domingo, junho 26, 2005

Portugal, ou Potugal, potug..., potu...,poy...,po...p...ou a miséria aonde chegámos e não sabemos como dela sair

Infelizmente é com esta opinião que o mundo nos vê!!!
ESPALHEM, ESPALHEM, porque é necessário, e urgente, fazê-lo...PARA EMOLDURAR !!!

DESARROLLO-PORTUGAL:
Lejos de EuropaMario de QueirozLISBOA, 21 sep (IPS)
- Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el ”club de los ricos” del continente. Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados. La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30 países industriales. A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del ”grupo de los pobres” de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos. En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque. ”La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona”, afirma la organización. En el sector privado, ”los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas”, afirma la OCDE. ”La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental”, señala el documento. Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que

quinta-feira, junho 23, 2005

Pobres Polícias

Muito embora, nalguns aspectos acabe por encontrar pontos de contacto com o Sr Ministro António Costa, o que muito me espanta ( habitualmente já não acredito numa só palavra sua) , nomeadamente no corte da prossecução do abrangimento pelos serviços de saúde aos familiares de maior idade e aos familiares destes agentes da autoridade, que por motivos vários deixem de pertencer aos seus agregados familiares, bem como a justa passagem desses agentes para a ADSE, como todos os outros fúncionários públicos, o que para mim só corresponde a um gesto de justiça.
Pergunto no entanto ao Sr Ministro, porque é que não se lembrou de que esses trabalhadores da ordem, que ganham miseravelmente, que estão sujeitos a um inegável risco durante as suas intervenções, entre outros problemas inerentes à sua digna profissão de protectores de uma sociedade que deveria viver na paz e harmonia, pergunto, repito, porque razão têem eles, pobres agentes da autoridade ter de pagar as próprias algemas, fardamento, coletes á prova de bala e outras coisas, absolutamente inacreditáveis?
Será que gostaria o dito Ministro de pagar do seu bolso o material de expediente do seu Ministério, a gasolina para o carro de luxo em que se desloca...etc, e mais não digo porque senaõ ficava aqui o dia inteiro a enumerar as despesas a que o referido senhor seria obrigado a pagar do seu salário, mesmo tendo em conta de que menor diferença lhe faria, já que é bem gorducho o maço de notas que todos os meses mete no bolso.

quarta-feira, junho 22, 2005

dia de Portugal

Por este andar ainda um dia vamos ver condecorar com a grã-cruz do Infante, o Tino de Rãs, o engenheiro Cravinho, que há bem pouco tempo deu na televisão um bom exemplo de como ler pessimamente em Português, os cantores pimba e outros oligofrénicos..., que infelizmente por aí tanto abundam.
Seria de partir o côco a rir, se não fosse dramático.
De facto, tanto neste aspecto, em que se distribuiem medalhas, a torto e a direito, a gente que nada vale, em vez de condecorar os poucos que ainda se debatem num esforço gigantesco para, com o seu árduo trabalho poderem sobreviver, como em quase tudo o que acontece por estas terras de um jardim quase murcho, à beira do oceano, já nem se pode dizer que o País bateu no fundo, porque, na verdade, esse fundo já há muito se rompeu em defintivo, caminhando nós assim, a passos muito largos para um abismo sem regresso.
E penso qual será o futuro das nossas crinças, cujo destino parece insofismável e inevitavemente condicionado ao poder da irresponsabilidade e incompetência daqueles, que todos nós, de forma ingénua, com a melhor das intenções elegemos para nos governar.
Se..., se..., se fosse católico bradaria aos quatro ventos: Deus nos acuda e livre dessa cambada de garotelhos malvados.

terça-feira, junho 21, 2005

As maluquices da Santana e não só

SANTANA LOPES, O VINGATIVO
Pedro Santana Lopes, o primeiro ministro mais incompetente que Portugal alguma vez teve e actualmente a brincar aos presidentes de Câmara, anunciou hoje que vai pedir ao Tribunal de Contas para analisar algumas obras realizadas entre 1990/2002, quando o município era liderado pela coligação PS/PCP!
E porque não analizar também as obras do tempo de Cruz Abecassis? E as do tempo de Marcelo Caetano? E as do tempo do Marquês de Pombal?

E preciso ter lata Dr. Santana!
E porque não analizar também as obras dos valentes portugas ao longo de toda a nossa história mais recente, particularmente quando metemos na cabeça que tinhamos chegado ao climax da compreensão da democracia : a da palmada nas costas, do somos todos iguais, do serviço nacional de saúde e ensino gratuítos e outras patranhas quejantes, propaladas a maioria das vezes por patetóides armados em profundos experts da politiqueirice ( ao seu serviço, claro) , só vendo nela benefícios (privados)?
Muito havia que contar, pois infelizmente, por muito que gesticulemos, parece que somos um povo super-especializado na trafulhice de pacotilha; assim uma coisa reles..., capaz de palmar desde uma caixa de fósforos, a enganar a própria mãe quando disso houver necessidade,... até ao desvio da mais inacreditável coisa ou objecto...
E sem contar com o espírito profundamente borlista, que tão famosos nos tornou..., quando, em vez de construirmos um país europeu, dos quais a vizinha Espanha é o melhor exemplo acabado, pela mão da nossa decrépita realeza bafienta, enchemos os cofres do Vaticano: de ouro, de especiarias e de outras riquezas, tudo carregado por tristes paquidermes e que os chefes desse estado recolhiam e abençoavam...., dando em troca o famoso favor da borla (em Itália, borlista é igual a Português).
É claro que nem tudo é assim tão mau ( queria dizer péssimo) , senão eu não poderia estar para aqui a vomitar democraticamente o meu desagrado por aqui viver e não ter tido a coragem de emigrar a tempo e sobretudo ter-me livrado da maldita guerra colonial, que me levou os três melhores anos da minha vida, porque, se tivesse tido essa coragem, como o poetão Alegre e outros pimpões que para aí andam a dar palpites, outro galo me teria cantado,e, ao fim de uma carreira de trinta e cinco anos de esforço e grande responsabilidade não teria de me confrontar com a miserável reforma que recebo, em contraste franco com esse bando de salafrários, que depois de curtas premanências na Assembleia da República, como sabe-se lá bem o quê (deputados? devia ser deportados) , vão para casa de bolsos a abarrotar, sem sombra de remoque por sermos todos a pagar, porque o estado afinal, somos nós.
Mesmo assim, com esta nossa espertalhice pacóvio-esquizopática, abrimos a dentuça de gáudio, quando mostramos o pouco que nos resta: os Jerónimos, a Batalha, o Mosteirinho de Alcobaça..., e poucos mais produtos, de uma história mal ensinada de séculos.
Os outros poucos que mostramos, são miseráveis e estão a apodrecer pela decadência da irresponsabilidade de quem tem a responsabilidade de conservar o nosso parco património, etc..., uma tristeza...
Mas alegrem-se, caros concidadãos.
Afinal temos Futebol, Fátima e Fado em doses industriais, como no tempo do SR. ds Botas de atilho e ceroulas de Santa Comba-Dão, não esquecendo as famosas marchas de Lisboa e do Porto, pelos Santos populares, com aquele povoléu desdentado, feio, porco, mau e barrigudo, nesse dia utilizador provável de desodorizante baratucho e colónia de supermercado Feira Nova, Carrefour, Continente, Intermarchè, ou mesmo comprado no merceiro lá da esquina, penteado de cabeleireiro de bairro, caras cheias de pós e estrelinhas a rebrilhar à luz dos holofotes, tudo aos pulinhos; raparigaças fanchonas de sociedade recreativa a dar ao rabo, oscilando os saiotes de chitas e cetins, cada um para seu lado, numa demostração de total insensibilidade ao ritmo das desfinadas bandas, e sobretudo temos sardinhas assadas a exalar o pivete do costume ( até as espanholas são melhores, têm gosto a mar), não esquecendo os bairros miseráveis da capital, reconstruidos com os materiais mais baratuchos: terracota e outras merdices, depois do terramoto e , que, mostramos de sorriso aberto, (dentadura com falta de pelo menos dois molares) , aos estrangeiros (que na terra deles são muitas vezes também uns merdosos que tiram à boca para poderem viajar) , como se fossem preciosidades: Alfama, Mouraria etc..., que não passam de miseráveis lugares ditos "trés tipique "de gentes, que a maior parte das vezes têm que fazer o seu chichi ao fundo das escadas e onde uma casa de banho decente é uma longínqua mirágem.
Da não recuperação dessas zonas hiperdegradadas resulta sim uma imensa responsabilidade para esse bando de farsolas e corruptos, de uma ponta à outra dos leques partidários, que têm estado á frente do Município e que nada ou muito pouco têm feito. Esses sim deviam ser sériamente punidos.

Outra da Joaninha


O PS e o PSD, o PS e o PSD, o PS e o PSD.
Os deputados do PS afirmaram a intenção de criar Círculos Uninominais. Este método é a pior forma de regionalização possível, porque o candidato eleito representa os interesses do seu eleitorado e não obrigatoriamente do seu partido (e muito menos do país). Nos EUA chama-se porkbarrel politics, a política de trazer o bacon para casa. Além do mais, é um ataque ao sistema democrático acaba com os pequenos partidos - passariam a ter menos ou nenhuns deputados (e os partidos maiores, mais deputados) - e faz com que os apoiantes dos pequenos partidos considerem inútil a sua participação, aumentando o fosso entre cidadãos e política. Foi uma excelente forma de comemorar os primeiros 100 dias do Governo: a defender os seus interesses instalados. Mas tolerar o Partido Nacional (nazistóide deveria ser ) Renovador, que tem ligações evidentes e assumidas com a Frente Nacional( socialista), que conta com um líder que assassinou por motivos xenófobos e incentiva a mais violência semelhante, isso sim, é democracia.
Separados à nascença. Agora Sócrates e Carrilho são como unha e carne. O que os une? Pois descubra as diferenças num documento da Presidência do Conselho de Ministros (JN, 19/06), o Governo auto- -elogia-se. Acha-se corajoso e decidido, com grande capacidade de decisão. No Expresso (18/06) Carrilho diz "Eu vou ganhar estas eleições!"; "Eu sou a nova política". Uma pista não é a autocrítica. Olha outro. O antiamericano Bill Clinton declara ao Financial Times que Guantánamo deveria ser fechado.

Quanto ao método que critica, não percebi porque é que é o pior. Questão de opinião.
Depois vem com aquela americanice porkbarrel politics. Então agora já cita coisas vindas de um país que tanto parece detestar!
Quanto aos receios de que os pequenos partidos sejam excluídos, aí eu compreendo, porque nessas condições lá iria o seu minúsculo bloco às úrtigas.
No que se refere ao dr.Carrilho, Deus nos livre de tal desgraça na Câmara Municipal de Lisboa!!! Chiça!
É claro que não vai ganhar!
Sobre Guantanamo gostaria de saber se as prisões do democratíssimo comandante também deveriam fechar as suas portas.


Os Salvadores da Pátria

Aqui vai uma foto recente de um grupo de salvadores da Pátria.
Podem crer que, falam, falam, falam..., e não dizem nada que se aproveite.
Deles, vão ser esculpidos bustos para enfeitar o túmulo de Trostsky, para que quando se finarem não sejam esquecidos, pelo seu grande patriotismo e devoção ao parlapatiè,...blá, blá, blá... e mais trabalhadores para a esquerda, trabalhadores para a direita...blá, blá,blá..., especialmente o Sr. grande, da última fila, que fala como um cordeiro manso, mas que lá no fundo é um lobo de grande ferocidade e inteligência vorazes.
Do que está no meio, gorducho, de óculos, sempre bem disposto ( deve ser um bom garfo !), só sabemos que jogava futebol, mas que mesmo nesse desporto, nunca passou de um tôsco, um pé de chumbo, e ainda que noutras coisas não é assim tão mau e ainda bem , porque se na política assim fosse, Deus nos livre!
Da Dragãozinho, nada a dizer; parece uma francesa com aquele corte de cabelo tão catita. Pena é que ainda não tenha ultrapassado a adolescência, o que é muito mau porque na verdade isso já devia ter acontecido. Dos outros, que eles me perdoem, como uma grande parte dos meus humildes concidadãos, não tenho o desprazer de os conhecer!
Adiante.
Afinal, afinal, novidades, novidades, só no Continente.

quem teria sido?

Quem é, quem é, ora divinhem lá!

Sabem quem é, não sabem?
Pois se não sabem fiquem a saber, e desculpem a redundância, quase pleonástica:
É a Joaninha genial, aquela que sabe tudo, de tudo o que há para saber; um verdadeiro génio com o dobro das circunvoluções cerebrais dos demais mortais, que tem a particularidade de nunca dormir, pois bloga à velocidade da luz, sobre todo e qualquer assunto, o que já lhe desaconselhei, porque não dormindo, não sonha, e, assim, pode acabar ainda mais tontinha( ler artigo sobre demência nos gatos privados de sonhar )
Quem me daria ser ela.
Não deseperem porque é nela que está a salvação do nosso miserável País.
Por certo que não irá resistir por muito mais tempo a por a sua massinha cinzenta a funcionar para descobrir que afinal é a ínica que tem capacidade para nos tirar do atoleiro.
E os meninos do PS que se cuidem, particularmente o iluminado Coelhone, que desde que perdeu uns quilitos está mais tonto do que nunca. Será que é das hipoglicémias que quando abre a boca só diz anormalidades vazias de sentido, entre as quais se destacam mentiras de palmatória?
Bom!
A Joaninha não deve levar a mal estas palavras vinagrosas. Afinal, é com ela que eu tenho vindo a aprender a ser mauzinho.
Mesmo assim, não me conseguirá arrastar para o seu querido BE, porque eu, se há coisa de que tenho muito medo é entrar pelos caminhos da palermice, da mentirinha demagogico- portuga-parolóide, caminhos que o seu BE percorre com grande sapiência e eficácia, arrastando para as suas fileiras, como é historicamente sabido, os filhinhos da melhor burguesia, porque ser do BE é que é fixe e moderno, é in!...
Todos os outros são umas bestas fascistas encapotadas, uns desdentados mentais da direita à esquerda., porque na verdade só eles, BE, é que são esquerda. prerrufeee...., que enjoo.
De uma coisa pode estar certa minha boa menina , fada do bem pensar: prometo que quando houver uma missinha por alma do seu querido Trostsky, converto-me do meu empedernido agnosticismo e vou lá fazer-lhes companhia na deglutição da rodelinha de pão ázimo; e vou-me fartar de rir.
Aparça que a gente gosta de ver crianças superdotadas, com doutoramentos feitops nessa América de cowboys que tanto parece detestar.
Numa coisa estamos em sintonia: Bush, é de facto oligofrénico fenil-pirúvico.

TESOURAS SEM PIEDADE

Défice.
É preciso cortar mais, diz Bruxelas.
A Comissão Europeia, que na quarta-feira vai abrir um procedimento por défice excessivo contra Portugal, considera que o Governo está a ser demasiado optimista nas suas previsões de crescimento e avisa que para controlar as contas públicas serão necessárias mais iniciativas para reduzir a despesa.
E agora como é que os espertalhões nos vão safar de mais esta?
Será que agora vão ser obrigados a dar o dito por não dito e enveredarem pela política do utilizador pagador e vão finalmente forçar os que querem andar de rabo termido nas scutes a pagar o que, afinal, é justo que façam e se deixem de merdas demagógicas para não perderem votos nas autárquicas, já que de toda a maneira já sabem que vão ter de as perder.

quinta-feira, junho 16, 2005

De volta ao perigo

Comentários para quê?
Agora, com a volta do calor, esperemos que os pirómanos do costume não voltem ao ataque na senda da destruição do pouco que já há para arder.

o futuro provável

Núvens plumbleas sobre a cabeça do nosso futuro.

quarta-feira, junho 15, 2005

Mais uma tampa


José Sócrates voltou a falar, há uma semana, com António Vitorino sobre a hipótese deste ser candidato às eleições presidenciais, mas, segundo o DN apurou, o ex-comissário europeu manteve-se irredutível na recusa dessa possibilidade. Há pouco mais de um mês o secretário-geral do PS e o (…)
Pudera!
Já sabe que perde!
E para quem?
Ora adivinhem, se forem capazes.

Provavelmente, ninguém será capaz de evitar que o dito homem ganhe !
Mas qual, voltarão as pessoas a pensar.
Esse, esse mesmo em que estão a pensar.

quinta-feira, junho 09, 2005

A bem da Crise e Saúde Públicas

A BEM DA CRISE E SAÚDE PÚBLICAS


Assunto: Dia sem políticos

"Dia sem Carro" em Lisboa. Resultados preliminares do famoso "Dia sem Carro" em Lisboa:
1.500 policias encostados aos cruzamentos a coçar os ditos cujos. Centenas de autocarros parados junto a parques de estacionamento vazios. Milhares de Táxis a queixarem-se de falta de negóciod. Numero recorde de pessoas que faltaram ao emprego (muito superior a qualquer ponte ou greve) e, Milhões de contos de prejuízos para o país. Poluição a níveis assustadores provocada por autocarros e táxisa Diesel sem o mínimo de controlo de emissão de poluentes. 3 ciclistas atropelados. Milhares de empresa prejudicadas. Distribua este correio electrónico como apelo para o:"DIA SEM POLÍTICOS".
Esta acção visa proibir a circulação de políticos durante um dia inteiro. Como benefícios são esperados: Milhares de contos em poupança nas ajudas de custo. Centenas de almoços de luxo pagos pelo contribuinte serão poupados. Um dia inteiro sem decisões estúpidas e que custam milhões a quem realmente trabalha. Poupar o cidadão comum de estar a dar prioridade a limusinas de luxo e caravanas de polícias quando os nossos amigos políticos mandam as mulheres para o cabeleireiro.APOIE ESTE MOVIMENTO.

quarta-feira, junho 08, 2005

Aí estão Eles, os tão desejados

Aí estão eles acabados de chegar da República Popular da China e a entrar imediatamente em acção no combate aos incêndios do nosso martirizado território.
Estas modernas aeronaves, não só combatem as chamas, como também estão equipados com detectores da intromissão florestal de pirómanos, acrescendo o facto de cada um deles ser dotado de um novo e revolucionário Código Criminal, no qual o Governo encontrará os meios jurídicos necessários às severas punições desses infractores, das quais destaco: a carbonização merecida de tais sujeitos, que como é recomendado, devem intransigentemente ser atados a um pinheiro em combustão e sem direito ao julgamento psiquiátrico, no sentido de evitar o habitual diagnóstico/desculpa dos eternos defensores dos direitos humanos de meia tijela, de serem considerados uns pobres doentinhos mentais, tendo especialmente em conta que os referidos meliantes não pertencemà nossa espécia,mas sim à dos Andróides Cefaloescarióticos Triconvexos Hominis.
Obrigado pois, Sr. Primeiro Ministro.
Nota para os interessados em adquirir estes modernos e polivalentes equipamentos: Podem ser encontrados em qualquer loja chinesa a partir do dia 16 deste mês, ao preço unitário de 1 euro e setenta e cinco cada dois.
Claro que se for proprietário de uma zona com dimensões superiores a 1 hectar e porque nessas condições necessita de uma boa cobertura é aconselhável comprar várias unidades, pelo que é melhor, mais rentável e mais económico comprá-los em aluguer de longa duração ou leasing.

As bocas da Joaninha


Governo a conta gotas, tratado às fatias.
Então, se juntarmos três notícias:
#1
Portugal decidiu só votar a revisão constitucional (que vai permitir o referendo europeu ) depois da reunião dos líderes europeus, a 16 e 17 deste mês. Ou seja, a 22, uma semana depois do Conselho Europeu onde se decidirá sobre a continuação ou não dos referendos. (Isto pressupõe que o nosso referendo depende da decisão do conselho, ou estão a gozar?)#2 Freitas considera que o tratado não é viável#3 O PS ficou incomodado com a posição de Freitas.Temos o quê? O governo do SILÊNCIO com uma fuga? Ou...
Temos que Freitas foi escolhido para começar a preparar a eventualidade de não haver referendo. Sócrates escolheu Freitas para esta tarefa pois, afinal, não é para coisas como estas que ele lá está, desde o início? Da mesma forma escolheu Vitorino para dar a cara, a recusar as afirmações de Freitas. Vitorino tem que preservar o futuro, enquanto Freitas tem o perfil, o passado e o presente governo ideal para o fazer.
aqui: "So voters are left guessing as to what question they might be asked, and when" (BBC)
Afinal, tudo em consonância com o provável projecto de pôr o tratado a
entrar aos retalhos e pela porta do cavalo.

E agora a propósito das bocas constantes da Doutora Sabe - Tudo, J. Amaral Dias

Será a DOUTORA-SABE TUDO não tem mais em que pensar do que em politiqueirices, mesmo lá longe, nos EUA, País que detesta e aonde, pelo menos na sua douta opinião, metade da população é doente mental,terra longínqua aonde me garantiram que vive estuda ou não sei quê?
Será que não devia acautelar as suas bocas do cowboy Bush?
Ja lhe passou pela cabeça de quando em vez escrever sobre assuntos menos politiqueiros, porque nesse ambito, nem a Srª nem o seu partideco trotzquis ...não sei quê, chefiado por menbros de uma mal disfarçada burguesia, conseguem convencer quem tenha dois dedos de testa, retroprojectada numa massa cinzenta ainda bem válida.
Mude de cantiga, porque já nem o refrão se pode ouvir.
Aproveite para ser feliz e deixe os outros em paz, porque a vida é curta para todos nós e a Srª Doutora está incluida no lote dos que também desaparecem. Já tem o seu protagonismo garantido.
E já agora pedia-lhe encarecidamente, caso seja capaz: dê uma ideia, o mais séria possível, ainda que pálida, de como poderemos salvar alguma coisa, por pouco que seja, deste desgraçado País, que ao contrário do generalizado e bafiento patriotismo de um incontestável nacional- pequeno- pacovismoque afirma termos oitocentos anos de história, afinal é ainda muito novo, porque na verdade, só nasceu a 25 de Abril de 1974 e só pede para poder envelhecer na justiça, na solidariedade e no respeito cívico.Por certo e sabendo-a uma verdadeira democrata, ainda que um tanto contaminada por um estranho virus Albanês, aceitará de sorriso aberto estas minhas tão sentidas palavras de crítica.E tome atenção à CIA.

Do melhor de kandinsky



Outra amostra do poder criador do genial pintor.
Do traço gestual, à riqueza policromática da sua paleta, aos degradès de cor, passando por uma abstracção de uma insofismável singularidade geométrica, volumes imaginários conseguidos, num envolvimento de regresso a uma ingenuidade e purezas quase infantis

terça-feira, junho 07, 2005

Novo Equipamento




Caros concidadãos:
Cá está o maravilhoso e modernissímo equipamento que o governo de Sócrate acaba de adquirir com o esforço denodado do Sr. Ministro António Costa, para o combate aos incêndios que infelizmente nos começaram a assolar antes de 16 de Junho.
Não tem asas, mas é de facto a última palavra em material anti-fogo.

Aí estão eles em força

Aí estão os incêndios em força e, como o governo prometeu, atacados com determinação pelas esquadrilhas das dezenas e dezenas de aeronaves que o governo teve o astucioso cuidado de alugar e sobretudo comprar, logo no dia em que tomou posse, para que os portugas maldizentes do costume não viessem dizer que, afinal, eles, como todos os anteriores não cumpriam as promessas eleitorais e deixavam o País mais uma vez pasto das chamas impiedosas!!!
Parabéns pois, Sr. Primeiro Ministro, pela sua coragem e dedicação à causa pública.
Já não era sem tempo que finalmente aparecia alguém com TOMATES para nos tirar da miséria em que vivemos.
Estou de tal forma entusiasmado com tantas medidas atempadas e inteligentes que estou capaz de me tornar bombeiro de profissão neste nosso Portugal agora com um futuro tão risonho

kandinsky

Deve haver quem diga que não gosta, o que considero muito respeitável.
Eu, gosto muito e por isso aqui deixo esta admirável imagem de um dos muitos trabalhos do genial pintor

segunda-feira, junho 06, 2005

Ainda a Starlete Julinha Berreiro

E pronto. Temos que nos conformar.
É ela, é! Está desfocada mas é ela mesmo!
Ela numa gritaria de milhares de decibéis capazes de sono-vaporizar o tímpano mais rijo deste mundo.

E depois a apregoar como celebridades, uma bando de energúmenos salois e inúteis, que para ali estão especados a encher os bolsos de euros, enquanto que milhares de trabalhadores suam as estopinhas para conseguirem o pão de cada dia, ou para conservarem os seus precários empregos, ao mesmo tempo que esses pindericos se fazem passar por gente importante. ( Bando de imbecis, que para lá da raia ninguém sabe quem são)
Não venham depois dizer que neste País algum dia há-de voltar a haver moralidade e respeito por quem de facto é um cidadão digno desse nome, que eu já desespero de acreditar.
O poder político também aqui deveria tomar uma posição frontal contra o gangsterismo provinciano televisivo, que não serve senão para deseducar ainda mais este povo analfabeto, que coitado, se cala frente à primeira baboseira que lhe apresentam.
E à menina gritona também mais lhe valia voltar aos seus tempos áureos da perversa e idiota noite má lingua, na companhia dos seus inseparáveis e idiotas companheiros: A ritinha dos ferrinhos, mais o pangolim cuspidor e o rapaz meio belfo, tudo gente da melhor colheita de uma inimaginável imbecilidade.

Olhem só a starlete berreiro

Em que estará este pimpão a pensar?

O que estará ele a pensar com aquele ar tão compenetrado?
Talvez que se excedeu naquela vozearia histérica em que é perito, quando, batendo punhadas fortes no tampo do púlpito em frente do pessoal que num recente comício na província, o ouvia embevecido, imprecando contra a banca e as seguradoras!
Claro que aquele frenesim discursivo não é para levar a sério e o maroto sabe-o muito bem.
Talvez sim.
De facto, é preciso ter lata. Ele que foi um Guterrista dos rijos e portanto tão culpado, em grande parte, (não excluo dessa responsabilidade, outros partidos tanto ou mais irresponsáveis que o dele, desde a esquerda bafienta do PC, ao ridículo e anacrónico partideco trotskista do papagaio Louça, tão vazio de soluções e só capaz de vozear a favor daquilo em que lá no fundo, não acreditam; imagine-se o Professor falante a beijar na boca uma qualquer camponesa hirsuta e desdentada, especializado em arrastar para as suas fileiras os filhos mais salientes da melhor burguesia portuguesa, aliás, como sempre acontece nestes contextos pseudo revolucionários, e nesse aspecto, a história fala por si, passando pelos partidos ditos de direita, todos), como a restante camarilha do seu partido, no descalabro despesista de Guterres (devíamos chamar-lhe Gutierrez, à boa moda dos chefes de cartel sul americano), aquele sorridente rapazinho de ombro descaído, de glabra face angelical.
Mas pronto, o coelhinho rapaz falou, está falado.
Ou talvez não.
Será que, afinal, ele está a pensar que um destes dias, um qualquer membro do outro incontornável poder, o da tantas vezes mais do que grossa fatia irresponsável de uma certa comunicação social portuga, ainda vai pregar nos jornais com a notícia dos proventos que o estimado senhor vai receber quando se reformar da política e regressar às suas origens beirãs?
Tudo é possível. Neste País de invejosos inveterados tudo é de facto possível.
Até mentir descaradamente, dar o dito por não dito, prometer o que é impossível de cumprir, etc.…etc. …, São comportamentos corriqueiros que se entranharam no código genético deste povo em vias de extinção como gente digna e livre.
E não venham choramingar que temos oitocentos anos de história, porque isso, é assunto arrumado. A malta quer é o bolso cheio e os outros que se lixem.
No final de contas, a história também aqui se repete: quem se amola sempre é o pobre bivalve já tão magrote e definhado dentro da sua frágil concha.
Valha-nos Deus! O que havemos de fazer? Pedir um passaporte espanhol?
È uma saída! Cá por mim não me importava. Se até falo espanhol quase correcto!

sexta-feira, junho 03, 2005

O ordenado


Huge Super Bouncy Ball!
Originally uploaded by
nunnzio.
Sabem qual é segredo que estava dentro da bolinha mágica da honestidade?
Eu vou desvendá-lo.
É nada mais nada menos que o vencimento mensal do Ministro das Finanças.
E tudo em notas novas!
Coitadinho! Com a auteridade fiquem a saber que ele ali, so acumula a reforma do Banco de portugal com o vencimento de superministro.Uma ninharia de uns largos milhares de euros.E digam lá que Sócrates não quer moralizar os que nada têem ou estão no desespêro do desemprego.Ah valente 1º Ministro! Assim é que é!

quarta-feira, junho 01, 2005

O poder dos politicos


Garter Snakes
Originally uploaded by The Eggplant.

Como as serpentes mais venenosas, os políticos ferram sem piedade o seu malicioso dente a maioria das vezes nos sítios mais difíceis de sarar. Em vez de algumas das medidas tão controversas que tomaram para resolver ?! os graves momentos que o País atravessa, porque não tiveram eles a coragem de, de imediato sobrecarregarem de impostos o maldito tabaco, em lugar de anunciarem que o fariam só a médio/longo prazo. E porque não o fizeram em vez de aumentarem o Iva para esta brutalidade dos 21%. Não vêem que isso só vai conduzir a mais escapadelas e fraudes, assunto em que somos altamente especializados?Será que receiam o Lobie das tabaqueiras?... e outros !O pior é que este povo não conseguirá nunca encontrar o soro anti-ofídico para se libertar de vez destes peçonhentos répteis. E depois dizem que com eles não há compadrio!Quanto é que vai custar ao herário público o lugar de arromba do presidente de administração da Galp, o famoso Dr. Fernando Gomes, vindo lá dos lados do FCP? Se não sabem eu informo. Nada mais nada menos do que cerca de 15000 Euros! É simplesmente escandaloso! E os outros amiguinhos, que certamente se seguirão?...

sábado, maio 28, 2005

Atenção Sr.Primeiro Ministro. Não somos todos uns parvos.

Tempos houve em que a minha ingenuidade me levava a acreditar em políticos, como sendo aqueles de cujas capacidades dependeria em grande parte o bom funcionamento das instituições tendo como desígnio primordial a construção de uma sociedade em que justiça social, em todas as suas múltiplas vertentes fosse conducente, dentro da medida possível, a um bem estar comum, igualitária e democraticamente distribuído.
Ingenuidade de criança a minha!
Desde a queda do regime opressor de Salazar, decorrido bem à Portuguesa, pela mão de sórdidos burgessos pidescos provincianos (é obrigatório compará-lo com os de certos tiranos que de há muito e ainda hoje oprimem os mais indefesos por formas bem mais desumanas e brutais ), que governo a governo, poder desde e daquele, em alternâncias, as mais caricatas, que vimos a assistir ao chorrilho de mentiras e promessas que esses detentores do poder, políticos eleitos por todos nós, cometeram e continuam a cometer, baseadas em competências que acabam por se não comprovar, porque finalmente todo acabamos por ter consciência de que os políticos que nos tem governado, ou são amadores do ofício, ou então, serão talvez portadores de alguma rara patologia esquizofrénica megalomaníaca que os convence de que de facto foi para aquilo que nasceram, para salvar o povo incauto que neles vota tantas vezes seguindo uma cor determinada, como se de futebol se tratasse, num folclorismo só possível neste país ainda quase analfabeto em quase se não em tudo.
E senão, tome-se como exemplo uma coisa muito simples que o recém-nascido socratismo acaba de parir, ao mesmo tempo que vai largando os lóquios viscosos e imbecis do parto de uma governação que tem primado pelo silêncio mais intrigante
Refiro-me só por exemplo, (por reconhecida impossibilidade humana de tentar abordar toda a problemática em que Portugal está envolvido, e também porque é tal a imensidão da minha discordância com a maior parte das medidas tomadas para controlar o anunciado terrível deficit), à imbecilidade e teimosia em manter livres de portagens as famosas scutes, como que só para atestar que, afinal, sempre cumpre o prometido, sabendo ele por demais (faço-lhe a justiça de pelo menos imaginar que ele sabe muito bem do que falo).
E pergunto-lhe: então quando não existiam as ditas scutes (auto-estradas, entenda-se), os portugueses espertalhaços dessas regiões iam de avião de um lado para o outro quando disso tinham necessidade? Não, Sr. Primeiro-ministro; iam pelas estradas que já ali existiam.
Quero com isto dizer que afinal esses senhores que não querem pagar portagens, afinal, sempre tiveram alternativas; só que agora pelas scuts é bem melhor! Não é isso? Ou têem o topete de o negar.
Então que as paguem, muito embora os problemas que esse facto possa acarretar, porque eu, como muitos milhares de outros cidadãos cumpridores rigorosos dos deveres fiscais, que por ali não transitam, não estão dispostos a colaborar das suas já parcas economias em tal desvergonha demagógica.
Garanto-lhe que vai haver barulho a este respeito, isso é que vai, Sr. Engenheiro Sócrates.
Que os senhores continuem a penar na 125, só para não falar de outras, porque eu não ponho lá os pés.

quarta-feira, maio 25, 2005

Helena diz e eu Corroboro

Aqui está um dos exemplares que dominam pela força e astúcia os outros animais (nós todos ) feitos papalvos.
O verdadeiro leão paradigmático do político todo poderoso.

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Originally uploaded by Jimmy..

Diz a Helena e eu Corroboro

"Portugal Hoje: o vicio de calar", José Gil, parte 2, da grande saga "Portugal Hoje O medo de Existir"
Três anos para passar do país da tanga para um défice de 6,83% (só?). Finalmente o Banco de Portugal fez contas e fortaleceu o governo PS, desresponsabilizando-o de resolver algo para o qual não têm qualquer solução crível para lá da "lógica" subida nos impostos. Depois do silêncio, chegamos ao mês de Maio e o senhor primeiro ministro anuncia que anunciará medidas para em três anos reparar os disparates que vêm do anterior governo PS e da letargia do governo PSD/CDS. Durão Barroso está bem, em Bruxelas, António Guterres ficará bem, na ONU. Nós, por cá, no limiar do desespero, pagamos e não podemos fugir às nossas (dos outros?) responsabilidades.

terça-feira, maio 24, 2005

BENFICA e outras opções

Não estando no meu espírito tecer qualquer critica ao entusiasmo popular que a vitória do Benfica trouxe aos seus milhares e milhares de adeptos convictos e simpatizantes e da observação das manifestações de júbilo por esse facto despontadas por todo o Pais, parece-me, contudo, pertinente perguntar-me se é na realidade essa alegria explosiva justificada ou pura e simplesmente consequência da infinita inconsciência deste povo de desportistas a tempo inteiro face à tragédia social que parece adivinhar-se no futuro próximo presente futuro deste nosso País, cada vez tornado mais periférico e pobre de tudo.
Vem esta reflexão a propósito do que hoje ouvi com a maior ansiedade no programa televisivo “Pró e Contras”, no primeiro canal da televisão, onde um painel de sábios da economia, dentro os quais alguns com grandes responsabilidades na génese do descalabro que está a acontecer à nossa cada vez mais frágil e pouco ou nada competitiva economia, cada um deles ditando as suas opiniões, algumas delas, aparentemente muito inteligentes e até fiáveis, mas que me deixaram na alma a angustia de não serem senão palavras e mais palavras.
Espero que quem tem a responsabilidade de governar este desrregulado estado que somos todos nós, possa desse programa tirar algumas lições, sobretudo e de uma vez por todas educar os portugueses em direcção ao grande desígnio nacional, que é o da solidariedade colectiva e não o salve-se quem puder como é hábito enraizado neste povo tão ignorante dos seus próprios males.
Que seja feita justiça doa a quem doer é o que espero do recém eleito primeiro ministro:
que finalmente cumpra o seu dever e que por razões eleitoralistas não se refugie na cobardia habitual a que os políticos nos habituaram.
Que apareça agora também o Sr. Louça e outros patriotas iluminados de pacotilha a dar uma ajuda e não a incendiar ainda mais o que ainda nem sequer está no rescaldo.
Que mostrem o seu amor desinteressado por este pobre e desamparado povo inconsciente da malignidade da sua própria doença.
É pena que nem todos possam ler José Gil, porque se assim fosse compreenderiam muito melhor a angustia que me vai na alma deste desabafo.

BENFICA ou outras Opções


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domingo, maio 22, 2005

Traballho? Quem na verdade o quer?


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Originally uploaded by Blue_.

De facto o desemprego que nos atinge é demasiadamente dramático para deixar indiferentes os mais assanhados seguidistas politicos. É tempo de que, alguém com capacidade para resolver tão tenebroso problema, ganhe coragem e apareça com alguma solução, que neste momento se afigura tão dificil de conseguir. É um problema de vida ou de morte, de afinal, sobrevivência do País.Há no entanto, como de todos é sabido, milhares e milhares de situações àcerca das quais as autoridades parecem estar perfeitamente a leste ou propositadamente ignorem, por cobardia de actuação, por receio da correspondente perda de dividendos eleitorais, até porque iriam atingir muita gente, ou então, por puro imbecilismo e incapacidade politicas, pois há génios a governar que não sei onde aprenderam nem de onde vieram, (Isto é outra peculiariade bem portuguesa: cada um de nós é o maior, o que chuta mais alto... mais um verdadeiro génio que só encontra paralelo numa ilha recondita de um planeta inexistente e outras maluquices e irresponsabilidades que, como infelizmente é sabido, ninguém responsabiliza, já que a justiça é um lugar esvaziado da minima credulidade), e dizem mais uma vez respeito à chico espertalhice portuga. Calculem que há gente a receber subsídio de desemprego que tem o descaramento de procurar trabalho( porque ainda há trabalho ), propondo receber salários no escuro; a leste de obrigações fiscais que todos devemos cumprir, porque no final de contas o Estado somos nós. Foi com espanto, que num recente programa televisivo, dei com uma vacarrona tipicamente portuga, gorda e exibindo, como é quase normal, um só dente do resto de uma dentadura apodrecida, certamente devoradora de sardinhadas, de caldeiradas e outra alarvices em que somos na verdade exímios, que recusava um trabalho de costura por, coitadinha!..., aos quarenta e poucos anos não poder exercer tal ofício, por sofrer da nacional patologia de hérnia discal, situação nosológica tão frequente, ou latente na forma de portugoherniodiscotendência, neste povo ultra esforçado de aldrabões, invejosos, individualistas, trapaceiros baratos, porcalhões e indisciplinados e alguns, até ladroezecos de pacotilha e tudo o que de mais desprezivel se possa imaginar. Depois, foi a vez de uma jóvem empresária tentando deseperadamente encontrar balconistas de que precisava e das candidatas que apareceram e às quais era oferecido um salário de quinhentos euros a proporem-lhe receber esse dinheiro no escuro para o juntar ao que recebiam do desemprego. Enfim! Não há palavras! Assim não vale! Assim o povo unido será certamente vencido, quer pela geneticamente tão intrincada nacional tendência para a trapaceirice, quer pela incompetência e irresponsabilidade de um sem número de curiosões da política que vão gerido este país bem pior que um humilde agricultor é capaz de trabalhar a sua pequena horta.

Numa coisa somos campeões: no mais importante de todos sos problemas nacionais :O FUTEBOL , com primeiros ministros de se lhe tirar o chapéu.

segunda-feira, maio 16, 2005

ouro da terra


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Originally uploaded by re-Verse.
A esperança

ouro da terra

Ontem disseram com grande aparato os que deveriam ser entendidos nestas coisas da metereologia, que finalmente a chuva estaria aí.
Como pão que alimenta famintos, a esperança de chuva renasceu hoje no meu espirito, logo que os olhos se me abriram na semi-obscuridade do meu quarto, com o medo que todas as manhãs me assalta do inevitável gesto olhar o relógio de cabeceira e ver o passar dos segundos, cada vez mais velozes da minha já tão encurtada estadia por estas paragens terrenas, a caminho do inevitável.
Cada segundo de uma vida!Um aí!
Porém, logo nesse momento entreabrindo o cortinado, vi que afinal o sol brilhava por entre nuvens ralas e envergonhadas e a minha esperança começa a desvanecer-se de ver tombar dos céus o tão ansiado líquido-ouro que viria combater e acalmar a ira cruel do desertificador, inimigosem alma de tantos milhares de pobres agricultores que dessa água bendita necessitam como alimento tão vital para as sua terras ressequidas, quase esterilizadas.
E fiquei deprimido e triste, como nos tempos em que chuvas e escuridões prolongadas me costumavam deprimir e entristecer.

domingo, maio 15, 2005

Maravilha da cor


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Originally uploaded by YF.
Na procura de Andy, a cor é o segredo.

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A paz encontra-se em nós próprios quando a consciência nos proporciona essa oportunidade.Talvez lá longe no horizonte de uma consciência limpida e serena, quão serena é a doçura da vastidão azul distante , em que céu terra e água se fundem numa harmonia de silêncio.

terça-feira, maio 10, 2005

Cair na realidade

É muito doloroso aceitar o dia em que constatamos que, afinal, não somos nenhus Tarzans e que o que pensávamos só aconteceria aos outros, também muitas vezes acaba por nos atingir a nós próprios, criaturas que até esse crucial momento exultávamos de saúde: mental e física; e não direi de felicidade, porque não consigo compreender o que isso é na verdade. De facto, esse conceito é de tal modo incompreensível, que deixo para quem tenha a capacidade de se sentir isso, feliz, uma mais atinada via de explicação.
É dura, muito dura a solidão e por vezes ainda mais terebrante e inexplicável ainda, quando aparentente dela não temos razões aparentes para nos queixar, só por que temos uma família que muito nos estima, claramente comnosco se preocupa e ao mesmo tempo nos abraça à sombra da sua protecção.
Tudo isto é verdade, só que a solidão é estranha a toda esta fenomenologia e nos agarra e puxa para os fundos escuros de um imprevisível axfixiante.
Caímos numa profunda solidão e angustia demolidoras por muito que tentemos seguir acreditar no que de imediato nos dizem familiares e amigos: que não é tão mau assim, que tudo se irá resolver em bem...e outras landonas , que a mim me entram por um ouvido e de imediato saiem pelo outro, ou até, o que é o habitual, que nem lhes chego a prestar atenção, tal é a intensidade da agonia que tantas vezes me fere quase de morte.
Mas o que fazer senão tomar consciência da nossa fragilidade, nesta temporalidade de gota infima no tempo de um Universo, no qual nem poeira chegamos a ser?
Par agravar o quadro negro damos depois uma volta por este triste Paí nosso e aí tudo se complica mais ainda, porque parece que ele está também profundamente deprimido e sem regresso.

segunda-feira, maio 09, 2005

O fim do pesadêlo Hitleriano

Faz hoje sessenta anos que a Alemanha Nazi capitulou, após anos de uma inimaginável destruição de vidas e haveres por toda a Europa, estendendo-se aos confins da Rússia. Infelizmente, como é sabido, só algum tempo depois foi possível eliminar o aliado Japonês de Adolfo Hitler, com o lançamento das bombas atómicas sobre Nagasaki e Hiroshima, com elevadíssimos custos, da mesma forma nunca pensados.
Triste é pois, que conhecidas as misérias das atrocidades nazis, os governos e particularmente, as esquerdas, sobretudo dos Países que sofreram a ocupação pelas forças nazis, continuem a permitir que grupelhos de neo-nazis de cabeça rapada, se comecem a organizar sem que ninguém lhes dê a respectiva e merecida resposta: a sua destruição e forte punição para as mentes doentias dos seus organizadores e restante camarilha. A qualquer preço!Porque essa gente não merece viver em liberdade.
Melhor faria especialmente o pimpão Sr Louçã e o seu enfatuado correlegionário Rosas e outros energúmenos políticos feitos à pressa, que ninguém sabe de onde sairam, nem quanto sabem do apregoam saber, que tão preocupados parecem estar com a desgraça em que este nosso pobre País vai caindo dia a dia, guardassem, e aqui em especial esse lobo encapotado de cordeiro de cognome Louçã, ( um verdadeiro mestre na angariação de partidários, sobretudo jovens de uma burguesia estudantil bem instalada na vida, como é tradição histórica ), um pouco da sua amarga bilis com a qual tudo aspergem à sua volta, para de facto alertar os portugueses para essa realidade neo-nazi que também impunememte desponta já perigosamente na nossa já tão sacrificada terra.
E a propósito de politicos e politoqueirices, aconselho quem por aqui passas os olhos a ler a entrevista de Vasco Pulido Valente à revista Visão, publicada na semana que ontem terminou.

quarta-feira, maio 04, 2005

As ironias desta vida

Ainda ontem tinha pensado nele.
Hoje logo pela manhã recebi a triste notícia da sua morte.
Fiquei de rastos.
Desapareceu um grande amigo, homem ainda na pujança de uma vida profissional promissora, de uma rara inteligência e de uma vontade pertinaz, quase heróica.
Por ironia, tinham-lhe prometido uma sobrevida bem mais longa para a sua terrível doença, mas afinal enganaram-se.
Morreu um homem, que como todos, tinha defeitos e qualidades, é certo, mas que no íntimo, era amigo do seu amigo e que não merecia desaparecer assim, tão bruscamente, de forma tão cruel, atingindo por uma terrível enfermidade, logo associada a outra, qual delas a pior - venha o diabo e escolha -, deixando os que verdadeiramente lhe tinham amizade, completamente destroçados.
No entanto, parece ser uma regra fatal e sem excepções, tal como é fatal e inexorável a nossa própria morte, o que só vem confirmar a inexistibilidade de tais excepções: que trastes que nada valem, que nada dão aos outros, e que como que por ironia, continuam a viver sem cerimónia, sem que nenhum mal os atinja ou castigue pela sua vilania.
Claro que haverá quem logo diga que isto é um chavão popularucho, mas a mim isso nada me afecta. Para esses , desculpar-em-ão: estou-me cagando.
Tenho direito ao desbafo do meu desgosto.
A vida tem destas coisas!
Por isso, o melhor é não fazer projectos e viver na totalidade um dia de cada vez.
E depois, venham lá convencer-me - (não se ofenda quem não pensa e sente como eu, que sou um fanático respeitador das opiniões dos outros) -,que Deus existe, que os Seus Mistérios são insondáveis e que foi o Divino Espirito Santo que escolheu o Huno Ratzinger para Sumo Sacerdote da Confissão Católica.
Meu caro e querido Luís, amigo de tantos anos e de tantas boas e más recordações: lá onde estás agora, se é que estás algures, fora desse teu corpo mortificado pelo sofrimento atróz da miserável doença que infelizmente te atingiu de forma tão brutal, definitivamente adormecido, fica sabendo que não te esquecerei e que muito embora um ou outro desentendimento que porventura algumas vezes tivemos, sempre fui um dos teus grandes e indefectíveis Amigos, daqueles de Verdade
O teu muito amigo de sempre.
Descansa agora em Paz meu saudoso companheiro.

domingo, maio 01, 2005

O dia da Mãe

Não ligo pêva aos dias disto ou daquilo.
Só que da minha saudosa mãe, tenho ainda, após tantos anos volvidos da sua partida, a mesma lembrança terna de todo o tempo em que fisicamente a tive comigo.
Para ti, minha Mãe, mulher tão querida e tão única, a minha eterna saudade.

A Fotografia

Ali estava António, especado, em frente ao aquário que divide a sala do pequeno apartamento mais ou menos a meio.
Do lado da varanda, voltada para o Tejo e construída saliente sobre o beiral do telheiro do penúltimo andar, num arremedo de sala, uma zona de estar, arejada e quase aprazível, embora os dois pequenos sofás amarelo camelo que quase a enchem, estejam já bem estafados, de lado quase completamente riçados até ao casco de madeira de pinho pelo Bolinha, o gato rafeiro que sempre ali afiou gulosamente as unhas até Outubro do ano passado, altura em que se finou. A um canto, em frente dos sofás, sobre uma mesa escura de pinho, um televisor que raramente funciona.
Lembrava-se do dia chuvoso e frio em que, voltando da redacção do jornal e mesmo a chegar a casa da Luísa, tinha recolhido o Bolinha na rua, quando, ele, abandonado, pequenino e escanzelado, miava debaixo do motor ainda quente de uma carro que ai devia ter estacionado não havia ainda muito tempo, como se implorasse protecção
.Revivia o olhar ternurento e espantado de Luísa quando ao abrir-lhe a porta o viu com aquele assustado gatinho de pelo cinzento malhado de branco, encharcado até aos ossinhos, anichado como um bicho-de-conta no calor dos seus braços.
Com um esgar de dor António parecia reviver o dia em que o encontrara morto num canto esconso da minúscula cozinha, como se para morrer, o Bolinha, tivesse decidido esconder-se e, sozinho, passar por esse momento atroz.
Entre o aquário e a porta de entrada, uma espécie de acanhada sala de refeições, de configuração trapezoidal, com uma velha mesa holandesa de abas encostada a uma das paredes, pejada de papeis e jornais já lidos, numa confrangedora desordem e três velhíssimas cadeiras de palhinha meia destruída também pelas garras do Bolinha e que Jean Claude comprara num armazém de ferro velho para os lados da Estrela.
Nas paredes, coladas com fita adesiva contra a caliça a querer soltar-se, algumas fotografias amarelecidas e uma outra, bem maior, também já meio desbotada, de António, da Luísa, do Jorge Ferrão, da Clarisse, do Alberto Barreto e de mais dois rapazolas de que António mal se recordava, feita na escadaria da faculdade de letras, numa tarde do Verão de mil novecentos e setenta, depois do fim da época de exames do final de curso.
Penduradas, quase coladas à porta da entrada, duas serigrafias de um pintor amigo, emolduradas modestamente, misturam-se com um enorme poster de Che Guevara.
António, cabeça encostada ao vidro do aquário, nervoso, com um angustiante confrangimento no peito a estrangulá-lo, quase a impedi-lo de respirar, apertava na mão esquerda a chave do apartamento e entre os dedos esguios da direita rodava inquieto a pequena caixa arredondada de cartão contendo a comida daqueles pequeninos peixes, semelhante a pequeníssimas partículas multicolores de mica.
Tinha voltado hoje, como todos os dias, desde que eles tinham partido para França.
Tinha-lhes prometido que viria alimentar aqueles seus pequeninos peixes tropicais de escamas coloridas de azul ultramarino, amarelo vivo e escarlate.
Aturdido, olhava através do vidro à procura da imagem de Luísa, tornada grande e distorcida pelas leis da óptica, trespassada pelo passear dos peixes num passar de vaivém quase virtual, como num bailado sereno, quando ela os vinha ver com o seu olhar míope e António, enternecido, a olhava através do vidro do lado oposto.
Luísa falava com o Simão, com o Fraldinha e com o Filósofo e eles beijando o vidro pareciam compreendê-la abrindo felizes as suas caudas vaporosas e translúcidas numa fibrilhação de asa de borboleta ou cauda de pavão cortejando a fêmea.
Mas Luísa não estava mais ali. Não voltaria. Nunca mais. Nem o Jean Claude.
Os olhos mareados como se os tivesse mergulhado no aquário. No peito uma dor profunda, lancinante.
Recordava o dia em que Luísa rompera com o Manuel, a resignação com que lhe aturara a ressaca e a esperança que alimentara de ver chegada a sua hora de talvez poder ser amado finalmente por aquela mulher que era todo o seu mundo.
Depois, fora de novo a rejeição e o desespero.
Mesmo assim, António continuara a amá-la ainda com paixão e ela, fingindo ignorar esse amor, fizera-lhe outra vez sentir que não poderia nunca ser mais do que a sua melhor amiga.
António, mesmo assim, continuara a devotar-lhe um afecto intenso e calado, sofrido.
Para Luísa, Jean Claude era o seu grande e definitivo amor.
Tinham-no conhecido naquela tarde de um sábado do fim de Junho de mil novecentos e setenta e quatro, no passeio fronteiriço à velha estação do Rossio, em plena alucinação revolucionária, a caminho de um comício na Praça do Comércio.
António revivia como numa sessão de cinema de reprise aqueles momentos em que Jean Claude, carregando ao ombro um complicado equipamento fotográfico e empunhando uma velha Hasselblad, travando-lhes o passo aparecera em frente a eles, acompanhado por uma jovem mulher de cabelos ruivos, cortados curtos, de andar arrapazado, com um autocolante vermelho bem legível especado na blusa azul que vestia, sobre a zona do seio esquerdo, anunciando-a como fazendo parte da imprensa, com ele a gesticular e a insistir em fazer-lhes algumas fotografias.
Logo a seguir recordava-se de o ouvir, como que a sibilar nuns ouis inspiro-soprados, a entrecortar o seu palavreado de um francês tipicamente parisiense e apontando a sua companheira, pedir para que lhes concedessem a ela uma entrevista de rua.
Depois de conseguir as primeiras fotografias, recapitulava como Jean Claude se apresentara de forma tão convincente como repórter fotográfico, acrescentando, que Marie Joseph –, assim se chamava a sua companheira – era jornalista de uma coluna política importante de uma revista francesa de esquerda.
Entre as várias fotografias que lhes fez, uma fora muito especial, com António a encostar a cabeça à de Luísa, e ela, de punho esquerdo erguido e cerrado e a mão direita a fazer um V de vitória entre o dedo indicador e o mediano.
Jean Claude colou-se a eles e como que hipnotizado, não mais os largou.
Depois ele e Luísa apaixonaram-se e António, de novo viu ruir a sua esperança.
Jean Claude mandou a revista às urtigas e nem sequer devolveu os negativos.
Marie Joseph partiu sozinha.
Desde então estiveram sempre juntos e felizes naquele pequeno apartamento de um último andar na Lapa, onde Luísa sempre vivera desde começara a trabalhar e por onde, sem pedir licença entra a imagem grandiosa do Tejo.
Seis meses volvidos e se sem saber porquê, sem dar a António uma explicação, mesmo que fosse lacónica ou até menos verdadeira, de um momento para o outro, Luísa e Jean Claude tinham decido partir para Paris, mentindo, no entanto, dizendo-lhe que lá passariam algum tempo, mas que voltariam em breve.
Tinham passado já mais de oito dias desde que tinham deixado Lisboa e deles nem um sinal!
António sentia o arrepio do pressentimento forte de que pelo menos Luísa não voltaria mais e sabia bem o sofrimento que a sua ausência física lhe provocaria.
Depois voltava um assomo de esperança vaga e perguntava-se:
- E o apartamento? O que faria? Talvez fosse verdade que Luísa voltaria em breve! Que outra explicação para aquela partida sem Luísa lhe deixar a mais breve indicação do que fazer com a casa e toda aquela tralha
Jean Claude poderia ficar! Fora para o seu país. Que ficasse! Era-lhe indiferente!
Mas Luísa! Amava-a ainda tão apaixonadamente, mesmo sentindo a dor imensa de sempre Ter sido um rejeitado.
Se ao menos lhes pudesse dizer que iria cumprir o prometido, que não abandonarei os seus pequeninos peixes tropicais!
Mas a angústia de novo voltava.
O apartamento? O que faria com ele?
Absorto, indiferente a tudo, muito abatido, António, deixando o corpo afundar-se pesadamente num dos velhos sofá amarelos experimentava a sensação dolorosa que o mundo lhe desabava sobre os ombros e sentia que só lhe restavam: o Simão, o Fraldinha, o filósofo – eles precisam dele e das pequenitas escamas como mica que flutuavam à superfície e que hoje, como desde o dia em que eles partiram, estáticos, como se a morte os tivesse atingido, olhando António, fixamente, bocas coladas ao vidro grosso do aquário, parecia terem resolvido não comer, talvez adivinhando o abandono que sobre todos se abatera -, e aquela fotografia que o Jean Claude lhes fizera naquela tarde de Junho de 1974 e que desde aí ciosamente guardava na carteira, com a Luísa, linda de morrer, o olhar brilhando de esperança na consolidação de uma liberdade tão dolorosamente reconquistada e um sorriso de felicidade a fazer o V da vitória, que se desvaneceria no torpor do poder que embriaga o homem político.



sábado, abril 30, 2005

O homem que parecia de pedra e afinal o não era

Por fora, um homem de pedra, por dentro, por dentro de mel.
Via-o na rua e ás vezes, só, sentado a um canto do pequeno café da praça central, junto única vidraça grande que dava para a rua, lendo o jornal diário que ali chegava sempre com atraso.
Mas conhecê-lo, ter consciência da sua presença física austera, da sua voz cava que me aterrorizava, só aconteceu há muitos anos já, no dia da minha primeira amigdalite.
Toda a gente parecia adorá-lo, mas eu odiei-o desde que naquela tarde quente de Agosto entrou pelo meu quarto, sorrindo para a minha mãe enquanto dizia na voz que me pareceu o ribombar de um trovão:
- Vamos lá ver então o que é que o garoto tem!
A seguir foram zaragatoas de anginol, um liquido escuro e picante, de sabor iodado, que me provocaram vómitos inesquecíveis, supositórios de bismucilina, pachos de algodão embebidos em álcool, ajustados a um lenço de assoar a envolver-me o pescoço.
E a minha mãe, agitando nas mãos um livro de estorietas da colecção Manecas - que hoje sei ter sido comprado na loja do tem tudo, o velho Coelho da Drogaria Central -, para me acalmar a pena de me ver metido naquela cama e de ao mesmo tempo ouvir o chilreio da garotada amiga que, na rua, jogava futebol com uma bola de trapos sem mim, e que depois do jogo acabado fazia corridas em volta do quarteirão passando pela quelha das traseiras da estação de correios lá da terra.
Depois, houve outras amigdalites, outras febres e lá vinha ele com aquela face cortada a garlopa a repetir que eu nunca mais tinha juízo, que só estava bem a meter os pés em poças de águas frias apodrecidas do degelo de neves invernosas ou a jogar guerras com bolas de neve e a seguir, transpirado, a tirara a samarra, com as respectivas consequências.
Carreiros de cabra, montes e vales, calcorreava ele, empinado como uma estátua de granito sobre o seu velho e já cansado cavalo preto, o Soberano, como lhe chamava, a quem dedicava um afecto como se fosse do seu sangue.
. O seu velho citroen arrastadeira apodrecia no alpendre do barracão da sua quinta. Só o usava quando, esporadicamente, alguém que precisasse do seu auxílio vivesse em lugar com acesso por estradas de macadame e calhaus, que outras quase não haviam.
Um dia soube que ele, afinal, morrera abandonado no seu leito de solidão e então, uma lágrima de saudade rolou-me pelo rosto.

quinta-feira, abril 28, 2005

Este País de contrastes

Talvez por culpa minha, ao tentar usar o meu cartão de saúde dos funcionários públicos, vulgar ADSE, para fazer uma análises de rotina e outras, infelizmente bem mais específicas, foi-me dito que o dito documento estava caducado - (o que estranhei, pois nele constava a indicação de ser perpétuo) -, e que concerteza me tinha sido enviado um outro para o substituir.
Deve ter-me sido enviado, mas disso não me dei conta, assumindo do facto a respectiva responsabilidade.
Dirigi-me então aos serviços centrais da ADSE, na praça de Alvalade, e qual não é o meu espanto, deparei com uma silenciosa multidão, que encerrada numa relativamente pequena sala de r/c, se abanava com o que podia para se refrescar, enquanto aguardava atendimento por duas únicas funcionárias públicas que ali se encontravam sozinhas para tratar dos assuntos daquelas acomodadas pessoas.
Furioso, saí a pensar que se diz por aí que há funcionários a mais, o que acredito de imediato, e só por acreditar pressinto, que afinal, os que estão a mais , ou arranjam forma de escapar às suas obrigações, ou o que é mais provável, estão mal distribuidos. Pela Internet, certifiquei-me da possibilidade de conseguir um novo documento e quando consultei os prazos para o obter fiquei alarmado.
Decidi então dirigir-me à loja do cidadão, e aí, milagre dos milagres: consegui o tão almejado cartão em cinco simples minutos.
E digam lá que isto não é um País de contrastes!

segunda-feira, abril 25, 2005

O meu 25 de Abril

O meu 25 de Abril

Nessa madrugada gloriosa Portugal viu-se finalmente livre do ditador que todos pensavam ser só odioso pela sua tacanhez e argúcia de opressor de todos os que sonhavam com um País livre e fraterno e igualitário.
Enganam-se muitos, cuja ingenuidade os leva a pensar assim, porque, de facto, Salazar não se limitou a ser um déspota pacóvio de botas de atilho e ceroulas. Foi mais do que isso. Muito mais. Foi um tirano parolo à portuga, castrador emérito de liberdades, um homem de uma inacreditável perversidade em muitos aspectos, cujas habilidades nem todos, ou não conhecem ou porventura esqueceram.
Não se esqueça por exemplo, entre outros factos, a hipocrisia com que, dando liberdade e poder totais, aos seus díscolos da primitiva PVDE, depois chamada PIDE, tratou os milhares e milhares, não se sabe bem quantos, de refugiados do nazismo hitleriano, enchendo os cofres do estado novo, obrigando-os a comprar, com o pouco que traziam, o sonho da salvação, num País que se julgava neutral e afinal o não era – Oliveira Salazar queria estar de bem com os anjos e o diabo –, os vistos transitórios de curta permanecia em Portugal, para depois os reencaminhar, os que podiam garantir a sua passagem, a caminho do continente americano a outros, não tão poucos assim, por intolerância politica ou qualquer outra forma de conveniência para o regímen de regresso a
CAMINHO DOS CARRASCOS NAZIS.
É bom que estes factos não caíam no esquecimento e que os rapazolas, de todas as cores e credos políticas que há tantos anos nos governam e que infelizmente tantos sonhos desse dia de Abril fizeram gorar, ou por provada imbecilidade politica, incapacidade e por que não dizê-lo, em alguns casos, ao serviço de inegáveis interesse pessoais e de grupo, tomem muita atenção ás hordas de novos neonazis que no nosso Portugal se organizam e brotam impunemente dia a dia e que pelo menos a esses seja vedada a tão apregoada liberdade.
Devemos ter em conta que afinal, aquilo com que tantos demagogos diariamente enchem as bocas: as tais conquistas de Abril, afinal, não passam de palavras ocas propaladas por mentes canhestras saloias, sem que desse facto se dêem conta,ou por interesse, ou leviandade ou por imbecilidade façam a mínima ideia do que essas palavras significam para tantos que hoje sentem na pele o tormento do desemprego e tantas vezes de uma miséria escondida.
Sonhámos um país novo onde todos tivessem uma oportunidade, mas afinal esse ensejo foi para a maior parte de nós gorado.
Claro que se salvaram alguns clãs e todos calculam quem sejam.
Cá por mim o 25 de Abril é festejado no meu coração desiludido.
O que é feito da apregoada educação tão necessária a este povo que só conhece direitos e renega toda e qualquer obrigação?; que ainda cospe para o chão….
Da saúde?....
Etc, etc, etc,. blá, … blá,… blá,... Tanto,tanto que havia para dizer !
Numa coisa é este povo, dito livre, campeão: Na sua famosa xico-espertice.
Só que estamos prestes a pagar muito caro por essa habilidade!
Cá por mim o 25 de Abril é festejado no meu coração desiludido
……

quinta-feira, abril 21, 2005

A preocupação piroso-portuga com o recém eleito Papa

De facto o Portuga é assim! Preocupa-se mais com o que não devia merecer mais do que a atenção devida e não perde tempo a pensar no que vai por esse desgraçado País fora. Aqui deixo este documento para a reflexão de todos



ISTO É INACREDITÁVEL !!!!!!!!!!!DESARROLLO-PORTUGAL:Lejos de EuropaMario de QueirozLISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el "club de los ricos" del continente.Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados.La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30 países industriales.A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del "grupo de los pobres" de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos.En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque."La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona", afirma la organización.En el sector privado, "los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas", afirma la OCDE."La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que los trabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental", señala el documento.Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios.Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados.En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria. Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.¿Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más.Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.También es el país del bloque en el que los administradores de empresas públicas TIENEN los sueldos MÁS ALTOS.El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que "el mercado decide los salarios". Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas (1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta teoría. "Son los propios administradores quienes fijan sus salarios, cargando las culpas al mercado", dijo.En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con accionistas minoritarios privados, "los ejecutivos fijan sus sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia", explicó Cravinho.Estos mismos grandes accionistas, "son a la vez altos ejecutivos, y todo este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los directivos", lamentó el ex ministro.La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos años "está siendo pagada por las clases menos favorecidas", dijo.Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados. El último es el de la crisis del sector automotriz.Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000 dólares.Pero los representantes de marcas de lujo como FERRARI, PORSCH, LAMBORGHINI, MASERATI y LOTUS(vehículos que valen más de 200.000 dólares), lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante UN AUMENTO DE 36 PORCIENTO en la demanda.Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes para actualizarla. Pero la zona norte donde se concentra el sector textil, TIENE MÁS AUTOS FERRARI POR METRO QUADRADO QUE ITÁLIA.!!!!!Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos "están más interesados en la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo".Para muchos "es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión", dijo Felipe, aclarando que hay excepciones."Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país", opinó.La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la población económicamente activa.Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas cabezas, manteniendo situaciones "obscenas" y "escandalosas", según el economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello."En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno (conservador) decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin coherencia ideológica, sin visión de futuro", criticó Metello.La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros, aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta de honestidad en la declaración de impuestos de los llamados profesionales liberales.SEGÚN ESSOS DOCUMENTOS ENTREGADOS AL FISCO, MÉDICOS Y DENTISTAS DECLARARAN INGRESOS ANUALES promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de 10.864 (13.365 dólares), los arquitectos de 9.277 (11.410 dólares) y los ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, "LE ROBAN NUEVE A LA COMUNIDADE" pues estos profesionales no dependientes deberían contribuir con 15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos "roban más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo", comentó con sarcasmo.Si un país "permite que un profesional liberal con dos casas y dos automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos, significa que el sistema no tiene ninguna moralidad", sentenció. (FIN/2004)

domingo, abril 17, 2005

Afinal sempre há gente civilizada

Hoje, domingo, só por volta das dez da manhã, abri como é costume a janela do meu quarto e espraiei o olhar pela Alameda, há escassos meses acababada de alindar, depois de uma penosa espera ( neste desgraçado rectângulo á beira mar plantado, nada é feito a tempo, para que tudo se conjugue bem com a personalidae madraça,desleixada e egoísta do verdadeiro Portuga) e que se alonga entre o meio inerte das gaiolas de betão, pintadas de cores, que pelo menos, pela sua extravagância cromática tornam menos depressiva a sua aparência exterior e a que chamamos casas!, que a todos aprisionam na selva da uma cidade provinciana demais (num bom português pacóvio, dita moderna!), à procura do verde de que os olhos da minha alma, já cansada de durante muitos, muitos anos, ter de acordar todos os dias para mais uma batalha de uma guerra que me não seduz, tanto precisam de ver.
No meio da garotada que skeitava e corria em patins de linha, respeitando a custo a integridade dos bancos de repouso que por ali estão espalhados, saltando-lhe em cima com os rodados das pranchas, escavacando a madeira dos assentos, em piruetas que querem provar não sei que espécie de habilidade ou coragem, outossim demonstrando a sua incivilidade, concerteza adquirida em suas casas, com o contacto de uns paizinhos igualmente complacentes e malcriados, consegui, finalmente, e pela primeira vez desde que por estes cantos vou gastando os dias da velhice que me leva a caminho do inexorável à velocidade da luz , juro, consegui, dizia: divisar um casal de pessoas na minha faixa ectária, que tranquilamente se passeavam na companhia do seu bom amigo de estimação: um corpulento S.Bernardino, a quem normalmente abreviamos o nome, para simplesmente Bernardo.
E à medida que o animal se ia livrando da carga catabólica do dia, os bons dois velhotes iam recolhendo os produtos dejectados, em saquinhos de plástico, que, seguramente mais tarde colocariam no local destinado a esse fim, provando assim, que afinal, ainda há por aí gente rara que respeita não só os outros e ao fazê-lo se respeita a si próprio.

quarta-feira, abril 13, 2005

Anda, vem, não tenhas medo

Anda, vem, não tenhas medo.
E vê se consegues recordar-te
Do vermelho, do verde e do azul do céu.
Tenta recordá-los nas noites sem estrelas
Noites negras
Noites de um breu total.
Vem.
Guia-te por mim como se fosses cego,
Segura a minha mão,
Aperta as pálpebras,
E tenta recordar
O branco, no áspero contraste do negrume,
Prenhe de suaves gradientes de cinzento.
E se não fores capaz de te lembrar,
Aperta a minha mão.
Deixa-te levar por mim.
Deixa-me cantar-te uma canção de cores garridas.
E assim recordarás a melodia diáfana
Do vermelho, do verde e do azul do céu,
O branco imaculado,
O nosso afecto
Que recordo.
Porque mesmo também eu sem ver,
O quero tanto recordar!

Sem rumo

Sem rumo

Sem paixão, sem amor e sem afecto
Caminha pela vida aflito, perturbado
Sem ter um fim à vista, sem projecto
Na sua solidão imensa e desgarrada.
Sem um fim à vista, sem trajecto.
Definhando, perdido pelas ruas.
Envolto na mortalha
Sobe ao castelo
E do alto da muralha
Pensa pôr fim, pôr fim,
À sua vida desgraçada.

segunda-feira, abril 11, 2005

Saudades de, pelo menos, um dia de chuva

Tempos houve em que um dia de chuva só me trazia tristeza, melancolia.
Hoje, pelo contrário, uns bons dias cinzentos, em que o ouro de uma morrinha persistente caísse, continua, abençoada, sobre os campos, matando-lhes a terrível sede que os sufoca, num amplexo de morte , dar-me-ia a alegria de voltar a poder ver o verde fresco de prados e vales e mitigada a miséria cadavérica que grassa por esses espaços e montanhas de secura e infertilidade, lugares anónimos, onde a desertificação atinge com mais fragor os mais necessitados, aqueles que por aí labutam para que possamos ter nas nossas casas o que esses, com a coragem que lhes resta, produzem ainda, com esforço hercúleo, e a quem a sorte parece ter abandonado de uma forma decisiva.
Como será o futuro mundo das crianças, já tão próximo, ( tudo é tão veloz); o porvir deste mundo enlouquecido que aí veem?
E o que é mais espantoso, é que o cowboy americano, esse Bush oligofrénico, o todo poderoso das Américas, um dos grandes poluidores deste pobre planeta indefeso, continua a não assinar o documento de Quioto, talvez pensando que ele e os que no caldeirão confuso da nacionalidade americana se misturam ( na multiplicidade de todas as raças, origens sociais e credos a que um dia pertenceram, para dar lugar ao que se chama um cidadão americano) , estão acima da hipotese de que qualquer desgraça lhes aconteça.

domingo, abril 10, 2005

tudo isto é triste tudo isto é fado

Como é triste e dolente o tânger de uma guitarra, assim o é este nosso povoléu, (paradoxalmente, pela sua incomensurável incultura e ausência de civilidade, claro), a pensar que sabe mais do que nenhum outro á superfície deste nosso novo mundo sem regras nem valores.
É um fenómeno tipicamente local: só democracia, mas só se for no interesse do próprio!
Belo pensamento lusitano este!
E então, vale tudo e tudo é pretexto para mais uma xicoespertice, uma habilidadezinha portuga, enfim..., chorrilhos de vigarices a todos os níveis, mil e uma invenções destas cabeças latinóides, no pior dos sentidos, entenda-se.
Calculem, que nem as carripanas azuis decarregar as compras dos hipermercados escapam à inteligência e voracidade matreiras dos geniais portugalóides.
Qual não foi o meu espanto, quando num destes últimos dias em que ia fazer umas compras de que necessitava muito, deparei com uma barreira vertical de ferros chumbados com cimento forte ao chão, à saída do Carrefour e Telheiras, e ali mandadas colocar, por certo, pelos patrões Gauleses daquela superfície comercial, não seguramente com o intuito de embelezar o ambiente, mas sim, (vergonha das vergonhas)! calculem: para evitar a saída descarada e criminosa desses carros de compras, que depois a inteligente clientela costuma abandonar onde mais lhe convém.
O que é que esses presunçosos Fracius não teriam ficado a pensar de nós, nobre povo...Nação valente...!, ao depararem com a desturição das referidas barreiras, logo no dia seguinte?!
De facto, infelizmente, não há nada a fazer com este estigmatisado povão dotado de tal esperteza saloia apuradíssima: somos apoucados, porcalhões, invejosos e reles, como mais reles é o mais reles dos reles!
E acredite-se ou não! Hoje mesmo, encontrei abandonado na rampa que dá acesso à garagem do prédio em que vivo, mais um desses famos carrinhos azuis, surripiado através dos buraco feito na grade de cimento onde as barreiras tinham sido fixadas e pensadas indestrutíveis, mas que afinal não resistuiram à esperteza nacional, tão famosa entre a gentalhaa deste triste País de fados vários.

sábado, abril 09, 2005

E volta o folclore

PauloII foi ontem a sepultar. As imagens das cerimónias tiveram uma indescritível dimensão e ainda bem, porque delas, em minha opinião foi o Papa merecedor.
Do Vaticano só voltaremos a ter notícia grada no dia em que pudermos ouvir: Habemus Papa.
Hoje voltamos à nossa pobre realidade e ao indispensável nacional folclorismo pirosão, a propósito do casamento dos aliados ingleses, Carlos e Camila e, eis senão quando, de novo se enchem os ecráns das nossa estações televisivas, de idiotas enfatuados falando de cátedra, como se fossem os mais distintos lentes do saber, sobre vulgaridades, tais como, os vestidos das senhoras..., de quem é aquele sujeito gorducho, de joelho valgo ( disseram que era neto de Churchill), que acompanha uma velha britanica, mal vestida de andar desegonçado,que parecia uma lagosta, etc...etc..., tudo pela voz desses autênticos géniozinhos do tudo saber a propósito de etiqueta.
Falo, claro, de uma bola de sebo, lábios irreconhecíveis pela sua estreiteza e fealdade, vestida de mulher, que dá pelo nome de qualquer coisa derivada de bom-bom, uma tal Bobone, idiota chapada e ignorante, e de uma outra indispensável e sempre presente perua de asas sempre a adejar, muito conhecida pelos seus histéricos e patetas comentários na quinta das celebrimerdas, uma tal Julinha Berreiro, Pereiro ou Pinheiro, não interessa. Do moderador não vale a pena falar porque dele nem sequer mal há a dizer, tão tristes e despropositadas foram as suas intervenções.
Depois, outro canal.
Aqui, o que dantes se chamaria um alfaiate e que por mutação é agora um famoso costureiro, desatou a imprecar: que a cor dos vestid0s das matronas inglesas convidadas para a boda não iam bem com as dos chapéus, que os sapatos deveriam ser desta ou daquela tonalidade..., etc... e outras baboseiras, comentários estes, corroborados por outro especialista, um tal cujo nome lembra mais um boletim metereológico a falar do clima do que um comentador televisivo.
Enfim! É este País que temos e estou quase a acreditar que, afinal, o merecemos!

quarta-feira, abril 06, 2005

Quem são os Alemães?: A minha revolta

Durante toda a minha vida muito tenho lido e estudado, quase até à obcessão, àcerca dos inqualificáveis e hediondos crimes cometidos pelos nazis durante a segunda Guerra Mundial, em nome da tão famosa solução final, ditada pela esquizofrenia de um ser maldito, monstro grotesco e sórdido que não pode, nem deve ser entendido como fazendo parte da espécie humana.
Hoje, mais uma vez senti a minha alma esfrangalhar-se de uma dor lancinante e uma raiva incontida que me constrangia o peito, ao rever o Diário de Anne Frank, numa admirável série televisiva carregada de verdade sobre o inenarrável genocídio practicado pelo poder nazi, consubstânciado pela mão obediente e cega dos seus grotescos e grosseirões sevidores cruéis e brutais, assassinos gélidos, carrascos sem piedade, não descriminando crianças, mulheres e homens, jovéns e velhos, doentes ou saudáveis, judeus, ciganos, comunistas e tantos outros que é impossível enumerar, tão monstruosa foi a indiscriminação na escolha das vítimas.
Há quem argumente porém, que nem todos os Alemães eram assim.
Pessoalmente não consigo estar de acordo, porque o meu ódio por esse povo aniquila qualquer possibilidade de me tornar mais razoável, o que de facto, nem sequer desejo.
Sugiro até, que talvez esses malditos arianos tenham sofrido desde tempos indefiníveis no tempo, de alguma forma de mutação genética que os faz ser indefectivelmente diferentes de toda a restante espécie humana e hoje assim iguais ao que sempre foram e serão.
E não são os sorrisos do Sr. Schroeder, do Sr. Helmut Kool ou de outros homenzarões loiros, de nuca rasa, e ar marcial, as desculpas, nem tão pouco as promessas desses malditos hunos de que aquele horror não mais acontecerá, que me conseguiram convencer do contrário.
Odeio Alemães do fundo do coração sem o conseguir evitar e reeitero que aquele crime nunca poderá, nem deverá ser esquecido.
Tem o poder político do nosso País a responsabilidade de, aqui mesmo, na nossa terra, aniquilar de uma vez por todas, e à nascença, qualquer tipo de tentativa de organizações de cariz nazi, semelhante às muitas que infelizmente de novo despontam, por esse mundo fora, facto que não é novidade para ninguém de boa fé.
É um desiderato de gente civilizada estar atento a um germinante nacional socialismo de pacotilha que ressuma dos famosos racistas de cabeças rapadas, de certas franjas de claques futeboleiras, onde se camuflam verdadeiros díscolos nazistóides, empunhando com descaramento, bandeiras com impressos motivos simbolizando disfarçada e cobardemente outras versões da tão odiada suástica.
Nenhum português o permitirá, nem haverá na nossa terra lugar para energúmenos semelhantes ao bandalho francês Le Pen.
Até parece que, com o pretexto de que nas democracias todos devem ter voz, a França já esqueceu os dias amargos da opressão nazi.
E pena foi, que em Nuremberga não tivesse havido a coragem de pendurar também sem piedade, toda, mas toda sem excluir ninguém, a corja de criminosos servidores fieis de Hitler.