etc..., porque nós, por cá por Portugal, e nesta Lisboa, particularmente, temos especialistas em tudo,não se sabendo quem lhes conferiu essa qualidade,..., os amigos desde e daquele..., os que, enfim, se tomam por conhecedores únicos de toda a ciência e arte. , Os outros, aqueles que são de longe, das terra de Torga e outros grandes, são olhados como provincianos e alvos de um esquecimento, que afinal não passa de um esquecimento pura e simplesmente baseado no sórdido sentimento de uma merdosa inveja. Penso que ele, o António, se não importará de que aqui deixe o denso retrato do poema que hoje tive a felicidade de receber das suas mãos, poema que figurará numa placa de ouro às portas da minha cidade natal, lugar de toda a minha saudade: a minha querida e vetusta secular Bragança. De António Afonso A minha cidade tem um rio por detrás de muros antigos e pedras gastas e onde todas as ruas pertencem à dormência do tempo. Onde praças e jardins de Abril se cobrem de flores e carícias de lés a lés. Nas mãos voláteis aqui acendo versos de fogo sobre os sentidos Quando por dentro da noite se acende a música em espirais de som até à torre mais alta do castelo. A minha cidade tem um rio e uma ponte sobre o tempo irrompendo pela manhã. |
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Esquerda/Direita volver!!!
A grande confusão esquerda direita Porque será que há por aí tanto esquerdista que de esquerdista pouco ou nada têm, esquerda ou pseudo-esquerda essa que se arroga de detentora da verdade universal e na qual já muitos não acreeditam?!. Com mais um pequeno empurrão da sua supina arrogância e fanatismo histérico, estigmatizado na pessoa do irascível demagogo Louçã, vão aprender que aquilo que propalam, não passa de arruaça bolorenta, landonas vazias de tudo, TRETAS E MAIS TRETAS, BOCA CHEIA DE SOLIDARIEDADES MENTIROSAS, e que há que respeitar aqueles que na práctica são homens de uma verdadeira esquerda moderna e democrática. Não se fartam já, logo segundos após a derrota eleitoral, de invectivar Alegre, culpando-o do desastre ocorrido e que estava á vista de todos, menos daqueles que não o queriam ver.Os modelos trotzquistas do lobo-cordeiro Louçã, gastos até às gáspeas, bolorentos e passadistas, acabaram por ser desmascarados e a verdade Albanesa virá um dia ao de cima, contando como nas fileiras dessa espécie de partidelho se acolitam os mais exuberantes exemplos dos filhinhos da grande burguesia, porque a história, de facto, se repete: vão ali parar, porque é moda, e tão só por isso, exceptuando, claro, os poucos que ainda são genuinamente aquilo e que são muito ou tanto respeitáveis, como qualquer um que democraticamente defende os seus verdeiros ideais. Agora essa rapaziada vinagrenta vai ter de engolir o sapo, a menos que se decida por um golpe de Estado, combinado no Martinho D'Arcada ou num outro lugar de luxo da capital e não numa qualquer tasca proletária da capital, para desdizer a letra com a careta.Fiquei feliz por ver Jerónimo de Sousa, homem honesto, educado, crdato e civilizado, ganhar direito ao respeito político; por Alegre ganhar um difícil segundo lugar, e, quase diriaum tanto triste por ver um homem que poderia acabar uma carreira política como um verdadeiro Senhor e, afinal, sair pela porta das trazeiras, mais do que humilhado, tudo graçaz à sua desmedida ânsia de poder ou quem sabe?..., mais qualquer coisa.... O Dr Soares não quis ouvir a voz da razoabilidade, convencido que o ovo estaria sempre na cloaca da galinha, que eram favas contadas, fascismo nunca mais, o povo e sereno, é só fumaça, e demais landonas e tretas, tudo fruto das funestas influências que o envolveram, fazendo-o acreditar que a Nª Srª de Fátima , afinal, não é balela e que o milagre se repetiria... E o que fará agora a mandatária de Soares: a talentosa pirosona Coimbrã, Joana Amaral Dias, que é um verdadeiro génio da palermice convencida, do provincianismo luso-ateniense...?Será que os bloquistas a receberam de volta, como uma filha pródiga que confessará estar arrependida de se ter metido em tal alhada? Ser ou não ser, isto ou aquilo,..., ou coisa nenhuma...Lá se vai o tacho, querida menina!...Portugal tem um novo presidente e é obrigação de todos respeitá-lo, como temos feito com os antecedentes, mesmo que neles não tenhamos votado, porque assim é que é bonito, assim é que mandam as verdeiras regras da democracia que desejariamos conseguir almejar neste País de tontos que nós somos |
domingo, janeiro 22, 2006
País cinzento

Outro dia de elições.
Outro dia de gastos que este pobre País não pode mais suportar.
Promessas, demagogia, ansias de poder!
E lá fui eu cumprir a minha obrigação neste dia, em que as previsões anunciavam ser de sol radiante e que, afinal, amanheceu cinzentão, como cinzento é o povo que vi votar: gentes de toda a espécie, vestidos de escuro, ar pobre, triste, ou falsamente sorridente pela sua incontornável ignorância, velhos, deficientes, desdentados, feios..., ...( o que os pontinhos deixam, como que implícito, facilmente se adivinha-se), em suma a tristeza de um povo que um dia almejou uma liberdade, que veio de forma inadequada, mal compreendida, enganosa,...um País a morrer, mesmo que à hora dos resultados sorria porque pensa que ganhou.
E, no entanto, continua a haver gente que ainda não percebeu que não ganhou coisa nenhuma para além do que está escrito no fado deste povo de tão tristes horizontes: os horizontes do empobrecimento, da incultura, da não saú de e educação, o povo que apertando a palma nela nada encontrará.
País à beira mar plantado num cinzento inexoravelmente definitivo como a fotografia bem expressa, um cinzento tão igual ao das almas tristonhas de quem não antevê melhores dias.
quarta-feira, janeiro 18, 2006
terça-feira, janeiro 17, 2006
Palhaço tristeDesarrmonia
domingo, janeiro 15, 2006
A força da cunha portugo-congénita
Ouvem-se as três celebres pancadas.
O Pano sobe lentamente e enquanto de dissipa uma mistela sonora dos hinos dos clubes de futebol falidos da super-liga começa-se a ouvir ao longe em gritaria histérica, misturada com a melodia "Grândola Vila Morena":
...MFA;MFA;MFA,...O povo é quem mais ordena...Grandôla vila... mor...,tal e tal,...tal....,
A cena passa-se numa pastelaria de luxo, logo à hora do pequeno almoço, com os protagonistas a procurarem lugar para a primeira refeição, na mesa mais recatada do estabelecimento.
Falam enquanto se dirigem ao lugar escolhido pelo seu aparente aspecto de quase total privacidade
Empresário:
- Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo??!!!
Ministro:
- Olha, olha, então está tudo bem?!
Empresário:
- Eh pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado! Tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo
Ministro:
- E que habilitacões ele tem?!
Empresário:
- Tem o 12º completo
Ministro:
- O que que ele sabe fazer?!
Empresário:
- Nada, sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã
Ministro:
- Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor. Fica a ganhar cerca de 4000, agrada-te?!
Empresário:
- Isso é muito dinheiro, pá! Com a cabeça que ele tem, era uma desgraça! Não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!
Ministro:
- Sim, sim, um lugar de Secretario! Aí ainda se ganham 3000
Empresário:
- Ainda é muito dinheiro! Não tens nada volta dos 600/700???
Ministro:
- Eh pá, isso não, para esse ordenado, tem de ser Licenciado, falar Inglês e dominar Informática.
O PANO DESCE LENTAMENTE.
Na plateia, ouvem-se aplausos estrepitosos entre gritos histéricos de uma multidão, onde, desde esquerdista, direitistas,antigos bufos da pide, desempregados, putas, mulheres a dias, funcionários públicos, ministros secretários de estado, sub-secretários, contínuos, inspectores disto e daquilo, etc. ... e toda uma indescritível poalha de outors patetas..., dando vivas à democracia, sempre, 25 de Abril sempre, viva o MFA, enquanto numa das filas um rancho fólclorico alentejano entoa a celebre canção, oscilando muito lentamente de lado para lado os seus corpinhos campestres, ao ritmo da mesma, pescoços atados ass lencinhos vermelhos de jarretas pioneiros,...
Reformados , mas pouco!
REFORMADOS ACTIVOS
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Finalmente a paz

Finalmente paz
Lá longe de tudo
Onde o tudo, ou o pouco
É muito longe
De tudo
No cume da montanha
Onde há o silêncio necessário à paz
Em noites sem luares incómodos
E onde o meu teto é um negrume
Salpicado de filigranas
De ventos norte, sibilinos, que nos golpeiam
E vergam giestas secas, afagam alcantis
Onde se acoita a águia de majestoso porte
E o lince perseguido pela crueldade
Da ignorância
Há uma sinfonia breve
Ribombos de trovão
Piar de mochos
Uivar de lobos
Gemidos de lince quase extinto e perseguido
Águias majestosas que teimam em voar
Altivas, majestoso porte.
Lá longe
No cume da montanha
Há finalmente a paz
Que sempre procurei
Em noites sem luar.
Lá longe
Na montanha
Que é só minha
Do vento
Do uivar dos lobos
Do piar dos mochos
Da minha necessária solidão
Há simplesmente
A paz que sempre procurei
quarta-feira, janeiro 11, 2006
Lisboa desleixada

Lisboa não é de facto uma cidadezinha feia!
É pena é que esteja tão abandonada.
É só passar por alguns belos recantos escondidos nos meandros das ruelas "trés typiques",que os parolos estrangeiros tanto parecem apreciar, que mais não são do que o espelho de uma misériazinha ancestral comezinha e constatar que a beleza não reside só num faduncho meloso, numa luz inegualável, nem na imúndice pobretanas deste nosso sítio meridional.
Gostaria que não fossemos uma espécie de magrebinos armados em europeus e tratássemos melhor do pouco que temos, mesmo sem ser monumental.
Então esta nossa Lisboa e o resto da paisagem que é este nosso País velho de tantos séculos, valeria a pena ser amado.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Jerónimo, o candidadto em que tenho pena de não votar

Ora aqui está o exemplo da bondade, do espirito cordato, da classe, da excelente educação, concorde-se ou não com ele.
O PC, com ele à sua frente só tem de sentir orgulhoso, pelas suas indefectíveis qualidades quer de ponderação, de savoir faire, de anti-arrogância.
E não se venha dizer que é preciso ser-se Dr., ouescrever muitos livros... para se ter a qualidade, a inteligência e até a cultura de homens raros com este, homem de um indefectível valor no mais amploi sentido da palavra.
Jerónimo de Sousa devia ser o exemplo que Soares devia seguir à risca para não continuar a ser toleirão, arrogante e convencido e apropalar baboseiras mais do que gastas.
Depois de assistir à entrevista com Jerópnimo de Sousa na televisão e se comungasse nos seus ideais, seria seguramente o candidadto em que votaria, deixando para trás a grosseria paranóica de Soares, a raiva de cão ferido de Louçã, que não passa de um cripto burguês social-fascista- trotzquista encapotado e vá lá, porque não dizê-lo até a velha simpatia dos tempos de faculdade que ainda nutro por Alegre, outro perdedor, que infelizmente parece não ter nada para oferecer senão a coragem de se opor aos que sendo seus camaradas lhe puxaram o tapete.
Parabéns SENHOR Jerónimo de Sousa, por ser aquilo que parce sem dúvida ser : um homem decente, digno do respeito de todos nós, muitos dos quais nunca souberam o preço de ter calos nas mãos.
terça-feira, janeiro 03, 2006
O exemplo que o Dr Soares devia seguir.
Soares acusa grupos de comunicação social de apoiarem Cavaco
Mário Soares acusou hoje alguns grupos de comunicação social de terem "combinado" apoiar a candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República e criticou directamente a linha informativa seguida pela SIC na cobertura da campanha eleitoral
É fantástico como a cabeça do Dr. Soares caminha a passos largos para o amolecimento:
Agora ou é paranóico, ou então está como os putos a quem roubam o pião sem saber como o recuperar.
O que irá ainda aquela cabecinha produzir até ao dia 22 deste Janeiro, de um Ano Novo que afinal parece começar tão velho como o que acaba de se finar.
Tudo como dantes como em Abrantes, senão pior como em Rio Maior!!!
Com franqueza, este Senhor está de cabeça completamente perdida com a perspectiva da sua inevitável derrota e o pior é que parece insistir na toleima de que é ganhador.
faz lembrar os velhos tempos dos grupinhos que conspiravam e até para ir fazer uma miseranda mijinha era preciso pedi-lo à voz pequena, não fosse o inimigo dar-se conta!
Hoje ao ver em entrevista televisiva o candidato presidencial do PCP, constato estar em frente de alguém em que é verdadeira a verdadeira simplicidade, a bonomia, a sinceridade, a inegával aparência um bom homem, cordato, bem educado e de uma franca e indesmentível simpatia, por parte daquele lider do PCP, Jerónimo de Sousa, personagem digna do nossso mais alto apreço,mesmo não concordando com os seus ideais, pergunto-me porque não aprenderá o Dr Soares o exemplo daquele homen que desconhece a arrogância, a toleima e outras coisas mais em que o referido candidato do PS é especializado.
Enfin! Coisas que não mudam com um simples virar de ano no calendário