sexta-feira, abril 29, 2011

economistas avisam



"Votar no Governo actual é votar na bancarrota"
O economista Álvaro Santos Pereira acredita que votar no actual Governo nas próximas eleições legislativas "é votar na bancarrota, é votar para os nossos filhos emigrarem". "Vão haver consequências muito graves se votarmos no Governo actual. Votar no Governo actual, quando a mim é votar na bancarrota, é votar para os nossos filhos emigrarem, é votar para ter a maior taxa de desemprego dos últimos 90 anos. Votar neste Governo é votar na irresponsabilidades e certamente votar na bancarrota do país", afirmou o economista da universidade canadiana Simon Frasier durante a sua apresentação no evento final do movimento "Mais Sociedade".
De acordo com Álvaro Santos Pereira, as políticas "nos últimos quinze anos, agravaram os problemas da economia nacional" e que Portugal apresenta hoje "os piores indicadores económicos desde 1892, quando Portugal entrou em bancarrota" e que, não fosse o que considera ser a segunda vaga migratória dos últimos 160 anos, Portugal poderia ter uma taxa de desemprego "de cerca de 15 por cento".
Entre os principais problemas da situação nacional estão as "políticas irresponsáveis e irrealistas" e a prática de um "modelo económico errado".
Como tal, é necessário "fazer uma verdadeira consolidação orçamental", algo que não terá sido feito nos últimos anos, uma verdadeira reforma na administração pública, já que o PRACE foi "um fracasso total e um fingimento", combater o endividamento e tornar as contas públicas transparentes.
"O problema das contas públicas portuguesas é que são muito pouco transparentes. UTAO, OCDE, FMI... todos eles reclamam há anos que as contas públicas são pouco transparentes", defende.
Entre as propostas avançadas pelo economista podemos destacar a diminuição rápida da taxa social única, de 23,75 para 13,75 por cento - ou mesmo para 8,75 por cento -, compensado através de um aumento dos impostos sobre o consumo e de redução da despesa e ainda a extinção da possibilidade de recorrer a medidas extraordinárias como modo de diminuir de forma artificial o défice orçamental a cada ano.
"Todas as medidas extraordinárias têm de acabar, nunca mais devem ser utilizadas para disfarçar défices", diz.
Álvaro Santos Pereira defende ainda um corte de 10 por cento das aquisições de bens e serviços de todas as entidades públicas, de 10 e 15 por cento de todas as entidades e organismo não ligados à educação e saúde, baixar a despesa pública para 40 por cento do PIB, a fusão, extinção e redução de 33 a 50 por cento de todas as entidades públicas, a diminuição do número de municípios e de freguesias, e a extinção dos governos civis

quinta-feira, abril 28, 2011

estes tipos estão completamente estúpidos

Não está no programa do PS, mas projecto do TGV mantém-se
15h00m
O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, garantiu, esta quinta-feira, que "não há nenhuma alteração" ao projecto do TGV, que aguarda o visto do Tribunal de Contas, embora o programa eleitoral do PS não faça referência à obra.
Comboio de alta velocidade
"Não aparece nem deixa de aparecer no programa eleitoral. Não sou a pessoa mais indicada para fazer comentários a esse respeito. Não há nenhuma alteração relativamente ao que é do conhecimento público sobre esse projecto [do TGV]", afirmou António Mendonça, em declarações aos jornalistas à margem da inauguração do novo cais de cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos.
Questionado sobre se o projecto do TGV "não caiu", o ministro insistiu que "não há nada de novo que mereça ser dito".
"Não tenho nada de novo a dizer para além do que já é conhecido publicamente sobre os custos os benefícios e a importância para a economia do país de uma obra dessa natureza", frisou.
De acordo com António Mendonça, o contrato do troço de alta velocidade ferroviária Poceirão-Caia "está no Tribunal de Contas (TC) para apreciação em termos do visto prévio", pelo que o Governo aguarda "com toda a serenidade apreciação" que aquele organismo fizer.
António Mendonça referiu ainda que o TC pediu um segundo esclarecimento sobre o processo.

Um homem sem papas na lingua






Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e aprópria sobrevivência da democracia em Portugal, não me pareceexagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dosbandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vósestão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que soudeprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vaiacontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemossaber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro doabismo e já não há possibilidade de escapar.Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é umaverdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Comosabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizemdisparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) eacompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) asituação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientesnão batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada eagora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeiraoperação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executadapelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendasdo poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" quetemos).Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muitolonge disto:1. Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhumresgate. Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano(O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar asportas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que maisninguém quer - senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais). Oraesta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio.Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões emdívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócratessabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim dacorda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.2. Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele nãoentrava cá o FMI. Verdade: Portugal é que tem de se defender destecriminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipadacomo todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spindoctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, sejao do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pelaIrlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussãoentre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).3. Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora deperigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo. Verdade:Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram aver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vãocair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguémsinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicasestão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam paraBruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidadenenhuma? E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam adesconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pelaqual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por termartelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Achamque a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todossabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma éticae honestidade à prova de bala, certo?4. Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise políticadesencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansávelpatriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário. Verdade:É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que nãotinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outroponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumpriras metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamentefeito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peçaessencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem queo PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais. Éimpressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagemlá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essadesinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque criainquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim osmercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que ospreocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumointerno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foramsurpresa para mim, também não o foram para os mercados, que jácontavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobrePortugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses).Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1%no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativaque querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam elesdepois de 6 anos a fazê-lo impunemente).Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não seise isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos. E como é 5ªfeira e estou a ficar irritado só a escrever sobre este assuntotermino por aqui. Se quiserem que eu vá escrevendo mais digam, porqueisto dá muito trabalho.Henrique Medina Carreira.

o campeão doas envios msn acidentais



Veja-se só a lata deste parceiro que nos quer fazer querer que ofendeu o PR acidentalmente


Para repousar a cabeça e esquecer as desgraças que vão por aí.

domingo, abril 24, 2011

ontem o combate de blogs



Ontem foi interessante ouver! estes jovens sensatos expressarem as suas sensatas opiniões sobre o actual (NÃO SIGO O ACORDO ORTOGRÁFICO SUBSERVIENTE), sobretudo os que estão na imagem, não só porque são jovens bonitos, lavados, de cabeça no seu lugar e ideias bem estruturadas.

O terceiro interveniente, que não aparece na imagem, a principio, pareceu-me igualmente informado, até ao momento em que, inquirido sobre se os partidos da dita esquerda: PCP e BE estariam ou não interessados na sobrevivência do País, respondeu que a esquerda não colaborava porque...: e finalmente, ligoui a cassete gasta em 1917, por um lado e defendeu a posição destes partidos com argumentos que ninguém de bom senso e neste momento pode aceitar,.blã...blá bla...bota abaixo...que pena que a esquerda não compreenda que ela é sim a grande responsável pelo infeliz engordar progressivamente perigoso da extrema direita e por toda a parte. É pena que o dr louçã naõ saiba deixar aquele ar de lobo esfaimado e pense finalmente em Portugal e nos Portugueses a quem também cabe uma grande parte da responsabilidade da situação a que chegámos. Basta de imitar a1ª república em versão piorada.

segunda-feira, abril 18, 2011

Meus caros Senhores do combate de blogues-



Com o maior respeito, espero que o Vosso espírito democrático saiba


aceitar uma crítica ainda que possa parecer severa.

Não é , todavia essa a intenção desta mensagem: antes um grito de desepêro e preocupação. Tentei enviar-lhes um comentário, devidamente identificado, mas talvez por não dominar minimamente as tecnologias de comunicação não consegui ver essa minha reflexão na vossa página do face book.

Por isso, aqui lhes deixo o meu comentário/desabafo e também minhas
considerações devidamente pensadas, muito embora sejam já altas horas da

madrugada, mas o meu incómodo era tão insuportável que não consigo dominar

o impulso de lhes enviar estas reflexões que são tão somente fruto do meu


convencimento pela experiência política que tive enquanto estudante


universitário que passou pelos difíceis momentos das crise académicas de


60/62, em que por várias vezes fui encarcerado e acusado de conspirador e




bolchevista...etc.


Mas isso são águas que, como Torga dizia, irão passar muitas vezes por
debaixo da mesma ponte.


Vamos ao que interessa: fiquei espantado por ver

tanto politólogo distinto verberar opiniões sobre isto e aquilo, não sei

bem se por momentos com ironia saudável, se doutra espécie, mas o facto é


que, com tanta sabedoria pergunto-me porque não dão um pouco do vosso


tempo para comentar o que vale pena comentar e reflectir sobre o tanto


que há para reflectir. Já repararam que ninguém tem a coragem de denunciar
a corrupção, o compadrio, as mentiras de um primeiro ministro sem qualquer

qualidade para o ser, de um rol de pessoas que o rodeiam e que o adulam,


como se fosso um Messias, ele que é, de entre todos, um dos grandes


culpados do que se está a passar!



Fui durante muitos anos simpatizante e


votante PS, mas agora com esta gente, nunca mais, Gostaria que não


houvesse ligações a lobies que se auto protegem e levam o barco a este


porto desgraçado. Esses sim deviam ser objecto dos vossos comentadores propondo para essa gente rigorosa punição.


Não desgostei de ver essa bela jovem dizer que talvez A.J. Seguro fosse!...
menos-mal...

Mas o facto é que, os outros partidos também nada contribuem para resolver o assunto. PS e PSD discutem coisas de lana-caprina: quem telefonou a quem! Quem mentiu? Nada que seja importante, antes lenitivos soníferos para desviar a conversa do que na verdade é essencial.


Quanto ao PCP,
liderado por um homem sem dúvida honesto e simpático, tendo nas suas fileiras
gente que tenho na conta de muito honesta, tem depois o reverso

da moeda: vivem em 1917 e nunca hão-de mudar. Por isso nada que proponham

ao excessivo parlamento (há lá gente a mais, mas não querem sair, olha o

tacho! ) cheio de rapaziada sem curriculum que mereça a mínima aceitação.




O BE, esse então, (não consigo resistir) que acho que acolita no seu


seio uma bela colecção de filhos de uma burguesia insofismávelmente bem


instalada e pseudo-esquerdista, que à semelhança do Maio de 68 é dona


politica do deita abaixo( é proibido proibir, como verberava o matraquilho


Sarkozy), sem ter propostas ou soluções, burguesia cripto-fascista


encapotada, e é pena porque lá dentro até há gente inteligente),para a


qual a boca humana é pequena de mais para poder conter mais alguma coisa,


pois está cheia de conversa sobre trabalhadores e outras landonas


estereotipadas...não vale a pena perder tempo. Depois há os outros, dos


outros partidos, com os quais seria fastidioso perder muito tempo com eles. Enfim,


isto é um pais de procuradores da republica, de presidentes disto ou


daquilo, de corruptos impunes, de BPNs, de Varas, de Loureiros etc....uma


tristeza,,, Se fosse católico, que não sou, não hesitaria, em com um


profundo suspiro da minha alma já velha dizer: que Deus nos acuda.


Espero, que respeitem este meu desabado e por favor tornem o vosso


programa um momento sério de discussão desapaixonada.

Viva um Portugal



livre e sem pobreza e injustiças.


Os meus cumprimentos.


quarta-feira, julho 07, 2010

E eu até nem gosto desta senhora, contudo....

Artigo de Clara Ferreira Alves, no Expresso




(POR CLARA FERREIRA ALVES)
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.
Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
Clara Ferreira Alves - "Expresso"

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segunda-feira, julho 05, 2010

um olhar triste sobre o País

Será que alguém vislumbra uma saída para este triste País, tão triste como o olhar mais triste imaginável?

quarta-feira, junho 02, 2010

Noite inesquecível.


Ontem na Fábrica de material de guerra, em Braço de Prata aconteceu jazz.
Após o lançamento de um importante livro documental sobre a história do antigo Sanatório anti-tuberculoso do Caramulo, da autoria do Dr. António José de Barros Veloso, autor consagrado já pela publicação de interessantíssimas obras sobre azulejaria, segui-se um fantástico concerto de jazz a dois pianos, executado de forma empolgante pelo autor e um jovem pianista de grande inspiração.
Uma noite inesquecível

poemas de Alexandre O' Neill


Ontem, num grande hotel de Lisboa foi lançado um fantástico livro de poemas de Alexandre O'Neill, na versão escrita e declamada num um CD com a voz do grande actor Sinde Filipe e música do seu filho Laurent que se aconselha vivamente a descobrir.

segunda-feira, agosto 11, 2008

TGV

A QUEM VAI SERVIR O TGV
A QUEM VAI SERVIR O TGV Isso sim, é importante. Repassem, por favor. Fiquemos atentos e sejamos activos. Trata-se do nosso futuro e dos nossos filhos e netos.



Este é o pensamento político que temos , está em todas:· Estádios de futebol, hoje às moscas,· TGV,· novo aeroporto,· nova ponte,· auto-estradas onde bastavam estradas com bom piso,· etc. etc. A quem na verdade serve tudo isto?

PORTUGUESES, LEIAM AS LINHAS SEGUINTES E PENSEMA QUEM VAI SERVIR O TGV ... 1. AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO, 2. ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E ...CLARO,3. AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA ...OS PORTUGUESES FICARÃO - UMA VEZ MAIS - ENDIVIDADOS DURANTE DÉCADAS
POR CAUSA DE MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA ! ! !
Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.
Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora conhecer a realidade económica e social desses países,Daria comigo a pensar que os nórdicos,emblemáticos pelos superavites orçamentais,seriam mesmo uns tontos.
Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas,· na qualidade do seu Ensino Superior,· nos seus museus e escolas de arte,· nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,· nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.
Percebe-se bem porque não · construíram estádios de futebol desnecessários,· constroem aeroportos em cima de pântanos,· nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais. O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).
É por razões de sensatez que não o encontramos · na Noruega,· na Suécia,· na Holanda· e em muitos outros países ricos.
Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.
Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se: - 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundoque substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma); - mais 1.000 (mil) creches(a 1 milhão de euros cada uma); - mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos(a 1milhão de euros cada um).
E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de eurospara aplicar em muitas outras carênciascomo, por exemplo,na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.
Cabe ao Governo reflectir.
Cabe à Oposição contrapor.

sábado, maio 17, 2008

S/título


Acrílico sobre tela. 1.20x70 cm
Chiotti 2007.
Oferecido pelo autor à S.P.O.
Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

sexta-feira, maio 09, 2008

Balada para elisa- Bill Evans


Balada para Elisa- Bill Evans.
Acrílico sobre tela 80x60 cm
Chiotti/2008
Publicado sob autorização do coleccionador Doutor Pita Negrão


GOSTARIA DE MORRER NAQUELA NOITE

Fernando Chiotte

Ventos do Imaginário16 x 23 cm - 240 págs.
Excerto

Gostaria de Morrer Naquela Noite é um grande título e mais um bom livro de Fernando Chiotte. Provavelmente aquele em que a sua capacidade de ficcionista é tal, que nos leva a pensar que o que lemos mais não é do que tirar esqueletos do armário e acertar contas com a memória.
Em 240 páginas, Fernando Chiotte traça um retrato claro da amizade, dos novos afectos, do romper de outros, de paisagens africanas, das guerras – aquela que viveu e da 2ª Guerra Mundial que vivencia através da memória dos que a viveram, dos ritos judaicos, das leis da sobrevivência, da corrupção, da libertação possível, da destruição que liberta.
Como forma de enquadrar a aventura judaica durante a guerra de 39/45, pinta em curtas mas precisas pinceladas um retrato claro do que foi essa guerra, falando levemente mas de forma definitiva em duas noites tristemente célebres, a das Facas Longas e a de Cristal, degraus significativos do desenvolvimento do ovo da serpente nazi.
Carlos Vieira Reis in Prefácio

quarta-feira, março 12, 2008

Assim vaia a glória da República

(Assim vai a glória da República)

A casa de Sócrates no registo predial, não passa de um simples apartamento.
Na verdade trata-se de uma casa senhorial no coração de Lisboa.
São cincoassoalhadas dum 3º andar no edifício Heron Castilho.
Tem 150 metrosquadrados, avaliados em 800.000 euros, que custaram em Fevereiro de1996,240.000 euros.
Antes vivia num modesto apartamento T2 na calçada Eng. Miguel Pais, em SãoBento.
Na garagem tem um Mercedes C230.
Longe vão os tempos em que conduziaum modesto Rover 111.
Além disto frequenta restaurantes caros e usa fatos de marca.
Como podeSócrates viver como um homem rico, com 82 mil euros brutos (57 mil líquidos)que declarou ao Tribunal Constitucional ganhar por ano?
Diz não terrendimentos de quaisquer empresas, acções ou planos de poupança.
O único património que diz ter é o carro, a casa e ordenado.
Esqueceu-se de dizer que foi sócio da Sovenco?
Sociedade de Venda deCombustíveis Lda., com sede na Reboleira, Amadora, em que está registado namatrícula da sociedade.
No seu site Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, nãoconsta este pormenor.
Segundo fontes, o Ministério Público está a investigar os investimentos governamentais efectuados nas áreas do tratamento de resíduos urbanos, e a sua relação com o financiamento de actividades partidárias, durante operíodo em que José Sócrates exerceu funções governativas (Ministro doAmbiente de António Guterres).
Uma das principais dúvidas recai sobre o processo de adjudicação do concurso
para o sistema da recolha e tratamento de resíduos do Planalto Beirão.
A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis.
A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio deSousa.
Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez.
E porque setenta ele esquecer?
Porque:Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entantorecebeu o prémio do amigo José Sócrates, e agora é ADMINISTRADOR DA CAIXAGERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.
Fátima Felgueiras - andou foragida da Justiça no Brasil dois anos; HOJE ÉELEITA PRESIDENTE DE CAMARA DE FELGUEIRAS, e tem imunidade parlamentar.
Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.
Compreende-se que Sócrates não se queira lembrar.
Que 'ricos' amigos,hein?...
Como é mesmo aquele provérbio?...'
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!
Sócrates já não se lembra...Convém é que o pessoal não se esqueça !!!