| Mas afinal o que e é que os aerogramas do António Lobo Antunes têm de especial (o que nada tem a ver com a indefectível qualidade sua como grande escritor, talvez o mais importante da minha geração), se não a linguagem apaixonado de uma juventude em ansiedade extrema pela separação provocada pelo conflito colonial), ao ponto de uma comentadora televisiva depor em opinião, na entrevista semanal que faz a Marcelo Rebelo de Sousa, que se trata de uma admirável compilação, de uma obra de grande qualidade. De facto, foi comovente a reportagem televisiva do reencontro de camaradas, no momento do lançamento desse livro, ao ponto de a uma lágrima de uma sofrida nostalgia, escorrendo-me pela já minha envelhecida face me não poupar essa recordação dolorosa, e também de orgulho por ele, pelo António, o autor mais do que consagrado, misturado no seio dos seus antigos companheiros de desdita e não sentado à mesa de apresentadores de circunstância ( o que não foi o caso, porque à mesa estavam as suas filhas, talvez as responsáveis por o terem quase forçado, creio, a essa publicação), emproados de vaidade como tantos que para aí vagueiam numa pseudo-intelectualidade bem pacóvio-portuga quinto mundista. É certo também, que muitos outros, milhares, deles, diria mesmo, gostariam de conseguir ter um dia igual ao do António: ter consigo todos os seus camaradas, todos vivos, o que se afigura uma impossibilidade, já que tantos deles por Africa perderam a vida e, outros, muitos felizmente ainda vivos e de bom e digno envelhecimento, No entanto, é bom não esquecer que essas cartas de desespero pela lonjura e perigos da guerra não foram só vividas por ele, o António, pessoa de quem até sou amigo e de quem com sinceridade gosto, mas deixo no ar a pergunta que nada tem a ver com o seu legítimo direito de publicação: será que não haverá por aí milhares de aerogramas igualmente desesperados e belos, que deveriam também ser reunidos em obra, e aos quais, a Sr.ª comentadora televisiva, sempre tão arguta e atenta a tudo, pudesse ter acesso e que de igual modo considerasse dignos de serem lidos? O facto é que nem só o António Lobo Antunes sofreu na pele a dor e a angustia desses tempos, já para não falar dos famosos aerogramas daqueles que nunca voltaram mas também escreveram. De todo o modo um abraço cingido de amizade ao António, com a ressalva do seu legitimo direito a essa publicação. E já agora seria bom que a sociedade civil mostrasse, senão respeito, pelo menos uma contenção mais digna pelos combatentes da guerra colonial: primeiro pelos mortos, uma juventude sacrificada que só uma história perversa e politiqueira teima em ignorar e depois por aqueles em quem aquela maldita contenda em terras Africanas deixou marcas de dor e sofrimento inapagáveis. |
segunda-feira, novembro 21, 2005
quinta-feira, novembro 17, 2005
MEDITAÇÃO: O PAÍS E NÓS PRÓPRIOS,TODOS NÓS
Ora aqui está alguém de que nunca gostei, por quem nunca senti a mais ligeira réstea de empatia.
Talvez porque me parece homem de pensamento sinuoso, prolixo por vezes, talvez até pedante q.b.
Mas, há sempre um mas!
Desta vez não resisti a espalhar aos quatro ventos a opinião que este senhor tão bem explicitou, num texto, quase em forma de um ensaio, sobre os males que nos afligem, dividindo culpas, atribuindo responsabilidades, etc..., falando de todos nós: portugueses.
E aqui confessando estar nestes aspectos em quase total acordo com ele, digo quase e reeitero-o, quase, aqui me responsabilizo, não por plágio do referido documento, porque estando num país livre, sou pelo livre de pensamento, deixando a quem quiser, a outros, a oportunidade de conhecer o que é público, ainda por demais publicado num jornal diário, e também por sentir ser meu dever de cidadania deixar este escrito tão importante desse referido senhor, de quem não de facto não gosto, como atrás já disse.
É também direito democrático meu fazê-lo, sem o ofender, só pelo facto singelo da clareza de repetir, que é pessoa que não aprecio. ( questão que só a mim diz respeita)
E Prado Celho reza assim e o que reza é da sua inteira responsabilidade:
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.
Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.
Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.
Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.
Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirão. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim,
exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
PUBLICADO NO JORNAL: O PÚBLICO
Do poeta popular a verdade crua
Touradas e procissões
Fátima, fados e bola
São as únicas distrações
De um povo a pedir esmola
quarta-feira, novembro 16, 2005
Finalmente conseguimos, ou uma noite inesquecível
Noite memorável esta, deste quinze de Novembro, que se prolongou um pouco pela madrugada, num desejo incontido de que, desses momentos agora terminados, a eles voltemos sempre.
O que parecia ser uma impossibilidade, afinal, saindo do sonho fez-se realidade.
E que estranho e ao mesmo tempo acontecendo simples e admirável, este novo mundo da blogosfera, espaço virtual esse de que nos conseguimos escapulir e de súbito nos damos conta do que de mais real se possa imaginar: o primeiro encontro físico de companheiros que só conhecíamos das páginas escritas dos seus espaços nesse mundo quase ficcional a que a tecnologia nos concedeu acesso.
Aconteceu pois.
O Faz Tudo e a sua encantadora companheira de todos os dias, com a transparente generosidade com que ambos foram bafejados pela vida, receberam-nos na sua casa tão vivida e acolhedora, como se de amigos de há muitos anos se tratasse e assim, tivemos o supremo prazer de, finalmente, e graças a eles, pela primeira vez nos olharmos mutuamente neste outro mundo: o nosso, o real, o de todos os dias.
Estivemos lá todos: o Faz Tudo, a Graziela. O Planeta Verde, O Por Um Fio, A Choninha e o seu comparsa Pêra, o Piano e o Jorge.
E pena infinda tenho eu de não poder aqui deixar um testemunho fotográfico desta reunião de tão doce recordação já, para mais tarde recordar.
Pessoalmente, só posso acrescentar que foi algo de muito bom, mercê que não mais esquecerei.
Falámos de tantas coisas e tantas coisas ficaram por dizer…
Mas voltaremos, talvez um dia em Arouca, espero não longínquo, deliciando os nossos olhares pelas serranias que dali se avistam.
Um abraço carinhoso a todos.
O vosso sempre Jorge.
O que parecia ser uma impossibilidade, afinal, saindo do sonho fez-se realidade.
E que estranho e ao mesmo tempo acontecendo simples e admirável, este novo mundo da blogosfera, espaço virtual esse de que nos conseguimos escapulir e de súbito nos damos conta do que de mais real se possa imaginar: o primeiro encontro físico de companheiros que só conhecíamos das páginas escritas dos seus espaços nesse mundo quase ficcional a que a tecnologia nos concedeu acesso.
Aconteceu pois.
O Faz Tudo e a sua encantadora companheira de todos os dias, com a transparente generosidade com que ambos foram bafejados pela vida, receberam-nos na sua casa tão vivida e acolhedora, como se de amigos de há muitos anos se tratasse e assim, tivemos o supremo prazer de, finalmente, e graças a eles, pela primeira vez nos olharmos mutuamente neste outro mundo: o nosso, o real, o de todos os dias.
Estivemos lá todos: o Faz Tudo, a Graziela. O Planeta Verde, O Por Um Fio, A Choninha e o seu comparsa Pêra, o Piano e o Jorge.
E pena infinda tenho eu de não poder aqui deixar um testemunho fotográfico desta reunião de tão doce recordação já, para mais tarde recordar.
Pessoalmente, só posso acrescentar que foi algo de muito bom, mercê que não mais esquecerei.
Falámos de tantas coisas e tantas coisas ficaram por dizer…
Mas voltaremos, talvez um dia em Arouca, espero não longínquo, deliciando os nossos olhares pelas serranias que dali se avistam.
Um abraço carinhoso a todos.
O vosso sempre Jorge.
segunda-feira, novembro 14, 2005
Um jantar de amigos
Hoje , o agradável jantar decorreu na companhia de um jovem, que sei ser meu desinteressado amigo de verdade (que razões teria ele para o não ser; eu que sou aquilo que ele vê à transparência pura do seu jovém cristalino de quarenta e dois jovéns anos).Basta olhar a sua calma, que tanto invejo, para se perceber que se trata de um rapaz de boa cêpa, amigo seguro, gentil, afável, consentâneo com a minha noção de verdadeira e pura amizade.Obrigado, pois, meu amigo indefectível: RUI.Trouxe consigo um outro amigo seu, homem entendido na arte de saborear um bom café, com a destreza e a ciência da delicadeza que tal competência impõe, e assim, lhe fico a dever mais esse gesto de me dar a conhecer outra côr da sabedoria.Depois, como vem sendo hábito seu, para mim imerecido talvez, não esqueceu mais um aniversário meu, o aniversário do meu caminho para o fim, daqueles, que em vez de alegria, me causam a triteza da próxima finitude, a passo de galope.E sei que ele, tem a noção de que nesta vida tudo é efémero: o que hoje é importante , de súbito será esquecido, como se um vento agreste e cruel tudo arrastasse à sua passagem, em indomável rodopio do tempo breve que vivemos.De todo o modo, obrigado Rui, mil vezes obrigado, meu amigo, homem que muito respeito e admiro, não só pela ternura e capacidade de não esquecer os que são seus gratos e verdadeirose amigos, sem rodeios ou mesuras desnecessarias; aqueles que a vida algum dia renegou como bastardos ( talvez por própria opcção), bem como pela sua sempre disponível inteligência imediata, pela ajuda preciosa que me tem proporcionado de ver a vida mais nítida, mais clara, mais bonita, em toda a sua plenitude cromática e definida.Um abraço sentido, quase paternal, carregado de emoção e de verdade.Que o seu, ou meu Deus o abençõem, por me fazer ver tão claras as coisas deste mundo em desagregação em que vivemos.lCoisas do coração, da amizade sincera, que espero perdure até ao fim dos meus e dos seus dias.Um abraço meu, apertado, para si, meu indefectível amigo que tenho a felicidade de ter: A si Rui.O apelido fica entre nós!
domingo, novembro 13, 2005
Hoje, exactamente um dia depois do meu, festeja-se o aniversário do Faz Tudo, amigo certo, que muito embora conheça há pouco tempo, me parece ter sempre conhecido, tão segura é a amizade, que de forma indiscutível sentimos nos unir.
Foi uma festa breve, porque me ausentei cedo, por pessoais imperativos que o Faz tudo bem conhece, mas foi de facto, uma bela festa, dirigida pela maestria alegre da sua doce companheira, mulher de beleza singular e criatura adorável e não facilmente encontrável nos dia amargos que correm nas nossas cinzentas vidas.
Depois, estavam lá todos, aqueles a quem o faz tudo ama: aqueles a quem chama de voz tonitorante aos ventos das sua emoções "os seus melhores amigos, os do peito.
Valeu a pena.
Talvez até eu próprio que tanto detesto festejar o meu aniversário, se o conseguir, para o ano próximo, siga o seu exemplo e lhe copie essa sua intenção.
Um abraço par o Faz Tudo, para a sua insuperável companheira e para todos os amigos.
sábado, novembro 12, 2005
Quando o telefone em dis de aniversário não pára
Quando em dia de aniversário, o telefone não pára de tocar: meu querido amigo do peito, desejo-te um feliz aniversário, e se está numa idade, em que a imortalidade adolescente já vai longe e nos sentimos resvalar para o inexorável normal fim, detestamos esses toques irritantes e esses votos, sem significado, porque eles nada alteram no fluir do nosso terminus biologicamente definido.
Tão só, queremos estar sós, numa solidão só nossa, numa reflexão necessária e bio-vital, mau grado a agradecida, mas não reclamada festa, a propósito de tal acontecimento realizada ( falo por mim e só por mim), bem entendido.
Há quem goste de ser festejado, como se da evocação de uma importante efémeride se tratasse.
Só que eu não, comigo,não!!!!
E eis que se instala em mim uma profunda depressão e um mau encarar de tais despropositados festejos (a propósito de quê? de envelhecer, de caminhar para o fim?!...)
Obrigado, pois, a quem nos festeja, a quem nos quer bem, mas desnecessários festejos esses, pelo odioso que tudo isso são ou representam: o inevitável, a morte pré-anunciada, a decrepitude, o fim biológico inevitável, a fealdade..., e tudo o mais que de insuportável se possa imaginar: o que é na verdade real: o inevitável: a proximidade do fim, por muito que nos seja desjado de prosperidade, de aventurança, de riqueza terrena, de bem estar,...
Hoje, foi o exemplo acabado do que digo: uma festa indesejada, combinada em segrêdo por ela, a mulher que amo e que, há décadas me suporta;que talvez quase tenha conseguiu perceber o mal que a guerra colonial me tenha feito e provocado, de forma indefectível, como uma praga, uma grave e intratável infecção, que me roubou os melhores anos da minha vida, da minha carreira, se é que a carreira, afinal, tem alguma importância ou significado que ultrapasse o que é vulgar de provinciano, de pacóvio, de portuguesissímo, dado que todos acabamos do mesmo modo, num fatal esquecimento.
Um mal estar incontido, senti, por esse festejo, afinal, só compreendido, pela gratidão de um amor que perdura ainda, o da minha companheira de décadas e das minhas raparigas e rapazes, minhas filhas, dos meus muito queridos netos, meus irmãos, um dos quais, talvez o que mais amo, o meu dulssíssimo irmão Markus, amigo fe companheiro da minha infanto-adolescência, e que, às nove em ponto desta tenebosa manha de dia onze, dia de S. Martinho das castanhas, me telefonou de Zurique, plá na longfínqua e fria Suissa, para me confortar em mais este miserável dia, antes da partida, perguntando-me, a mêdo, se ainda dormia a essa hora, tudo para me consolar, par me dar o ânimo necessário à vida, embora um convencimento do real, um anúncio de proximidade do fim que se adivinha a passos de gigante, nunca mais me possa abandoinar ou aliviar a minha mente de uma teimosia inquebrantável.
Obrigado, contudo, à mulher, à minha definitiva amiga e companheira, mulher de armas,doçura da minha vida, imprescindível dos meus dias, compreensiva para além do razoável, que depois de tantos anos, ainda tem a coragem de me festejar o meu já avançado aniversário, de suportar as minhas angustias, os meus silêncios, os meus mêdos, as minhas oscilações comportamentais de humor, quase bipolares, e, à doçura do olhar terno com que as minhas filhas e netos me olharam neste dia e, enfim, o linitivo adiccional de um copo a mais, para esquecer a minha definitiva finitude.
De todo o modo, sei que ainda há quem me tenha estima verdadeira e de mim se lembre nestes tristes dias de aniverário, que detesto, como se uma doença se tratasse, mas , Ah ! se eu pudesse, pedir-lhes-ia: que o não fizessem, que me não lembrassem, porque, para mim, ao contrário do que é normal, o dia do aniversário é mais um dos dias que mais me aproximam da realidade: do fim inevitável: da morte e da falta que um dia lhes farei.
segunda-feira, novembro 07, 2005
Eleiçoes? Bandos de trapaceiros? Não, obrigado!
Quando nos lembramos de um passado ainda não muito longínquo, em que nos foram roubados os melhores anos da nossa vida, mandando gerações inteiras (salvo os habituais filhinhos protegidos do sistema à boa maneira da cunha Portuguesa), para uma injusta e inqualificável guerra colonial, em nome de não se sabe o quê, talvez um propalado amor pátrio, numa exaltação fanática, de cariz profundamente fascista, onde vimos morrer, tantas vezes, jovens, do melhor que este miserável País tinha como filhos e que o regímen Salazarista, tratava como bastardos, como carne para canhão, na defesa do que esse poder, então vigente, chamava de sagrado solo Pátrio, exultamos de um misto de saudade das fortes amizades ali acontecidas para sempre, alicerçadas de uma forma definitiva e irrefutável, na dor e no companheirismo e solidariedade da sobrevivência, e por outro lado, espumamos de raiva incontida, quando assistimos aos discursos demagógicos, provocadores de uma incontrolável volição, ditados pelas bocas da grande maioria dos políticos do agora, que nunca experimentaram nem a amargura da distância, nem o medo, ou o mais ínfimo sentimento de irmandade, entre camaradas verdadeiros, em tão difíceis circunstâncias: as do combate de guerrilha, nem qualquer outro sentimento alicerçado numa solidariedade verdadeira, tentando nos seus discursos mandar para o esquecimento, com desonra, esses milhares de mortos e mutilados que dessa hedionda e injustificada guerra resultaram, como se nada se tivesse passado ou nada de menor importância tenha acontecido, então explodimos, por não ser mais possível suportar tais desaforos.
E é vê-los guerrear, não em perigosas picadas africanas, mas nas lutas por um poder e desmedida ambição, pela repleção dos seus bolsos sem fundo ou pela ganância do poder pelo poder, força que lhes confere uma vida verdadeiramente ignóbil de desrespeito pelos que nada têm, tantas vezes para um pequeno pedaço do digno pão que cada honrado homem merece.
É só ligar a televisão e ver como se defrontam, como se vendem como Judas Iscariotes se vendeu, (cito as fontes da fabulação religiosa, tão só como estórias conto bem ficcionada), a troco de éfemeros poderes, neste mundo de tão breve passagem; e sorrio perante a pequenez dessas mentes que se aprontam para essa escalada cujo fim é o inexorável fim de todo aquele que nunca teve a mínima importância, aquele de quem a história nunca falará, aquele que depois de sucumbir cairá no insondável fundo do esquecimento como mais um homem vulgar, quiça mais sinistro do que os outros.
quinta-feira, novembro 03, 2005
E lá vão eles, enfurecidos gritando: mas afinal, o Cavaco não é um político profissional.
Só eu é que sou e que sei tudo.
E tu, Camões de meia tijela, com dois olhos, vai lá contar landonas e declamar poesia com essa tua voz cavernosa, lá para a tua parvónia de Águeda e deixa-me em paz.
Olha, Louçã, tu então é que não deves bater bem da bola! Também querias? Olha, vai até ao museu da cidade e vê bem o gesto que o Zé Povinho te faz: um grande manguito. Não te esqueças de ler a legenda que está por baixo que diz: queres fiado? Toma! ( o tal manguito )
O Jerónimo, coitado, esse além de ficar logo rouco de cagaço nas entrevistas, não conta, porque não pode ler a cassete, uma vez que agora já só há leitores de CD e de DVD, coisa que no seu partido ainda não foi descoberta, pois ainda trabalham com gravadores de fita e leitores de cassetes compradas à ciganada na feira do relógio.
Sou só eu Soares, o último e verdadeiro rei de Portugal, e não vocês seus madraços, repito seus surdos mudos, só eu é que sei de humanidades, de leis, de história de Portugal e de não sei mais quantas baboseiras, ouviram seus pataratas!
Pensvam que era republicano e laico? São mesmo tansos!
Estou danado, sim!, e se tiverem dúvidas peçam à TVi que vos empreste a cassete da minha entrevista, com aquela Srª, a Dª ....( gaita, como é que ela se chama, merda?! Já me esqueci, porra), ouviram, bando de energúmenos.
Era só o que faltava!
Apearem-me, depois de todos os sacrifícios e torturas a que fui sujeito durante o meu forçado exílio,, ordenado pelo António de Santa Comba para as praias de S.Tomé e Pincipe, onde até fui obrigado a cavalgar uma tartaruga.
Porem-me uns patins, assim, do pé para a mão, e trocarem-me por aquele manequim da rua dos Fanqueiros, que só sabe de números.
Eu sou eterno, eterno, um homem que sabe de tudo, um génio, um salvador maior que D. Sebastião, porque estou aqui, em pé neste combate contra o perigoso avançao fascista, (como noutros tempos fiz contra os sociais fascistas do PC) , e esse outro garotelho, O tal D. Afonso... ( gaita esquci-me outra vez ...Ah!, já me lembro, é o Sebasti... qualquer coisa...) de colarinhos aos folhos é um rotalhaço que nunca mais cá quis pôr os pés. Preferiu ficar a curtir em Alcácer-Quibir.
Ele afirma que é impoluto e incorruptível
Ele, O Coelhone, afirma que é impoluto e incorruptível.
Talvez sim, mas há quem não acredite e que avente a hipótese de quem alguém o avisou da visita que a PJ lhe iria à procura da prenda( um tal valioso tabuleiro de xadrez ), que num Natal passado recebeu de alguém, tão só pelos seus lindos olhos e não como pagamento de favores (sempre há gente muito mal intencionada), que eventualmente tenha prestado referido alguém.
Enfim, neste País de Deixa Passar, está demonstrado à exaustão, tudo fica de facto incólume e se não vejamos o exemplo do grupo da distante Macau e de um dos seus essenciais protagonistas: o Sr não sei quantos... Melancia.
Tudo ficou em águas de bacalhau, processo arrumado no fundo da escura e insondável gaveta, onde outros, também auto-declarados impolutos e incorruptíveis e tantos eles são ou se adivinham, ser, aos quais, nem processo algum tocou.
O que é indisfarçável é que nunca houve tantos com tanto e muitos mais sem nada de nada.Para completar toda esta teatrada ainda falta uma referência ao solene Sr. Dr. Mário Soares, cujo argumento senil na luta contra o seu opositor de estimação na campanha das presidenciais, o Dr. Cavaco, é tão-somente o grave crime de Lesa Pátria, de que, de forma tonta e apatetada acusa o seu oponente: não ser político de profissão, como se esse facto honrasse quem quer que seja!Berrando aos quatro ventos e mesmo à esfera armilar que é democrata, seria o momento ideal para o super patriota Mário o demonstrar e não servir-se destes tolos e inconsistentes argumentos de se ser político profissional (não queria ser pejorativo, mas não possível evitá-lo), para defender a sua dama e melhor seria, que com Cavaco aprendesse pelo menos aquilo que nunca soube: respeitar e sair de cena com a dignidade que em tempos parece, ter granjeado e até talvez merecido.
E não terminam aqui as suas responsabilidades, porque é bem sabido de todos, mesmo daqueles que o escondem fanaticamente, como ele e outros irresponsáveis, orquestraram sabiamente a libertação dos nossos povos irmãos Africanos, em relação aos quais agora e de forma clara, mais uma vez, numa claríssima atitude racista e paternal, o incompetente governo Socretino perdoou a colossal divida de Moçambique para com este nosso pobre país, onde esse dinheiro tanta falta faz para nos aliviar da miséria a que chegámos!.E é então assim, lá temos nós, de mais uma vez, engolir esta pouca vergonha.
À cerca ainda do grande democrata Soares e da forma como inequivocamente demonstra nem gostar, nem querer perder ao jogo, nem que seja a botões, faz-me lembrar os meus tempos de criança, quando jogando ao pião, no meio desse meus companheiros, havia um, que também não gostava de perder, nem que fosse para a própria mãe e que por tal sinal também se chamava Soares, só que em vez de Mário era Carlinhos..., enfim,...coisas da toponímia
quarta-feira, novembro 02, 2005
Composião
domingo, outubro 30, 2005
Máscaras

Chiotti 2004
Acrilico sobre Tela (1.20m x 0.80m)
Publicado sob autorização do proprietário coleccionador.
De palavras, de música, de cor
Ou a sustentável magia de um criador- mitificador do espaço, do ritmo, do silêncio.
Rasgos que o levam e nos libertam.
Sons, que calam a cor.
Misturas cromáticas que nos segredam os insondáveis desígnios da matéria.
Recortes abstraccionistas que relevam a realidade, quase como que se a própria
intenção mais não fosse que uma metáfora.
O pintor, o músico, o escritor, o médico, o relator, o delator da inquietação.
Ele, persiste em quebrar toda a simetria e, na peculiar desordem de grande
criativo, convida-nos a ficar mais perto da sua herança, que é multifacetada,
coerente e brilhante!
Da cor e da palavra surge a pintura “musical” .
Isabel Mendes Ferreira
sexta-feira, outubro 28, 2005
Garoto vadio
Da Eduarda há muitos anos
Garoto Vadio
Garoto vadio
Esfarrapado e sujo
A tua cara hà meses que não é lavada
E os teus cabelos crescem
Desordenados e revoltos
Alimentei-te e vesti-te
E em troca por um dia
A minha horta cavaste
A minha horta cavaste
E no outro fugiste
Bendito sejas tu
Que não me decepcionaste
Menino Brinquedo
Menino Brinquedo
O menino que faz piruetas na rua
E levanta as pernitas ao som dos tambores
O menino que tem um fato verde e preto
E na cabeça um barrete todo às cores
Já está cansado da praça
Do barrete colorido
E dos tostões que lhe atiram
O menino que faz piruetas na rua
E levanta uma perna
Ficando a oscilar na cabeça do pai
Treme tanto, tanto tanto
Que parece estar com mêdo
Pobre menino da rua
Pobre menino brinquedo
A morte da Portela e o novo aeroporto da OTA
Não sendo a notícia da minha responsabilidade, aqui vai por me ter sido pedido que a dilvulgasse:
A Ota e Mário Soares... será verdade?...
Inquietante.
Por curiosidade e para pensar: ..... sobre o Mário Soares e sua "honestidade" !
Um Crime (por Miguel Sousa Tavares) Uma história de 2 aeroportos:
Áreas: Aeroporto de Málaga: 320 hectares
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares
Pistas: Aeroporto de Málaga: 1 pista
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas
Tráfego (2004): Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento, 7 a 8% ao ano.
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa decrescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros,capacidade 20 milhões de passageiros/ano.
O aeroporto continua a 8 Kmda cidade e continua a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução faraónica a 40Km da cidade.
É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres como o próprio espírito
Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos.
Ninguém investiga isto?
E sabem quem é o dono dos terrenos da Ota.....
Pois é... o Dr. MárioSoares.
E sabem agora porque é que ele se vai recandidatar ?!!
Porque o negócio, com o Cavaco na presidência, poderia ser inviabilizado.
É preciso fazer alguma coisa.
quinta-feira, outubro 27, 2005
No limiar
Onde está hoje esse meu amigo vento frio
Que me refresca a face
Que me consola a sede
Que de encontro a si, me faz lutar na caminhada
Porque me não deixa respirar o sol abrasador
Que nunca mais se vai
Para voltar só, quando for preciso
Onde está a melodia que liberta,
Dos sons de flautas que apaziguam deuses
Procuro e não encontro paz no silvo da serpente
Nem no suave canto de aves voando céus azuis
Nem no gorgolejo doce de águas
Saltando poldras de ribeiras moribundas
Queria tanto acariciar a natureza agora quase agonizante
Calar o riso desse sol escaldante
Que em criança tanto amei
Que me dói na alma, me abrasa agora e me angustia tanto
Queimando verdes já queimados
Acicatando fomes e misérias
Como se não bastassem já, tantas Guerras e traições
Rios exangues
Vulcões, tormentas ou tsunamis
Ah! Se o sol queimasse só o celerado responsável
E só esse
Esse homem destes tempos de desgraça.
quarta-feira, outubro 26, 2005
A Vitória
... A Vitória é muitas vezes uma causa a prazo, e raramente é o culminar da coragem...
O culminar da coragem, penso eu, é a liberdade.
A liberdade que vem de saber-se que nenhum poder no mundo é capaz de quebrar-nos; que um espírito inquebrantável é a única coisa sem a qual não podemos viver; que, no fundo, é a coragem da convicção que move o mundo, que torna possíveis todas as mudanças.
Paula Giddings
Mulher do Mar
Mulher Do Mar
Ai, mulher do mar, mulher do mar
Desolação salgada no teu rosto
Pernas trazendo à tona, inchaço e maresia
Se desde o nascimento há sal
Nesse teu rosto
Para ti a vida é sal
Para ti a vida é sal
Só sal e mão vazia
segunda-feira, outubro 24, 2005
Bacalhau à moda da minha Mãe
Bacalhau à moda da minha mãe
Ingredientes:
Postas individuais médias por pessoa, pão ralado, 2 ovos, farinha, manteiga, azeite, alho, pimenta, sal e louro.
PREPARAÇÃO:
Após o bacalhau ter estado em água cerca de 48 horas, passar cada uma das postas, dos 2 lados, por farinha e ovo batido e polvilhar densamente com pão ralado também dos dois lados, de forma a que as postas fiquem panadas.
Repetir a operação para as outras postas.
Barrar uma assadeira de ir ao forno com manteiga, de forma a não deixar pegar o bacalhau.
Numa frigideira (SERTÃ), pôr a alourar o alho picado em azeite, cuja quantidade deve pelo menos chegar ao nível superior das postas e colocar uma ou duas folhas de louro.
Verter o azeite fervente,sem conudo ter deixado fritar demasiadamente os alhos ( para evitar que depois fiquem demasiado queimados), sobre o bacalhau e levar ao forno bem quente até cozer e alourar.
Servir com batatas cozidas.
Opção:
Pode também cobrir-se o bacalhau com duas cebolas médias, cortadas em rodelas finas, que se embebem no azeite, ficando amolecidas e suadas, mas só no momento em que o bacalhau estiver quase pronto, o que se avalia (espetando um palito para ver o grau de cozedura/fritura), .
domingo, outubro 23, 2005
A união Ibérica sem preconceito portuga/Ao Pedrinho e à Guida
Hoje foi um dia muito especial na minha vida.
Sempre detestei ir a festas, particularmente casamentos: só por extremada obrigação.
Ao meu, fui por não haver outra solução.
Porém, hoje, fui assistir à celebração de um matrimónio muito especial: o que poderia chamar de união ibérica : a da filha de um grande amigo, que em menina, diria: andou ao meu colo e de um jovem filho de Toledo, que me pareceu ser um tipo às direitas, como diz o povo quando se refere a alguém que nos merece confiança ao primeiro olhar.
E não é, que sendo cristão por baptismo e agnóstico por opção filosófica , o facto de assistir a essa enternecedora cerimónia, presidida por dois jovens padres, um deles amigo pessoal do noivo, o outro, irmão dele, vindo lá das terras frias da Ávila muralhada, me emudeceu a alma, me fez assomar uma lágrima de emoção aos meus já cansados olhos, pela resplandecência quase celestial que do rosto bondoso do padre irmão do nubente emanava e me fazia vê-lo aureolado de uma energia que me penetrava, me transmitia paz, me fez até pairar longamente junto à saudosa recordação da minha querida mãe, há tantos anos ausente( deixou-me, tinha eu chegado vivo da guerra colonial), mas que pressenti, ali, mesmo ao meu lado.
Vacilei.
Será que me faria bem voltar àquela catedral, em silêncio, meditar, pesar toda a minha vida…
Pensei no amor que sinto pelos que me são queridos e desejei para essa pequenita, agora mulher acabada de se unir a esse jovem toledano, toda a felicidade no porvir, como desejaria para quem quer que tenha o meu sangue, o meu ADN.
Aos pais, ofereci-lhes tão somente, o abraço fraterno de uma longa e verdadeira amizade, e porque não um grande beijo de Amor fraterno.
quinta-feira, outubro 20, 2005
Outra para esquecer politiquices; é melhor e mais saboroso
CAMARÃO À MINHA MODA
1ª versão
Ingredientes (para seis pessoas):
Camarão grande ou gambas 1.5 Kg, em cru e de preferência frescos.
Margarina, fécula de batata, farinha maizena, água da cozedura do marisco, natas ketchup, tabasco, sal, pimenta, noz moscada, gengibre, açafrão, vinho da Madeira seco e queijo parmesão ralado.
Preparação:
Cozer o camarão e guardar a água da cozedura.
Tirar as cabeças e descasca-lo (as cabeças podem ser guardadas para uma sopa).
Num tacho colocar 1 a 2 colheres de sopa de margarina e aquece-la suavemente até ficar quase liquefeita e às quais, se irão juntar os ingredientes previamente juntos e trabalhados, de forma a que essa mistura seja muito homogénea.
Preparação do molho:
2 colheres de sopa de fécula de batata
1 colher de sopa de maizena
1,5 pacotes de natas
Ketchup, umas gotas de tabasco, sal, pimenta, noz moscada, gengibre, açafrão (q.b.) e a gosto pessoal
2,5 dl da água de cozedura do marisco
1 cálice grande de vinho da Madeira
Ir mexendo sempre até que o molho comece a engrossar e ficar aveludado.
2ª versão
Com o camarão já incorporado no molho verter este na travessa de ir ao forno, sobre endívias cortadas em salada ou em folhas inteiras, com as quais previamente forrámos o fundo, e levar a gratinar de modo a obter o aspecto anteriormente desejado.
Cansado dos políticos prefiro as minhas receitas.
PERDIZ OU FAISÃO COM CEBOLAS
Ingredientes:
Cenouras, presunto com toucinho em cubos, 2 dl de aguardente, 2 dl de vinagre, sal, pimenta e água se necessário, cebolas pequenas, salpicão magro, louro, azeite, alho picado, perdiz ou faisão.
Preparação:
Cobrir o fundo de um tacho com azeite e refogar as cenouras com o presunto em cubos em lume vivo.
Alourar a ave dos dois lados até estar corada.
Juntar as especiarias e saltear as cebolas, tirando a ave da caçarola.
Após esta operação, introduzir de novo a ave, regar com os 2 dl de aguardente e borrifar com vinagre.
Tapar e deixar estufar em lume brando.
Fazer arroz seco à parte e servir a ave decorada com as cebolas em volta e o arroz coberto com rodelas de salpicão.
terça-feira, outubro 18, 2005
Mais uma da Bárbara e do Carrilho tiquento
Barbara Guimarães recebeu ate Outubro de 2001, durante todos os meses, 5.000 euros (1000 contos) do Ministério da Cultura para realizar um curto programa diário na RDP-Antena 1.
Ao todo foram 60.000 euros (12 mil contos) recebidos em 2000 e cerca de 4500 a 5000 euros por mês em 2001.
Ou seja, o Estado Português gastou com Barbara Guimarães um total de 110.000 euros.
Tudo graças a amizade então existente entre o ministro da Cultura e a conhecida estrela de televisão.
Manuel Maria Carrilho subsidiou o programa, um pequeno magazine cultural de cinco minutos transmitido de Segunda a Sexta-feira na RDP-Antena 1.
Os 5.000 euros mensais atribuídos por Manuel Maria Carrilho a Barbara Guimarães foram pagos através do Fundo de Fomento Cultural, entidade tutelada pelo Ministério da Cultura e presidida pela actual secretaria-geral do Ministério, Helena Pinheiro Azevedo.
Este deve ser o dinheiro que um contribuinte médio faz de descontos UMA VIDA INTEIRA, sem poder fugir!!!
Propomos que todos os que recebam esta nota de imoralidade façam forward, em forma de protesto.
Como diria o ilustre Manuel Maria Carrilho no Telejornal?
1. Chocado!
2 Surpreendido!
3. Envergonhado!4. Apanhado!
5. Escondido com o rabo de fora!
Quem sabe alguém ganhe vergonha na cara!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
segunda-feira, outubro 17, 2005
O País está em crise
O país está em crise... moral !
O resto é paleio para baixar ordenados, aumentar o tempo de trabalho não pago e despedir pessoal .
Mas como diria Zeca Afonso: os eunucos devoram-se a si mesmos... Que é como quem diz... a nossa culpa também conta.
Apesar do preço do crude ter baixado de custo, em Portugal os combustíveis continuam a subir. Porquê?"Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnizaçãode 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...
O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais. Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses deordenado.
Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário, 8.000euros/mês.A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída). Pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP.Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vidaigual a 70 meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração um cargo não executivo, era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês,pelas presenças.Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos:Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a a área financeira a10.000 euros por mês;
a especialista em Finanças que foi para Marketingpor 9.800 euros/mês...
Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais.
Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e a outra metade, para o Governo.
Da minha janela
Da minha janela vê-se a praia, deserta de gente, e uma chuva miúda cai há horas, como uma benção tão desejada.
Só, vou ouvindo "Dream Come True" e Arturo Sandoval enche-me a alma de emoções. Tento esquecer os horrores do mundo e na doçura de um trompete encontro suave lenitivo para tanta dor e aceito que a minha vida corre, inexoravelmente, para o fim, sem que , afinal nada mude o cruel rumo das coisas.
sexta-feira, outubro 14, 2005
Relato do periodo trans- eleitoral
A Maresia que me desculpe, mas não resisti à tentação de dar mais largo conhecimento do seu muito criativo escrito.
Eleições Autárquicas 2005
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência! Ou não...
08:00 - Abrem as urnas no país.
08:01 - Pedro Santana Lopes é o primeiro a votar, vindo directamente da noite lisboeta.
10:30 - Sócrates foi votar num avião Falcon da Força Aérea.
11:00 - Pedro Santana Lopes vai para casa dormir.
12:00 - Mário Soares acorda.
12:05 - Mário Soares adormece.
13:00 - Maria Barroso acorda Mário Soares e diz-lhe que já são horas de ir cumprir o seu dever cívico.
13:01 - Mário Soares diz que não vale a pena, sente que Sócrates já ganhou.
13:02 - Maria Barroso lembra que as legislativas já passaram, hoje são autárquicas.
14:00 - Mário Soares engana-se na secção de voto.
14:10 - Agora sim, Mário Soares consegue votar.
14:15 - Mário Soares apela ao voto no filho João Soares em Sintra, dizendo que se encontra em empate técnico com Fernando Seara.
14:30 - Maria Barroso pergunta a Mário Soares se votou em consciência.
14:40 - Mário Soares diz que não se lembra onde pôs a cruz.
15:00 - Carrilho vota e não cumprimenta o presidente da mesa de voto.
15:20 - Maria Barroso descobre uma cruz na mão de Mário Soares.
15:30 - Jerónimo passa a tarde na sua sede partidária a rebobinar as cassetes com os discursos dos dias de eleições e a ouvir a Internacional Comunista.
16:00 - Comissão Nacional de Eleições (CNE) acusa Mário Soares de violação clara da lei eleitoral que proíbe que no dia das eleições seja feito um apelo ao voto. Como se trata de um ilícito eleitoral de natureza criminal, é um crime da responsabilidade do Ministério Público. É a segunda vez consecutiva que Mário Soares viola a lei, depois de ter apelado à maioria absoluta de Sócrates no dia das eleições legislativas.
16:30 - Mário Soares dorme profundamente.
17:00 - Levantam-se vozes no Largo do Rato a favor do fim do apoio socialista à candidatura presidencial de Soares.
17:30 - PS retira a confiança política a Mário Soares.
17:35 - Mário Soares vai concorrer como independente renegado, mas não sabe porque está a dormir.
18:00 - Analistas políticos prevêem que nas próximas sondagens o candidato independente Mário Soares apareça à frente de Cavaco Silva.
19:00 - Projecções dão grandes vitórias ao PSD e PSD/CDS, neste dia de eleições.
19:01 - Animal/emplastro corre da Sede do PS para a Sede da Coligação PSD/CDS na Avenida dos Aliados.
19:05 - Carmona esmaga em Lisboa, Rio ganha com maioria absoluta no Porto.
19:05 - O empate técnico (diferença de 1%) que Mário Soares falava em Sintra afinal traduziu-se numa diferença de 13%.
19:05 - Carrilho chora como uma criança, num quarto do Hotel Altis.
19:05 - Cavaco chora a rir com os resultados e engasga-se com uma fatia de bolo-rei.
19:05 - Sócrates diz a Jorge Coelho que nem tudo correu mal, pelo menos o convencido do Carrilho que se acha mais inteligente e bonito, perdeu.
19:10 - João Soares, volta a perder, agora em Sintra... tomou-lhe o gosto.
19:15 - João Soares culpa o seu pai pelo mau resultado e nunca mais quer o seu apoio.
19:20 - João Soares pensa já nas próximas autárquicas, mas arriscando uma candidatura numa presidência de junta de freguesia da margem sul.
19:30 - Mário Soares acorda e telefona ao filho a dar os parabéns.
19:31 - Maria Barroso aconselha Mário Soares a ir para a cama.
19:32 - Mário Soares não hesita e vai.
19:33 - Mário Soares já ressona.
19:35 - Poeta Alegre abre uma garrafa de champanhe para festejar o dia pouco feliz no clã Soares.
19:40 - O paraquedista, caciquista e populista Avelino Ferreira Torres, perde em Amarante e culpa o "Srº Mota-Engil".
19:45 - Avelino tenta sair de Amarante rumo ao Marco de Canaveses, mas perde-se na cidade que não conhece. Pede ajuda... sem sucesso. Pára o carro para se acalmar... quem sofre são os caixotes do lixo e os bancos de jardim.
19:50 - Isaltino sente-se cansado, e é aconselhado pelo sobrinho a tirar umas férias na Suiça.
20:00 - Fátinha Felgueiras vence categoricamente, apesar de ter estado de férias no Brasil nos últimos dois anos.
20:05 - Poeta Alegre abre nova garrafa de champanhe, agora pela derrota pessoal de Sócrates.
20:10 - Avelino anda perdido às voltas numa rotunda de Amarante.
20:15 - Jorge Coelho sacode a água do capote e esconde-se numa toca.
20:20 - Major Valentim, prepara-se para discursar, a azáfama na sala é grande, recorre de um apito valioso para impôr o silencio na plateia.
20:21 - Discurso inflamado e paroquial do Major de Gondomar.
20:30 - António "Limiano" Guterres, sente-se aliviado com este novo terramoto eleitoral, a fazer lembrar a tragédia, o horror e o drama de 2001.
20:35 - Poeta Alegre, abre a terceira garrafa de champanhe, agora sem motivo aparente.
20:50 - Avelino bate de carro contra um alvará de construção da Edifer e culpa o "Srº Mota-Engil".
20:55 - Carrilho faz um discurso patético, não reconhece a derrota, não felicita o vencedor Carmona e Bárbara Guimarães dá-lhe um beijo num cenário kitsch (manifestação estética de valor inferior) a fazer lembrar uma telenovela venezuelana.
21:00 - Jerónimo de Sousa carrega no play e desbobina a cassete, ouvem-se os grandes clássicos nestas ocasiões: "Uma grande vitória para a CDU,enfim uma vitória dos trabalhadores e de toda a classe operária", "a luta continua", "uma pesada derrota para a direita", "um cartão vermelho ao governo", "fascismo nunca mais", "camaradas vamos cumprir Abril", "um rude golpe para o lobby económico-financeiro e dos interesses capitalistas no país e quiçá no mundo" "25 de Abril sempre","blábláblá", fim da cassete.
21:04 - Membros do secretariado do Comité Central do PCP mudam as pilhas em Jerónimo de Sousa.
21:05 - Até agora, só Valentim Loureiro elogiou Sócrates.
21:10 - Povo de Felgueiras festeja nas ruas a vitória de Fátinha . O povo grita: "uma grande senhora" ,"a autarca mais séria e honesta de Portugal" , "uma mulher que não foge à luta", "fez-se justiça" .
21.15 - Francisco Louçã enumera as conquistas, só possível pelo seu reduzido número. B.E continua desconhecido no interior do país.
21:15 - Carrilho chega a casa, olha para uma fotografia sua, dá-lhe um beijo e pergunta como foi possível.
21:20 - Sócrates discursa para a comunicação social e para mais três pseudo-notáveis do partido.
21:25 - Marcelo Rebelo de Sousa, descarrega veneno contra a direita e contra a esquerda à mais de duas horas num canal de televisão.
21:30 - Avelino é apanhado no meio da caravana automóvel do PS, é vilipendiado por populares, mas descobre finalmente uma saída de Amarante.
21:40 - O Poeta Alegre telefona a Carrilho para o confortar e diz-lhe que ser filósofo não chega, e canta-lhe: "ser poeta é ser mais alto, é ser mais alto que os homens".
21:41 - Carrilho desliga-lhe o telefone na cara.
21:50 - Bárbara Guimarães, obriga Carrilho a dormir no sofá da sala, de castigo pelos miseráveis 26%.
22:00 - Pelo sim, pelo não, Fátinha Felgueiras compra uma viagem de ida para o Brasil e põe apenas uma muda de roupa num saco azul, porque já está cheio.
22:10 - Carrilho desata a chorar novamente.
22:15 - Mário Soares acorda para cear.
22:16 - Mário Soares bebe um copo de leite e come uma cavaca (oferecida por alguém de Boliqueime).
22:20 - Mário Soares pergunta a Maria Barroso se aconteceu alguma coisa no país.
22:20 - Maria Barroso pede encarecidamente a Mário Soares para que se deite.
22:30 - Avelino chega ao Marco de Canaveses, mas é mal recebido, refugia-se no estádio que tem o seu nome, e adormece no banco de suplentes a acusar o "Srº Mota-Engil".
22:45 - Carrilho agarrado a um gato de peluche do Dinis Maria adormece a ver o vídeo oficial da campanha.
23:00 - Mário Soares não consegue adormecer. Diz a Maria Barroso que a cavaca era indigesta.
23:30 - Afinal o furacão "Vince" chegou mesmo a Portugal, pelo menos ao Largo do Rato... alguém terá dito que a culpa é do "Srº Mota-Engil".
Prémios da noite
Prémio Celebridade Frontal para Avelino Ferreira Torres com: A culpa é do Srº Mota-Engil
Prémio Dom Quixote de la Gondomancha para Valentim Loureiro com: Gondomar não é de um Zé-ninguém, é dos gondomarenses
Prémio Ferrero Roché (Ambrósio apetecia-me algo) para discurso completo de Carrilho.
Prémio Próstata do Ano para Mário Soares com: Toda a gente sabe que há um empate técnico e espero que se decida a favor do candidato socialista, ou seja, o João Soares
1º lugar de Ordem de Mérito (distinção que galardoa actos ou serviços meritórios praticados no exercício de funções públicas ou privadas ou que revelem desinteresse e abnegação em favor da colectividade) para Fátima Felgueiras com: Foi a vitória da Democracia!
E VIVA A NOSSA LINDA TERREOLA, PAÍS DE FADO, FÁTIMA, FUTEBOL,FOGO E BAGUNÇA DA GROSSA... E TODOS AO MOLHO E FÉ EM DEUS
quinta-feira, outubro 13, 2005
O meu amigo de asas de vento
Outra vez no beiral da minha varanda, o meu amigo chama-me.
Domingo de manhã, muito cedo ele e tem fome.
Estou certo disso.
Como de costume, trago-lhe as migalhas que juntei na minha velha lata do pão e junto-lhe pequenas aparas de frutos secos, que sei que adora.
Mesmo assim, a minha presença amiga, fá-lo esvoaçar, desconfiado ainda, para outro beiral, olhando-me, sorrateiro, com aquele seus olhitos brilhantes e ternos.
Afasto-me para dentro e então ele volta, pia, pia, finge chamar-me,… e come.
Depois, esboça um adejar de asas de vento, como que a despedir-se e parte para voltar no dia seguinte, sempre, desde há meses.
Sempre.
À mesma hora
É o meu amigo de há muito, aquele amigo de pêlo negro luzidio, franjado de amarelo, cabeça altiva porte digno, elegante, ágil, que parece querer falar-me, fazer-me companhia na minha definitiva solidão.
domingo, outubro 09, 2005
Será que algum Deus existe?
Será que algum Deus porventura existe, e se sim, será que finalmente teve piedade de nós?
Uma chuva envergonhada começou a cair.
Será que veio para ficar?
Se algum Deus existe, então que tenha também piedade dos pobres Centro-Americanos, dos Romenos e de tantos outros que tantas catástrofes têm sentido na pele e que despeje a sua ira hidrica em nós, devagar, mas continuamente.
Que castigue os vilôes Bushs e tantos pulhas da sua igualha por tanto mal trazerem a este planeta moribundo e aquecido, associando-se por cá no seu castigo a esses pulhas também, de protegidas hordas de criminosos incendiários que reduziram a nossa terra a cinzas negras de uma tão trágica tristeza...
E que esta água abençoada, à qual, euforia quase louca, hoje prolongadamente me expûs, até ela me penetrar e molhar até aos osso, caia por tempo e tempo até matar a morte revoltante que se apodera da nossa querida terra ressequida.
Se asim acontecer, talvez um dia deixe de pensar em politiqueiros de pacotilha, de ladrões de colarinho branco, de corruptos irredutíveis,...etc... e me converta a um qualquer desses Deuses que dizem existir.
Acrescento à minha tristeza a imagem deste nosso povo paupérrimo que hoje vi desfilar em frenta à Assembleia de voto da minha freguesia.
De facto, não me tinha aprecebido da enormidade da pobreza, da fealdade, do pacovismo , da ignorância e até talvez da brutal ingenuidade desta nossa gente, feia, pobre, cinzenta, infeliz e outras tantas coisas terebrantes de fazerem doer a alma...
Votei, cumpri o meu dever, mas só PARA PROTESTAR AS TRAIÇÕES A QUE ABRIL DA ESPERANÇA ABRIU AS PORTAS E QUE BANDOS DE IMPUNES MALDEITORES SE ENCARREGARAM DE GIZAR.
E repito obcessivamente, mesmo que a ninguém interesse, que se tivesse vinte anos, ninguém me conseguiria demover de partir daqui para bem longe, talvez para um lugar de utopia, sem ladrões, sem corruptos, sem miséria...onde houvesse paz e amizade entre os homens.
O país !
Existe um país onde um cidadão de 81 anos depois de ter cumprido 10 anos de mandato como Presidente da República e de ter estado 10 anos de molho decide candidatar-se novamente para salvar o país de um fantasma, passando por cima de um amigo de longa data.
Existe um país onde três candidatos autárquicos com fortes probabilidades devencer estão indiciados por processos fraudulentos e uma outra candidata com mandato de prisão emitido e foragida no Brasil, tem toda a cidade a aguarda-la tal qual D.Sebastião.
Existe um país onde o único escritor galardoado com o prémio nobel daLiteratura vive no país vizinho.
Existe um país de onde é oriundo aquele que é considerado o melhor treinador de futebol da actualidade, cujo seleccionador nacional é estrangeiro.
Existe um país onde o maior sucesso nacional do ano é um disco de originais de um músico que morreu há quinze anos.
Existe um país onde os dois guarda-redes da selecção nacional são suplentesde dos guarda-redes da mesma nacionalidade nos respectivos clubes.
Existe um país onde o nome da mascote do principal evento desportivo algumavez organizado começa por uma letra (k) que não faz parte do seu alfabeto.
Esse país estranho é o meu país.
Esse país só gosta dele próprio e da sua bandeira quando vem alguém de fora jurar a pés juntos que somos bons.
terça-feira, outubro 04, 2005
Medidas anti-incendiárias do Bloco de Esquerda
Medidas do Bloco de Esquerda para acabar com os incendios
1 - Despenalização imediata dos incendios.
2 - Tendo em conta que os incendiários são doentes e socialmente marginalizados, devem ser tratados como tal: é preciso criar zonas específicas para poderem incendiar à vontade. Nas "Casas de Incendio" serão fornecidos fosforos, isqueiros e alguma mata. Sob a supervisão do pessoal habilitado, poderão lutar contra esse flagelo autodestrutivo.
3 - Fazer uma terapia baseada nos Doze Passos, em que o doente possa evoluir do incêndio florestal à sardinhada. O piromano ira deixando progressivamente o vicio: da floresta à mata, da mata ao arbusto, do arbusto à fogueira, da fogueira à lareira, da lareira ao barbecue, até finalmente chegar à sardinhada do Santo Antonio e São João.
4 - Quando o pirómano se sentir feliz a acender a vela perfumada emcasa, ser-lhe-á dada alta, iniciará a sua reintegraçãoo social e perderá o seu subsídio de incendiário.
A PALHAÇADA CONTINUA
Acresce o facto de em muitas escolas do ensino básico, nem sequer papel há e são os pais que têm de fornecer resmas de papel para as crianças trabalharem.
Não há forma de nos vermos livres de tanto sacana.
domingo, outubro 02, 2005
Mais uma escandalosa dos PS/IMoralidade Absoluta
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro.Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador,
Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.
segunda-feira, setembro 26, 2005
O malcriadão, campeão da sacanice
Deve a sua personalidade estar marcada por rancores, frustrações e complexos que guarda dos seus tempos em que, segundo consta era um gorducho balofo, obesidade que perdeu à custa de muitos sacrifícios, segundo também consta, e cuja perda, pelos vistos, lhe acarretou custos elevados, na medida em que o transformaram no mais caricato imbecil, malcriado, hipócrita, insolente e convencido candidato a presidente de Câmara, que nunca há-de ser.
Era só o que nos faltava, se não bastasse já termos de aguentar com essa horda de compadres Socratinos ou Socretinos, como preferirem.
Aconselho vivamente a leitura desses importantes documentos.
domingo, setembro 25, 2005
A sabichona Joana
Está no São Carlos a Integral das Sinfonias de Beethoven, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa. Começou ontem com a Sinfonia nº1 e com a nº3. Hoje serão a 2 e a 5.
Na sexta feira o São Carlos tinha pouco mais de meia casa e o espetáculo deixou muito a desejar. O maestro era brando, demasiado brando. Se na Sinfonia nº 1 lá foi passando, a 3ª foi bastante desastrosa e sem tensão. O oboé desaparecia e a trompa chateava. A orquestra estava quase em auto-gestão...a música parecia outra.
É pena. Com a esplanada a dar vida ao largo, prometendo uma nova relação entre o Teatro e a cidade, e com a nova concha acústica, o Outono poderia ter começado melhor.
Aí , aí, aí, agora ela também se mete na música?E achou o maestro brando, e o espectáculo de má qualidade?...Deus nos acuda, que ela é um génio!
Será que a geniozinho sabe o que é tecitura, clave de fá ou sol, harmónicas ou cromáticas, semitonado ou afinado,ré sustenido, dó de setima aumentada,mi bemol quinta diminuta,... ouvido preferencial?
É preciso ter um topete e tantos.
Deve ter aprendido música e essas coisas todas lá na parvónia Coimbrã, terra de apaixonadas tricanas sem dentes e pelos nas pernas, de doutores às arrobas e de fados desafinados cantados pelo nariz, a arranhar os ouvidos do mais tolerante dos melómanos, como se os ganidores sofressem de gravíssima sinusite e surdez irreversíveis?
Desta vez acho que a menina foi longe demais e que é mesmo uma petulante do caraças.
Será que a sujeitinha sabe distinguir um Oboé ou uma flauta de bísel de um autocarro da carris?Chiça que ela começa a passar das marcas.Devia era escrever umas tretas sobre a pouca e descreditada psicologia que estudou.É claro que a dita, como sábia que é, deve achar o Sr Sigmeund Froid um resccionãrio imbecil e quiça també o Sr. Adller e outros.
Claro a menina sabe tudo, tudo, tudo, só não sabe dominar a sua jovem parvoeira.Se calhar infectou-se com algum virus peçonhentodo BE, que deve estar muito zangado com ela por saber que vai apoiar o decrépito gorducho das bochechas na sua ultima subida ao trono.
E diz ele que é laico e republicano.
O tanas: o gajo é um monárquico atestado e não assumido.
Modelo de video-vigilância da TELE- MARIA CARRILHO Ldª
Bela prosta a do rapaz!
Quem o viu e quem o vê
Lá falar fala ele, agora fazer algo que preste isso é outra conversa!
Olha que dois: querias, querias...ser presidente/a e as polémicas inevitaveis de um malcriadão
Ele afirma que tem orgulho na sua arrogância, que se alimenta de deselegâncias. Acha que pode ofender, mas não pode ser ofendido, e a comprová-lo não devemos esquecer o triste episódio de péssima educação, quando negou um aperto de mão ao seu opositor na corrida eleitoral.
Ao que nós chegámos.
Isto vem contradizer aqueles que acham que o dinheiro ou o estatuto social é que dão educação.
Razão teve o Engenheiro Carmona para o rotular de ordinário, o que achei até muito simpático.
Mas que parvalhão insolente me saíu este rapaz Carrilhino.
Então era este malcriadão tiquento de ar imberbe e imbecilóide que queria ser Presidente da Edilidade Lisboeta.
Só se so habitantes desta terra fossem super-hiper-burros é que elegeriam tal bestaça para cargo tão sensível e importante.
Ou será que nós é que estamos todos enganados e , afinal, esta atitute do finório é algo de filosófico e misterioso que está escondido dos reles mortais, nos manuais da tão nobre ciência Socrática (a da Grécia, entenda-se, não a deste outro rapazola que dá pelo mesmo nome, mas que nasceu lá para as berças) ?
Eu cá por mim , modesto cidadão desta cidade, acho que ele é sim um malcriadão despudorado e que por detrás daquele seu sorrisinho imbecil se esconde uma imensa hipocrisia a precisar de um correctivo apropriado.
Meu Deus, diria, se fosse católico, aonde é que ainda iremos parar neste País?
sábado, setembro 24, 2005
Desta gostei eu
Editorial
Contra o racionalismo
Martim Avillez Figueiredo Manuel Maria Carrilho não merece conquistar um lugar na Câmara Municipal de Lisboa. Não é nada contra o filósofo e homem de muitas leituras. É contra o político, esse que, quase 16 anos volvidos sobre a queda do império racionalista, insiste na tese do pensamento único e do autoritarismo intelectual.Não vale sequer a pena lembrar o debate na SIC Notícias onde o político Carrilho mostrou ao país toda a sua arrogância. O que importa é recordar todos os perigos do racionalismo como forma de pensamento e modo de estar na sociedade.Para um racionalista, por exemplo, o passado pouco importa. O princípio que subscreve é o de aplicar uma tábua rasa sobre tudo o que conhece. E se o passado é irrelevante, a acumulação de experiências de nada vale para um racionalista quando confrontada com a sua mente brilhante – porque é disso que se trata: qualquer racionalista partilha a convicção de que as ideias que defende são as únicas que merecem ser aplicadas.E a história está recheada de exemplos de homens que, com poder nas mãos, alteraram tudo para que tudo se adequasse à sua forma de pensar. Numa frase, um racionalista classifica com zero valores o que o rodeia mas avalia com um 20 todas as soluções que encontra para os problemas.E comparar algumas figuras históricas do racionalismo com o político Carrilho seria injusto para a própria história – porque ao contrário do político Carrilho, essas figuras não assistiram à barbárie a que um mundo de soluções perfeitas conduz. Carrilho, o político, viu e, pelos vistos, insiste.Um exemplo? Carrilho foi o primeiro a chegar a esta campanha autárquica em Lisboa e, dos cinco candidatos, o único a não apresentar programa. Para um racionalista, é normal. Afinal, ele não precisa de antecipar a sua forma de decidir, já que só a ele importam as decisões que toma. Como a videovigilância em zonas perigosas – ideia que podia bem vir da cabeça de um neoconservador mais radical (já que também esses nasceram no seio do racionalismo).Podia também sublinhar-se a irresponsabilidade de dizer que, com ele, o túnel do Marquês não avançava um milímetro mais, mas basta perceber-lhe os tiques de absolutismo moral para entender que são homens assim que tornam a política perigosa.O voto para a Câmara de Lisboa, por isso mesmo, deveria fazer-se, em primeiro lugar, contra esta ideia de que uma cabeça pensa melhor do que o conjunto de todas as outras. E são várias as alternativas nestas eleições para quem acredita numa sociedade de livre interacção de ideias, um governo limitado, um mercado livre e uma dinâmica de mudança sem revolução.
É pena não haver mais pessoas com esta clarividência.
Pela imagem acima se adivinha que o nosso risinhas nem sempre sorri; pelo menos nesta imagem do seu sub-consciente.
quinta-feira, setembro 22, 2005
Mais uma do Salazarzinho de Castelo Branco
José Sócrates deu um passo em frente, ao tentar envolver, publicamente, o Presidente da República na nomeação escandalosa de Guilherme d’Oliveira Martins
Estratégia oculta
José Sócrates continua a insistir no objectivo estratégico de assaltar o aparelho de Estado, em vez de atacar os problemas do país.Não é por acaso que, ao mesmo tempo que coloca os seus amigos políticos nos mais altos lugares do Estado, o chefe do governo anuncia, com um semblante cândido, que vai dar instruções aos seus ministros para não participarem em inaugurações, a partir do momento em que se iniciar a campanha eleitoral para as autárquicas.José Sócrates anuncia o fim de uma prática eleitoral folclórica, mas continua a distribuir o fillet mignon pelos socialistas.Com um calculismo impressionante, o primeiro-ministro coloca os seus piões, mas tenta passar a imagem de que as velhas práticas da classe governante estão a mudar.A indicação de Guilherme d’Oliveira Martins é um caso paradigmático.Apesar de saber que a nomeação do presidente do Tribunal de Contas depende do Presidente da República, José Sócrates deixou escapar a indicação do ex-ministro das Finanças do PS como um facto consumado.Agastado por não ter conseguido afastar Souto Moura, no silêncio dos bastidores, por causa da oposição de Jorge Sampaio, José Sócrates deu um passo em frente, ao tentar envolver, publicamente, o Presidente da República na nomeação escandalosa de Guilherme d’Oliveira Martins.Todos estes incidentes com as nomeações políticas são um enorme desperdício de tempo e de credibilidade, que apenas servem para tentar esconder os verdadeiros problemas.Apesar da adopção de algumas medidas emblemáticas, que alguns insistem em chamar reformas, o país continua na mesma: a despesa pública continua a crescer, o desequilíbrio das contas com o estrangeiro é assustador e as expectativas de crescimento económico e do emprego não passam de simples miragens.Em plena crise europeia, reforçada pelo impasse registado nas eleições alemãs, José Sócrates não consegue unir o país, num esforço conjunto para suplantar a crise.Com a generalidade dos indicadores no vermelho, José Sócrates apenas se pode gabar de ter conseguido desacreditar ainda mais o poder político e de fomentar uma gigantesca onda de contestação social.Sem resultados palpáveis, não há cortina de fumo capaz de esconder uma estratégia oculta.
Isto diz o Rui costa Pinto em " Crónicas Modernas e eu aplaudo.
Afinal, para o pimpão do rapazola enfatuado, nosso primeiro Ministro, os tachos chorudos estão sempre os amigalhaços.
E não há quem lhe dê com um um pano bem encharcado naquela tromba de fuínha arrogante e de facto, tão rasca e desonesto como os que ele tanto criticava.
Também não seria mau se ele viesse dizer aos portugueses da sua inteira responsabilidade na construção dos elefantes brancos que são os grandes estádios do 2004 e quem é que está a pagar a factura senão nós, pobres patetas portugas e indigentes.
Talvez um dia haja quem tenha coragem de bem enfurecido por cobro a todos estes desmandos politiqueiros que tanto têm engordado os bolsos de tantos socialistas de pacotilha., sem esquecer os que em Macau fizeram o pleno do saco, como é voz corrente a propósito de um famo0so trauliteiro proviciano que por aí se passeia a sibilar os ssss....
Estratégia oculta
José Sócrates continua a insistir no objectivo estratégico de assaltar o aparelho de Estado, em vez de atacar os problemas do país.Não é por acaso que, ao mesmo tempo que coloca os seus amigos políticos nos mais altos lugares do Estado, o chefe do governo anuncia, com um semblante cândido, que vai dar instruções aos seus ministros para não participarem em inaugurações, a partir do momento em que se iniciar a campanha eleitoral para as autárquicas.José Sócrates anuncia o fim de uma prática eleitoral folclórica, mas continua a distribuir o fillet mignon pelos socialistas.Com um calculismo impressionante, o primeiro-ministro coloca os seus piões, mas tenta passar a imagem de que as velhas práticas da classe governante estão a mudar.A indicação de Guilherme d’Oliveira Martins é um caso paradigmático.Apesar de saber que a nomeação do presidente do Tribunal de Contas depende do Presidente da República, José Sócrates deixou escapar a indicação do ex-ministro das Finanças do PS como um facto consumado.Agastado por não ter conseguido afastar Souto Moura, no silêncio dos bastidores, por causa da oposição de Jorge Sampaio, José Sócrates deu um passo em frente, ao tentar envolver, publicamente, o Presidente da República na nomeação escandalosa de Guilherme d’Oliveira Martins.Todos estes incidentes com as nomeações políticas são um enorme desperdício de tempo e de credibilidade, que apenas servem para tentar esconder os verdadeiros problemas.Apesar da adopção de algumas medidas emblemáticas, que alguns insistem em chamar reformas, o país continua na mesma: a despesa pública continua a crescer, o desequilíbrio das contas com o estrangeiro é assustador e as expectativas de crescimento económico e do emprego não passam de simples miragens.Em plena crise europeia, reforçada pelo impasse registado nas eleições alemãs, José Sócrates não consegue unir o país, num esforço conjunto para suplantar a crise.Com a generalidade dos indicadores no vermelho, José Sócrates apenas se pode gabar de ter conseguido desacreditar ainda mais o poder político e de fomentar uma gigantesca onda de contestação social.Sem resultados palpáveis, não há cortina de fumo capaz de esconder uma estratégia oculta.
Isto diz o Rui costa Pinto em " Crónicas Modernas e eu aplaudo.
Afinal, para o pimpão do rapazola enfatuado, nosso primeiro Ministro, os tachos chorudos estão sempre os amigalhaços.
E não há quem lhe dê com um um pano bem encharcado naquela tromba de fuínha arrogante e de facto, tão rasca e desonesto como os que ele tanto criticava.
Também não seria mau se ele viesse dizer aos portugueses da sua inteira responsabilidade na construção dos elefantes brancos que são os grandes estádios do 2004 e quem é que está a pagar a factura senão nós, pobres patetas portugas e indigentes.
Talvez um dia haja quem tenha coragem de bem enfurecido por cobro a todos estes desmandos politiqueiros que tanto têm engordado os bolsos de tantos socialistas de pacotilha., sem esquecer os que em Macau fizeram o pleno do saco, como é voz corrente a propósito de um famo0so trauliteiro proviciano que por aí se passeia a sibilar os ssss....
quarta-feira, setembro 21, 2005
Os agentes patogénicos
Cá está ela: a nova sargento de farda alada, desenhada por um incapaz para o serviço militar.
Foi recentemente promovida a sargento tarimbeiro do novo programa da estação do Sr.Paes, num descarado desrespeito pela instituição militar, qualquer coisa de indescritivel, com que a rançosa e povoleuca TVI mais uma vez bombardeia este nobre povo de analfabetos.
Bem vistas as coisas, parece que, afinal, não é só o País que atravessa a mais dramática das crises de que há memória, só um tanto de longe, semelhante àquelas por que passou na primeira República, em benefício desta. São também os valores sociais, varridos por um furacão tão poderoso que faria inveja a qualquer Katrina.
Assim, assistimos à proliferação de energúmenos desqualificados, tornados célebres por esta nova onda de pseudo-modernismo, em protagonismos políticos apadrinhados, poderosos lobies de tudo e mais alguma coisa, estrelatos nogentos de Castelos Brancos, Hermans Josés...etc, enquanto que ao mesmo tempo, no poder podemos saborear o gosto amargo da arrogância e de um pestilento e indisfarçável odor salazarento exalado pela pessoa do primeiro ministro, que quando não contente por nada lhe parecer correr de feição, exibe as suas habituais expressões faciais de zanga e que cada vez, com mais frequência, tem dificuldade em mascarar. Depois não podemos esquecer os seus acólitos trauliteiro-prometedores, que da verdade não conhecem de todo o signifcado.
O que resta então?
Os mesmos de sempre, os que são sempre sacrificados: os pobres, cada vez mais miseráveis, que nunca tiveram nada e que cada vez mais pobres são, enquanto outros, engordam bolsos e carteiras com uma total desfaçatez e impunidade.
E é assim que vai este nosso triste País a braços com esta incurável doença, par a qual se não divisa cura possível.
terça-feira, setembro 20, 2005
E a pouca vergonha continua
Uma mulher verdadeiramente repelente, ou talvez muito necessitada de proventos fiduciários, tais são as mostrousidades para as quais de imediato acode , pressurosa com o seu trabalho.
Agora as bestas são outras e o espectáculo de deseducação é a chacota com as forças armadas.
E nem sequer foi esquecido esse fenómeno do horror mariquento, que e essa espécie de coisa gino-andróide que é o abjecto Castelo Branco.
Não contente com estes horrores, a direcção de programas dessa estação, que em qualquer país civilizado, seria de imediato fechada, não falta o outro ainda tanto ou talvez mais nogento e também abjecto programa : o BA do... não sei quantos,... do sexo, em que os temas mais versados são as técnicas do falácio e do cunilingus...etc...etc...etc, com entrevistas telefónicas em directo( coisas inimagináveis) e outras atitudes de banalização do que deveria ser tratado com todo o cuidado.
Claro, estamos neste País de desvergonha, onde a missa ainda vai no adro. O que virá a seguir?
A sodomia em público? A mãe a violar os filhos? Um Pia a estrangular uma mãe erm público enquanto come uma fatia do tão popular e português bolo rei?Grupos de mariconços beijando-se em danças de salão?
O governo como diria Eça e Ortigão: está atento e deita uma olhadela...
Ninguém sabe o que vai na cabeça do Sr dr País ou Pais, ou lá querm é esse atrasado mental que recebe as maçarocas que estas porcarias rendem?!.
Sem mais palavras, aqui exaro a minha revolta pelo desrespeito por uma sociedade moderna e civilizada que a todos deveria competir tentar construir, nesse espirito que nascido em Abril de 1974, e que, ruiu como um castelo de cartas.
Infelizmente, já todos temos a certeza de que todos os valores que deveriam reger uma sociedade moderna e civilizada foram parar a um caixote do lixo donde não mais se libertarão, tal é a catadupa de misérias, porcarias, nogeiras e demais adjectivos do mais repelente se possam imaginar, a que, em tropel esquizopático todos os dias assistimos.
No fim de contas o único que irá pagar todas as contas será o tristemente célebre sr. Bibi, da não menos famosa Casa Pia conection, porque aos outros: os Hermans, os Cruz, os Pedrosos, os fulanos e beltranos nada acontecerá netse País de impunidade total, mas total mesmo.
segunda-feira, setembro 19, 2005
De volta ao sorrisinho plástico
La direction du PS a approuvé à l'unanimité la candidature de Manuel Maria Carrilho aux municipales de Lisbonne et celle de Francisco Assis à Porto( LE ALOPECSIQUE). Les deux candidatures ont été présentées à la réunion du Secrétariat National par José Sócrates et annoncées aux journalistes par le coordinateur de la Commission Permanente du parti, Jorge Coelho, LE TRAULITEIRÔ.
O Tiquento sorridente
Se calhar o seu plástico sorriso desvaneceu-se com a má criação de que deu francas provas no confronto com o candidato Carmona Rodrigues na televisão.
Pudera!
Tem um mau perder que até aflige. De facto é muito malcriado! Se calhar é dos tiques. Deveria começar a tomar um anti-parkinsónico, porque de outra forma com o passar dos anos, ainda acaba a abanar a tola de tal forma que o mundo lhe deve parecer estar todo a abanar!
Para ir a algum lado, politicamente, e como filósofo que é, deveria aconselhar-se com o verdadeirpo Sócrates, o da GRÉCIA, e não este tontinho autoritário salazarento que temos por cá.
Falo do verdadeiro filósofo, repito,entenda-se.
Com o meu voto não vai lá!, nem que volte a mostrar a sua jovem criancinha ao colinho da sua esbelta esposa, a pedir:
Papá,Papá, Dady. Dady,...quero que sejas Presidente da Câmara....Ah...Ah...Ah...
domingo, setembro 11, 2005
de volta
Olá malta!
Cá estou de volta de umas férias que não serviram para rigorosamente mais nada do que rever uns amigos e vir mais cansado do que quando parti.
De todo o modo, volto com o veneno afiado, a bilis mais esverdeada e ácida e logo para abrir, e a propósito da tragédia de New Orleans, aqui deixo o meu protesto para verberar a imbecil e oligofrénica velha apodrecida Srªa Bush, por mais uma desavergonhada opinião que da sua imunda bocarra mais uma vez saíu com a violência de uma bomba, ao dizer que os pobres negros americanos nada tinham que estranhar pela sua desgraça aquando da tragédia que os atingiu com a passagem do furacão Katrina, porque de facto tendo sido eles sempre uns pobretanas já deviam estar habituados a toda a espécie de infortúnios. E a corroborar a sua imbecilidade temos a prova real na pessoa do seu filhinho cowboy que teima em não assinar o protocolo de Kioto.
domingo, setembro 04, 2005
Ainda as férias
De facto, passo o egoísmo: hoje esteve um dia como já não tinha lembrança.
Ainda vai havendo algo neste país que minore o desgosto de ver o estado aque chegámos.
As curtas férias estão no fim e daqui envio o meu abralo a todos osblogófilos da nossa terra.
sábado, setembro 03, 2005
aviso ao faz tudo
Especialmente para o faz tudo, aqui vai a prova de que, afinal não sou tão tosco como à primeira ele calculava.
Sempre consigo trabalhar com o sistema da caixinha.
Um abraço e até daqui a uns dias.
Sempre consigo trabalhar com o sistema da caixinha.
Um abraço e até daqui a uns dias.
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