
sábado, maio 17, 2008
S/título

sexta-feira, maio 09, 2008
Balada para elisa- Bill Evans

GOSTARIA DE MORRER NAQUELA NOITE
Ventos do Imaginário16 x 23 cm - 240 págs.
Excerto
Gostaria de Morrer Naquela Noite é um grande título e mais um bom livro de Fernando Chiotte. Provavelmente aquele em que a sua capacidade de ficcionista é tal, que nos leva a pensar que o que lemos mais não é do que tirar esqueletos do armário e acertar contas com a memória.
Em 240 páginas, Fernando Chiotte traça um retrato claro da amizade, dos novos afectos, do romper de outros, de paisagens africanas, das guerras – aquela que viveu e da 2ª Guerra Mundial que vivencia através da memória dos que a viveram, dos ritos judaicos, das leis da sobrevivência, da corrupção, da libertação possível, da destruição que liberta.
Como forma de enquadrar a aventura judaica durante a guerra de 39/45, pinta em curtas mas precisas pinceladas um retrato claro do que foi essa guerra, falando levemente mas de forma definitiva em duas noites tristemente célebres, a das Facas Longas e a de Cristal, degraus significativos do desenvolvimento do ovo da serpente nazi.
Carlos Vieira Reis in Prefácio
quarta-feira, março 12, 2008
Assim vaia a glória da República
A casa de Sócrates no registo predial, não passa de um simples apartamento.
Na verdade trata-se de uma casa senhorial no coração de Lisboa.
São cincoassoalhadas dum 3º andar no edifício Heron Castilho.
Tem 150 metrosquadrados, avaliados em 800.000 euros, que custaram em Fevereiro de1996,240.000 euros.
Antes vivia num modesto apartamento T2 na calçada Eng. Miguel Pais, em SãoBento.
Na garagem tem um Mercedes C230.
Longe vão os tempos em que conduziaum modesto Rover 111.
Além disto frequenta restaurantes caros e usa fatos de marca.
Como podeSócrates viver como um homem rico, com 82 mil euros brutos (57 mil líquidos)que declarou ao Tribunal Constitucional ganhar por ano?
Diz não terrendimentos de quaisquer empresas, acções ou planos de poupança.
O único património que diz ter é o carro, a casa e ordenado.
Esqueceu-se de dizer que foi sócio da Sovenco?
Sociedade de Venda deCombustíveis Lda., com sede na Reboleira, Amadora, em que está registado namatrícula da sociedade.
No seu site Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, nãoconsta este pormenor.
Segundo fontes, o Ministério Público está a investigar os investimentos governamentais efectuados nas áreas do tratamento de resíduos urbanos, e a sua relação com o financiamento de actividades partidárias, durante operíodo em que José Sócrates exerceu funções governativas (Ministro doAmbiente de António Guterres).
Uma das principais dúvidas recai sobre o processo de adjudicação do concurso
para o sistema da recolha e tratamento de resíduos do Planalto Beirão.
A Sovenco, criada em 1990, era uma Sociedade de Venda de Combustíveis.
A sua constituição: Armando Vara, Fátima Felgueiras, José Sócrates, Virgílio deSousa.
Sócrates finge, agora, não se lembrar dessa sociedade que fez.
E porque setenta ele esquecer?
Porque:Armando Vara - condenado a 4 anos de prisão (pena suspensa); no entantorecebeu o prémio do amigo José Sócrates, e agora é ADMINISTRADOR DA CAIXAGERAL DE DEPÓSITOS, com 20.000,00 euros por mês, mais extras.
Fátima Felgueiras - andou foragida da Justiça no Brasil dois anos; HOJE ÉELEITA PRESIDENTE DE CAMARA DE FELGUEIRAS, e tem imunidade parlamentar.
Virgílio de Sousa - condenado a prisão por um processo de corrupção no Centro de Exames de Condução de Tábua.
Compreende-se que Sócrates não se queira lembrar.
Que 'ricos' amigos,hein?...
Como é mesmo aquele provérbio?...'
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!
Sócrates já não se lembra...Convém é que o pessoal não se esqueça !!!
segunda-feira, março 10, 2008
E lá vai mais bagunça
Fernando Nogueira: ex- Ministro da Presidência, Justiça e Defesa - Presidente do BCP Angola José de Oliveira e Costa: ex- Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais - Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)
Rui Machete: ex-Ministro dos Assuntos Sociais - Presidente do Conselho Superior do BPN - Presidente do Conselho Executivo da FLAD
Armando Vara: ex-Ministro adjunto do Primeiro Ministro - Vice-Presidente do BCP
Paulo Teixeira Pinto: ex-Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Presidente do BCP - Depois de 3 anos de "trabalho", saiu com 10 milhões de indemnização ! e mais 35.000€ x 15 meses por ano até morrer…)
António Vitorino: ex- Ministro da Presidência e da Defesa- Vice-Presidente da PT Internacional - Presidente da Assembleia Geral do Santander Totta - (e ainda umas "patacas" como comentador RTP)
Celeste Cardona: ex-Ministra da Justiça- Vogal do CA da CGD
José Silveira Godinho: ex-Secretário de Estado das Finanças- Administrador do BES
João de Deus Pinheiro: ex-Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros - Vogal do CA do Banco Privado Português.
Elias da Costa:ex-Secretário de Estado da Construção e Habitação- Vogal do CA do BES
Ferreira do Amaral: ex-Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte) - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato. etc etc etc...
O que é isto ?
- Não, não é a América Latina, nem Angola. É Portugal no esplendor do gamanço e da cunha !
E assim vai este nosso Portugal
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
As Grandes vigarices e os diplpmados de plástico sem um pingo de vergonha

Administrador
Como subir na vida, com pouco trabalho e poucos estudos...
Basta filiar-se no partido... e saber gerir umas amizades promissoras... um bom exemplo de «esforço» e reconhecida dedicação a bem dos seus interesses pessoais!
Armando Vara é uma grande figura da democracia portuguesa.
Foi ele que inventou as matrículas com letra K quando foi secretário de estado, foi ele que inventou a tolerância zero nalgumas estradas assassinas em que o Estado não investiu um chavo, foi ele que esteve envolvido na célebre Fundação para a Prevenção e Segurança e foi ele que Jorge Sampaio obrigou demitir através de um ultimatum a António Guterres, por causa das broncas com a célebre fundação.
O homem fez de morto político e acabou por entrar para administração da Caixa onde antes, muito antes, tinha sido um modesto, mas já ambicioso, empregado de balcão.
Vara é unha com carne com Sócrates e tem um percurso político e académico que parece clonado do primeiro ministro.
Ambos têm uma formação académica de alto gabarito, licenciados na Universidade Independente. E se Sócrates teve o brio de ver a sua licenciatura passada a um domingo, Armando Vara teve a sua licenciatura passada três dias antes de entrar como administrador da Caixa Geral de Depósitos.
Agora está de volta ao sucesso.
E aí está outra vez o transmontano a subir a corda a pulso socialista.
Como tem saber e talento para tanta subida não se sabe, mas que Vara salta bem na dita que ninguém duvide.
Vejam este extracto de uma notícia do Público, ainda deste ano: Ex-professor de Sócrates envolvido no projecto Morais, GEPI e construtora da Covilhã fizeram moradia de Armando Vara 20.04.2007 - 09h03 José António Cerejo , PÚBLICO Armando Vara, quando era secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, recorreu ao director-geral do GEPI (Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações do MAI ) e a engenheiros que dele dependiam para projectar a moradia que construiu perto de Montemor-o--Novo. Para fazer as obras serviu-se de uma empresa e de um grupo ao qual o GEPI adjudicava muitos dos seus concursos públicos.
Com 3500 contos (17.500 euros) o actual administrador da Caixa Geral de Depósitos e licenciado pela Universidade Independente tornou-se dono, em 1998, de 13.700 m2 situados junto a Fazendas de Cortiços, a três quilómetros de Montemor-o-Novo.
Em Março de 1999 requereu à câmara o licenciamento da ampliação e alteração da velha casa ali existente.
Tratava-se de fazer uma casa nova, com 335 m2, a partir de uma quase ruína de 171 m2.
O alvará foi emitido em 2000 e a moradia, que nunca teve grande uso e se encontra praticamente abandonada, ficou pronta meses depois. Já em 2005, Vara celebrou um contrato para a vender a um particular por 240 mil euros, mas o negócio acabou por não se concretizar.
Onde a história perde a banalidade é quando se vê quem projectou e construiu a moradia.
O projecto de arquitectura tem o nome de Ana Morais.
Os projectos de estabilidade e das redes de esgotos e águas foram subscritos por Rui Brás.
Já as instalações eléctricas são da responsabilidade de João Morais.
O alvará da empresa que fez a casa diz que a mesma dá pelo nome de Constrope. A arquitecta Ana Morais era à época casada com António José Morais, o então director do GEPI, que fora assessor de Armando Vara entre Novembro de 1995 e Março de 1996.
Nessa altura, recorde-se, foi nomeado director do GEPI por Armando Vara - cargo em que se manteve até Junho de 2002 - e era professor de quatro das cinco disciplinas que deram a José Sócrates o título de licenciado em Engenharia pela UnI.
O BCP continua no bom caminho como se pode ver.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
A pouca vergonha continua
Alexandra Marques
Em Portugal, os deputados ganham 3708 € de salário-base, o que corresponde a 50% do vencimento do PR. Os subsídios de férias e de Natal são pagos em Junho e em Novembro e têm direito a10% do salário para despesas de representação. Como também lhes são pagos abonos de transporte entre a residência e São Bento uma vez por semana, e por cada des-locação semanal ao círculo de eleição, um deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais 2.000 €, além do ordenado.
De acordo com o "Manual do Deputado", os representantes do povo podem estar no regime de dedicação exclusiva e acumu-larem com o pagamento de direitos de autor, conferências, palestras, cursos breves, etc.
Como o fim da subvenção vitalícia irá abranger somente os deputados eleitos em 2009, os que perfa-çam até ao final da legislatura 12 anos de funções (consecutivos ou intervalados) ainda a recebem, mas com menor valor.
Quem já tinha 12 anos de funções quando a lei entrou em vigor ─ em Outubro de 2005 ─ terá uma subvenção vitalícia de 48% do ordenado base ─ pelo actual valor, quase 1.850 € ─ logo que comple-tar 55 anos.
O Governo acautelou assim a situação de parte dos deputados do PS eleitos em 1995, com a 1ª vi-tória de Guterres, pelo que ao fim de 10 anos de actividade (até 2005) poderão auferir a pensão vita-lícia que corresponde a 40% do vencimento-base ─ 10 anos a multiplicar por 4% do vencimento base auferido quando saiu do Parlamento.
A subvenção é cumulável com a pensão de aposentação ou a de reforma até ao valor do salário ba-se de um ministro que é em 2008 de 4.819,94 €. Os subvencionados beneficiam ainda "do regime de previdência social mais favorável aplicável à Função Pública", diz o documento.
Sócrates recebe pensão vitalícia
José Sócrates tem direito à pensão vitalícia por ter 11 anos de Parlamento. Eleito pela 1ª vez em 1987, esteve 8 anos consecutivos em funções. Secretário de Estado do Ambiente e ministro da pasta nos Governos de Guterres, voltou em Abril de 2002, onde ficou mais 3 anos.
Quem tem e vai ter a subvenção
Almeida Santos (PS), Manuela Ferreira Leite, Manuel Moreira e Eduarda Azevedo (PSD), Narana Coissoró e Miguel Anacoreta Correia (CDS-PP) e Isabel Castro (PEV) já requereram a subvenção vitalícia. Outros 31 deputados, 20 dos quais do PS, poderão pedi-la, pois até ao fim de 2009 perfa-zem 12 anos de mandato, embora só se contabilizem os anos até 2005.
Salário cresceu 77 € num ano
Em 2007, o vencimento-base de um deputado foi 3.631,40 €. Este ano é de 3.707,65 € , segundo a secretaria-geral da AR. Um aumento de 77 €.
Presidir à AR dá direito a casa
O presidente da AR recebe 80% do ordenado do PR ─ 5.810 €. Recebe ainda um abono mensal pa-ra despesas de representação no valor de 40% do respectivo vencimento 2.950 €, o que perfaz 8.760 €. Usufrui de residência oficial e de um veículo para uso pessoal conduzido por um motorista.
10 têm carro com motorista
Ao presidente do CA (José Lello), aos 4 vices-presidentes da AR ─ na actual legislatura, Manuel Alegre (PS), Guilherme Silva (PSD), António Filipe (PCP) e Nuno Melo (CDS-PP) ─ e aos líderes parlamentares é disponibilizado um gabinete pessoal, secretário e automóvel com motorista.
Benesses para a Mesa da AR
Para os 4 vice-presidentes da AR (PS, PSD, CDS e PCP) e para os membros do CA, o abono é de 25% do vencimento 927 €. Os 6 líderes parlamentares e os secretários da Mesa têm de abono 20% do salário: 742 €.
Abono superior ao salário mínimo
Os vice-presidentes parlamentares com um mínimo de 20 deputados (PS e PSD), os presidentes das comissões permanentes e os vice-secretários da mesa têm de abono 15% do vencimento ─ 555 €. Mais 129 € do que o salário mínimo nacional.
Direito a uso e porte de arma
Os governos civis, se solicitados, devem disponibilizar instalações para que os deputados atendam os media ou cidadãos. Os deputados podem transitar livremente pela AR, têm direito a cartão de identificação e passaporte especial e ao direito de uso e porte de arma. Podem também usar, a título gratuito, serviços postais, telecomunicações e redes electrónicas.
Ajudas de custo para os de fora
Quem reside fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro e Amadora recebe 1/3 das ajudas de custo fixadas para os membros do Governo (67,24 €) por cada dia de presença em plenário, comissões ou outras reuniões convocadas pelo presidente da AR e mais 2 dias por semana.
Pára-quedistas ficam a ganhar
Os deputados que residem num círculo diferente daquele por que foram eleitos recebem ajudas de custo, até dois dias por semana, em deslocações que efectuem ao círculo, em trabalho político. Mas também os que, em missão da AR, viajem para fora de Lisboa. No país têm direito a 67,24 € diários ou a 162,36 € por dia se forem em serviço ao estrangeiro.
Viagens pagas todas as semanas
Quando há plenário, a quantia para despesas de transporte é igual ao número de quilómetros de uma ida e volta semanal entre a residência do parlamentar e S. Bento vezes o número de semanas do mês (4 ou 5) multiplicado pelo valor do quilómetro para deslocações em viatura própria. Uma viagem ao Porto são 600 Km, 5 vezes num mês, dá 3.000l. Como o quilómetro é pago a 0,39 €, o abono desse mês é de 1.170 €.
Viver na capital também dá abono
Os deputados que residam nos concelhos de Cascais, Barreiro, Vila Franca de Xira, Sintra, Loures, Oeiras, Seixal, Amadora, Almada e Lisboa recebem também segundo a fórmula anterior. Os quilóme-tros (ida e volta) são multiplicados pelas vezes que esteve em plenário e em comissões, tudo multi-plicado por 0,39 €.
Ir às ilhas com bilhetes pagos
A resolução 57/2004 em vigor, de acordo com a secretaria-geral da AR, estipula que os eleitos pelas regiões autonómas recebem o valor de uma viagem aérea semanal (ida e volta) na classe mais ele-vada entre o aeroporto e Lisboa, mais o valor da distância do aeroporto à residência. Por exemplo, 512 € (tarifa da TAP para o Funchal com taxas) multiplicados por 4 ou 5o semanas, ou seja, 2.048 €. Mais o número de quilómetros (30, por exemplo) de casa ao aeroporto a dobrar (por ser ida e volta) multiplicado pelas mesmas 4 (ou 5) semanas do mês, e a soma é multiplicada por 0,39 €, o que dá 936 €. Ao todo 2980 €.
Deslocações em trabalho à parte
Ao salário-base, ajudas de custo, abono de transporte mensal há ainda a somar os montantes pela deslocação semanal em trabalho político ao círculo eleitoral pelo qual se foi eleito. Os deputados eleitos por Bragança ou Vila Real são os mais abonados.
Almoço a menos de cinco €
Os deputados e assessores que transitoriamente trabalham para os grupos parlamentares pagam 4,65 € de almoço, que inclui sopa, prato principal, sobremesa ou fruta. E salada à discrição. Um aumento de 0,10 € desde 2006. Nos bares, um café custa 0,25 €, uma garrafa de 1,5 l de água mineral 0,33 € e uma sandes de queijo 0,45 €.
Imunidade face à lei da Justiça
Não responde civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitir em funções e por causa delas. Não pode ser detido ou preso sem autorização da AR, salvo por crime punível com pena de prisão superior a 3 anos e em flagrante delito. Indiciado por despacho de pronúncia ou equi-valente, a AR decidirá se deve ou não ser suspenso para acompanhar o processo. Não pode, sem autorização da AR, ser jurado, perito ou testemunha nem ser ouvido como declarante nem como arguido, excepto neste caso quando preso em flagrante delito ou suspeito do crime a que correspon-de pena superior a 3 anos.
Justificações para substituição
Doença prolongada, licença por maternidade ou paternidade; seguimento de processo judicial ou outro invocado na Comissão de Ética, e considerado justificado.
Suspensão pode ir até dez meses
Pedida à Comissão de Ética, deve ser inferior a 50 dias por sessão legislativa e a 10 meses por legislatura. Um autarca a tempo inteiro ou a meio tempo só pode suspender o mandato por menos de 180 dias.
Remuneração não é indicada como incentivo
O que valorizam nos direitos laborais que possuem e o que menos gostam na função. Foi esta a questão colocada pelo JN a 5 jovens deputados. Todos, à excepção do representante do PCP, refe-rem que a remuneração não é o que mais valorizam e reclamam mais condições de trabalho. Há até quem não se importe de não ter telemóvel pago, mas desejar um assessor jurídico. Só Miguel Tiago diz que os deputados têm todos os meios adequados, incluindo agenda electrónica e computador portátil, e "um estatuto remuneratório privilegiado, muito superior ao salário médio nacional".
Marcos Sá PS
Tem 31 anos, nasceu em Braga onde viveu até aos 18 anos, pertence aos quadros do departamento de Comunicação da EPAL e é deputado desde 2005. Pai de um bebé de 18 meses, afirma que o mais agradável nas condições laborais associadas ao cargo é a flexibilidade de horários. "Posso ir pôr o meu filho ao infantário e depois ir trabalhar, sem estar preocupado com os horários de entra-da", refere. Para este minhoto, o mais entediante na função são as representações institucionais, o que significa representar o grupo parlamentar em cerimónias de Estado. "O protocolo é algo que não suporto e normalmente tenho tendência a furá-lo!", diz. Quando deixar o Parlamento, tenciona regressar ao anterior lugar na empresa pública.
José Eduardo Martins PSD
Com 38 anos, há 16 inscrito na Ordem dos Advogados, este social-democrata nascido em Viana do Castelo, entrou para o Parlamento em 1999. Secretário de Estado do Ambiente do Governo de San-tana Lopes, refere que sempre ganhou muito mais dinheiro fora da política. Refuta por isso a motiva-ção pecuniária da função. "A remuneração não é de todo interessante", afirma, acrescentando que apesar de os pais viverem em Viana, a sua morada é em Lisboa, pelo que não tem direito ao abono de transporte. Além disso, não toca no salário do Parlamento, porque não sabe o dia de amanhã. Diz ainda que o tempo de férias é similar ao dos juízes e os horários apertados. A compensação está em poder apresentar iniciativas legislativas e questionar o Governo sobre as matérias que lhe interes-sam. Um privilégio!
Miguel Tiago PCP
Em 2005, acabou o curso de Geologia e foi eleito deputado. Tem 28 anos e foi o único inquirido a admitir que nenhum deputado se pode queixar do estatuto remuneratório. Apesar de os comunistas eleitos para cargos públicos auferirem o que ganhariam se exercessem a sua profissão ─ neste ca-so, técnico superior ─ e o restante ser entregue ao partido. A fórmula também se aplica ao abono de transporte. A diferença entre o montante de quilómetros pago pelo Parlamento e os que são feitos é entregue ao PCP. "O princípio é o deputado não ser prejudicado nem beneficiado por exercer o car-go", justifica. Refere ainda que "há todas as condições e meios para cumprir a função". As reuniões de carácter institucional e administrativo são as que mais o aborrecem. Ou seja, as formalidades inerentes.
Pedro Mota Soares CDS-PP
Deputado centrista desde 1999, 34 anos, é membro de duas comissões parlamentares. Questionado sobre o que mais valoriza, esclarece que "ser deputado não é uma profissão, mas um cargo. Não se é deputado, está-se deputado". Trata-se de uma função transitória, já se sabe e segundo diz "o mais importante não é o estatuto remuneratório", mas "a satisfação política de lutar por aquilo em que se acredita e, por vezes, ganhar", como aconteceu, aponta, com a anulação do pagamento da doação fiscal entre pais e filhos e do aumento da pensão de reforma mensalmente, em que o Governo re-cuou. "Frustação" é o que sente quando a pretensão fica aquém do esperado. Em termos pessoais, realça os horários tardios do Parlamento "Levanto-me cedo e às 9 horas já estou na minha secretá-ria".
Ana Drago BE
Sentou-se no hemiciclo pela primeira vez em 2002 e, como o BE tem um regime de rotação de depu-tados, não sabe ao certo quanto tempo de mandato já tem. Com 32 anos, alega que os bloquistas não podem dizer se dão uma parte do salário ao partido. Obrigados não o são, mas podem dar um contributo todos os meses. O que mais aprecia? "Não há qualquer privilégio laboral", responde. "Um deputado não pode tirar férias a meio do ano, porque tem de estar presente nos plenários e nas comissões e a flexibilidade de horários é estar sempre disponível", nota. Satisfação retira do projecto político em que está envolvida. E aponta "a burocracia parlamentar, a preparação de algumas reu-niões e alguns debates menos interessantes" como aquilo que menos a entusiasma.
terça-feira, janeiro 08, 2008
A prepotência, a hipocrisia e o posso quero e mando...

segunda-feira, janeiro 07, 2008
Grande engenheiro
Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolas primárias, mas oferecemos um estádio à Palestina.
quarta-feira, outubro 24, 2007
C.G.D a benemérita
ou o Socialismo Moderno
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes maismodestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição
bancária.A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, porreafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço/qualidade em toda a gama de prestação de serviços,
incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo parágrafo sobre racionalização e
eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado coma informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissãode despesas demanutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio
superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicaçõesfinanceiras associadas à respectiva conta. Ora sucede que muitascontas da CGD, designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal. É o caso de um reformado por invalidez e
quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de EUR243,45 - quepara ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros ecinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.
Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses quevivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar
despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrirpara acolher a sua miséria. O mais escandaloso é que seja justamente
uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e
Roman" color=red>que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com
Roman" color=red>«obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem malconsegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos. É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe
chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. Esta é a face brutal do capitalismoselvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola
paga taxa. Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquíciode decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eisos administradores de sucesso.Medita e divulga. . .
Mas divulga mesmo por favor
Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que nos atira para a miserabilidade social.New Roman" color=red size=4>Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e rádios....Porque será???
quarta-feira, outubro 10, 2007
segunda-feira, julho 30, 2007
Sócrates"" o pequeno Salazar"
maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à autarquia se ter afastado do governo e do
partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único
senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro
aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.
A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar
para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua
própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram
alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros
afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram
promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar
dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas
empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho
emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o
socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-
se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente
aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os
grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar
parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual
pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e
repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário
contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação
budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público
esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar,
apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais
do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa,
distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os
disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação
estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da
maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos,
perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-
gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou
realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas
fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de
semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.
Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.
Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma
máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de
propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de
identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na
«A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas
maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à autarquia se ter afastado do governo e do
partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único
senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro
aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.
A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar
para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua
própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram
alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros
afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram
promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar
dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas
empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho
emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o
socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-
se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente
aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os
grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar
parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual
pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e
repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário
contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação
budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público
esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar,
apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais
do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa,
distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os
disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação
estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da
maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos,
perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-
gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou
realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas
fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de
semelhante se repetirá.
Oestilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.
Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende
saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.
Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma
máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de
propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de
identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no
processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu
em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já
de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a
tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser
onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas
conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos
fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição
à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a
benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria
dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa
eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos
dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter
durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da
oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de
carinho dos portugueses pela liberdade.» [Público
António Barreto faz o retrato de Sócrates
segunda-feira, julho 02, 2007

Não resisto a fazer passar este interessante documento.
O "Paladino" das Obras Públicas (e de algumas privadas...)É só "piratagem"...
Há interesse em pessoas que evitem abusos, mas não por um preço tão elevado !!!
ALEM DO QUE AQUI ESTÁ AINDA TEMOS QUE AGRADECER A ESTE GABIRU OS 3 MILHÕES QUE O TÚNEL CUSTOU A MAIS POR CAUSA DA PROVIDÊNCIA CAUTELAR QUE ELE INTERPÔS EM NOME DO POVO MAS QUE NINGUÉM LHE ENCOMENDOU!!!
José Sá Fernandes, um malandrim na Câmara de Lisboa
SABIAM QUE este marmanjão custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês?
Pois é, para sustentar o tráfico de influências desta besta quadrada andamos a pagar do nosso bolso a onze parasitas, entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo -- tudo a recibo verde.
"O Zé faz falta!" -- Faz? Claro que sim: faz a maior falta a estas 11 encomendas!
Se não vejamos:
CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOASNome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros) Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530 ,00 Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%) Renovação - 1.730,00Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
DIVULGUEM ESTE MAIL PORQUE O ZÉ mais estes Zezinhos e estas Zezinhas só fazem falta à pata que os pôs!
E não se esqueçam de que este gabiru é vereador sem pelouro -- imaginem se alguma vez chegar a ter um!...
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top
sábado, junho 09, 2007

Viagem, ao deserto a convite de um cómico de não sei quê
Caros Amigos,
A pedido do cómico Mário Lino –"entertainer" de almoços e de convívios de autarcas do Oeste - um amigo meu está a organizar, para um dos próximos sábados, um passeio ao Oásis Alcochete.
A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas - à Sé - de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.
A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas.
O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"!
Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.
ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, Mui Digno Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que deveremos aproveitar as que temos, enquanto ainda estão de pé.
Conto convosco para esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo!
MUITA ATENÇÃO: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir a qualquer das seguintes palavras: "diploma", "curso", "Independente", "engenheiro", "fax" e "inglês técnico".
PS - Lamento informar, mas só estão disponíveis dromedários (1 bossa). Segundo o humorista Mário Lino, os camelos andam por aí à solta...
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terça-feira, maio 22, 2007
Carta a um presidente da comissão de ètica da A.R. que é surdo como uma porta ou lhe convém
Da Comissão de Ética
Da Assembleia da República
Deputado José Correia
Santarém, 16 de Abril de 2007
N/Ref.
Desculpe-me antecipadamente V.Ex.ª vir incomodá-lo como um problema aparentemente sem importância, uma espécie de barba mal feita, e que sendo um problema formal me dirija a V.Exª com tão pouca formalidade.
Imagine um sapato de verniz com uma pequena esfoliação no calcanhar. É esse o problema que venho expôr. O sapato sou eu, e presidente da câmara de Santarém é sapato gasto, endividado e sem grande margem de manobra para lhes reforçar os contrafortes ou deitar-lhes meias solas. O verniz uma deputada vossa, agora ilustre secretária de Estado e que responde pela graça de D.Idália Moniz.
Aliás, deve dizer em nome da arte de fazer política, que a senhora D.Idália foi excelsa vereadora desta autarquia e contribuiu alegremente para a ruína do meu sapato. Vereadora da cultura, diga-se, cargo que ocupou com grande zelo e discrição até ao dia que um chamamento divino lhe revelou a sua vocação para a Reabilitação e foi reabilitar para o governo.
Até aqui nada a apontar. Sei que são poucos os chamados mas raros os escolhidos. D. Idália respondeu ao chamamento e aceitou o apelo divino e eis que aí está para nosso grande conforto a secretariar o Estado com grande determinação e loquacidade.
Feita a apresentação, devo agora pedir o esclarecimento que, por não saber mais a quem me dirigir, submeto a V.Exª.
A nossa respeitável Secretária de Estado vive no concelho de Santarém e bastas vezes intervém aqui de forma pública. Até é deputada municipal, coisa que diga-se de passagem pouco frequenta. Confesso que me dá algum prazer vê-la por cá pois que até gosto da senhora e pessoalmente acho-a gentil e afectuosa.
Mas é raro encontrar a pessoa de quem gosto. Apresenta-se invariavelmente a Secretária de Estado, austero, divina. Bom, eu disse divina e com alguma base de convicção. É que a senhora passa por cima, julgo eu, das leis da República, e impõe de forma categórica a sua presença qual Diana enviada para caçar em nome de Zeus.
Chegados aqui, chegamos ao sapato e ao verniz. A Lei nº 40/2006 de 25 de Agosto, sobre o Protocolo do Estado, garante no seu artº 31 que no seu concelho, o presidente da câmara tem estatuto de ministro para as cerimónias públicas que aqui ocorrem. Mas a senhora no seu furor de secretariar o Estado, sobretudo em juntas de freguesia da sua cor política, teima que não (até já levei um raspanete por ter ousado dizer que era de outra forma), e que não, e porta-se como rainha a quem todos têm de prestar alvíssaras.
Pessoalmente não sou pessoa para me incomodar esta leitura napoleónica do poder. Quer presidir? Presida. Quer aspergir-nos a todos com a sua sabedoria reabilitada? Baixo a minha humilde careca perante o brilho solar que irradia da sua figura.
Mas também percebi que estas entradas de leão com saídas de deusa trazem água no bico. No meu entendimento violam a lei. Uma lei da República publicada durante o augusto governo a que pertence a augusta personagem. E das duas, uma. Ou a senhora Secretária de Estado não conhece a lei e é coisa grave. Ou conhecendo-a, não lhe liga puto, o que não é menos grave. A verdade é que tudo isto, sob a aparência de servir o Estado tem outras consignações. Reorganizar o seu partido desfeito com a última derrota eleitoral, amesquinhar o presidente da Câmara de Santarém, usar um bom sapato de verniz à custa dos sapatos remendões do desgraçado autarca crivado com as dívidas que a augusta personagem ajudou a construir.
Já percebeu V.Exª que esta carta não serve para repor honras espezinhadas porque a pessoa do presidente da Câmara, cuja vida é ser escritor, até se diverte e vai registando para memória futura estas atitudes que Eça de Queirós gostaria de ter conhecido. Mas o presidente da Câmara de Santarém não acha graça a que se violem leis da República, até porque é um dos seus garantes, e também não consegue aplaudir, como a pessoa do presidente aplaude, estas manifestações corriqueiras, narcísicas e petulantes de exercer o poder. Secretariar o Estado, na minha modesta opinião, não passa por este folclore de vaidades onde se esgotam personagens para melhores palcos.
Em Dezembro escrevi à senhora Secretária de Estado explicando-lha a lei que a sua maioria aprovou. Não ligou e acho que fez bem. Como pode senhora tão sobrecarregada com a arte de reabilitar preocupar-se com o afã de um presidente de câmara zeloso por fazer cumprir uma lei da República? Voltou à carga. E assim, aqui estou a pedir esclarecimentos a V.Exª.
O Artº 31º da Lei 40/2008 está revogado?
O Artº 31º não se aplica a Secretários de Estado que vivem no concelho?
O artº 31º é só para fazer de conta?
Esta pergunta é apenas para confirmar porque, quando aqui esteve Sua Excelência o Senhor Presidente da República, percebi que o Protocolo de Estado se cumpre.
Existe alguma legislação especial para o caso da Secretária de Estado da Reabilitação?
Estou enganado na interpretação da lei?
Ajude-me V.Exª. Sei que tenho os sapatos sujos e rotos, sem dinheiro para os mandar consertar e é sempre com alegria que vejo os sapatos de verniz da nossa augusta governante. Mas não sei se devo aceitar que me espezinhe. Se for em nome da República e como ajuda a resolver o défice, eu próprio me oferecerei para servir de passadeira, deixando que os brilhantes saltos se cravem nas minhas costas. Se é um mero exercício de vaidade pessoal, pesporrência política e orgulho narcísico, tenho mais que fazer do que aturar esta procissão de vaidades.
Ajude-me a esclarecer esta dúvida existencial. Se para mim a República é um bem absoluto, também é verdade que reconheço que perante esta enviada dos deuses haja bens terrenos que têm se ser sacrificados e disponho-me já a ser mártir da República para servir o verniz da senhora Secretária de Estado.
Creia-me com consideração
(Francisco Moita Flores)
PS: Como este conflito de vãs vaidades é suculento e é revelador de uma moral política extraordinária, informo V.Exª que darei voz pública à carta que vos envio, assim como à carta que em Dezembro enviei à senhora Secretária de Estado.
carta de Moita Flores para uma descarada
Secretária de Estado da Reabilitação
D.Idália Moniz
Depois do nosso encontro em Amiais de Baixo, no passado dia 16, e do sibilino conselho que V.Exª me murmurou na hora da despedida, acorri apressado, num misto de ansiedade e desvanecimento, à procura da Lei do Protocolo de Estado. Não era caso para menos. Eu ousara declarar que, por gentileza, deixava V.Exª fechar a sessão em que nos encontrávamos e era óbvio o meu gesto cavalheiro pois pertencia ao Presidente da Câmara Municipal de Santarém. Mas depois do discreto e merecido raspanete, reconheço que saí de Amiais com o coração em sobressalto, coração apertado de penitências, voz embargada de vergonha pois, mais uma vez, este ‘Presidente atípico’ como V.Exª certeiramente me catalogou depois de uma das minhas ‘gaffes’ à entrada, teria terminado em glória com mais ‘atipicidade’ à saída.
Sobravam-me quilómetros até ao canto onde arrumo, com cautela de santuário, as leis do Estado. Era grande a aflição, confesso, e saltei sobre a invocada, bem impressa no nosso ilustradíssimo Diário da República e li. Ou melhor, reli pois que fizera em tão precioso documento uma lavadela de olhos logo quando fora publicada.
Soaram-me sinos nos sentidos. A nossa bem amada Lei nº 40/2006 de 25 de Agosto mostrava, num formalíssimo e severíssimo protocolo who is who a galeria social do Estado. E lá estava, logo a abrir a primeira decepção. Os nossos tão aplaudidos Secretários de Estado remetidos para uma ignóbil 20ª posição e os Presidentes de Câmara atirados confortavelmente para o 41º lugar da tabela de classificação por pontos. E digo confortavelmente, pois é posição que permite a autarca menos escrupuloso com as formalidades do Estado, sair discretamente durante uma cerimónia enfadonha e ir até ao jardim fumar o seu cigarrito e tornar a entrar para o seu discreto 41º lugar sem que alguém dê pela sua falta.
Ora dizia eu que reli a lei e a minha alma exultou. Não me espalhara outra vez. V.Exª sabe, muitos dos meus amigos chamam-me a atenção, e com razão, para o facto de eu entender o Protocolo de Estado como um problema de sapato e de verniz. E se me aplaudem por dar muita importância ao sapato, não deixam de reparar que me preocupo pouco com o verniz. Reconheço que sou filho de más leituras. A severidade de Camilo ou de Eça para o excesso de verniz da classe política, pouco preocupada com o feitio do sapato, foi herança que me desnorteou os cromossomas e bem me penitencio de tanta distracção. Mas enfim! Agora que reli fico com a consoladora certeza que, por esta vez, em terras de Amiais de Baixo, este vosso humilde servo foi, não só gentil, mas respeitador da Lei do Verniz. É que existe um maçador artº 31, nº 1, que coloca, no seu município, o presidente da câmara numa posição que diria, tonitruante. Preside a tudo, Santo Deus! E só lhe ganha a palma Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro Ministro e, se for fora dos Paços do Concelho, qualquer ministro. Nem uma palavra para Secretários de Estado! Nem um mero afago, um simples carinho. Nada!
Se cominarmos esse antipático artº 31 com o pretensioso artº 33 , então Secretário de Estado tem lugar depois dos nossos bons Presidentes de Junta tomarem assento. Uma injustiça, afirmo eu. Um verdadeiro agravo à brilhante sonoridade que justamente submete quem ouve o título de Secretário de Estado. Não fosse V.Exª uma brilhante Secretária de Estado e não desistiria de a exortar a mobilizar os seus colegas de titulatura para greve reivindicativa contra si própria, ou melhor dizendo, contra o seu inestimável governo.
Não posso dissertar mais sobre esta matéria porque uma outra inquietação me assalta. A minha primeira leitura, e a recente leitura, da Lei do Verniz associada ao discreto raspanete que V.Exª me pregou, com elegância é certo, me conduz a uma terrível descoberta: V.Exª não conhece as leis produzidas pela Assembleia da República que a elegeu! Que fez de V.Exª competente Secretária de Estado! Que deu a V.Exª o rápido brilho que tantos camaradas seus procuram em vão há tanto tempo!
Já se percebeu, com certeza que V.Exª percebeu, que sendo o actual Presidente de Câmara Municipal de Santarém, pessoa pouco dada a essas sublimidades mundanas que não vou fazer do meu obscuro, mas rigoroso, conhecimento da Lei do Verniz uma bandeira de luta pelo bem do nosso concelho. Nem tão pouco essa Lei resolverá o buraco financeiro que o executivo camarário, que teve a honrosa presença de V.Exª, deixou aos vindouros como herança. E para continuar a ser elegante, afasto como se afasta Belzebu, a flatulenta ideia de enviar a um Secretário de Estado cópia da Lei do seu mandato só pelo reles motivo de a desconhecer.
Eu até acho bem que os Secretários de Estado desconheçam as leis que produzem os seus governos e parlamentos. Deixa-lhes o espírito mais livre para as grandiosas tarefas que quotidianamente carregam sobre os ombros, nomeadamente para algum verniz nos gestos e actos.. E V. Exª com uma Secretaria de Estado tão difícil, que obriga a produção de sapato em abundância faz bem em deixar a minudência do verniz para um pobre autarca.
Por esta mesma razão, venho informar V.Exª que a partir de agora vou encarregar-me dessa vulgaridade que os meus amigos me censuram de desleixar. Produza V.Exª os sapatos que do verniz tratarei com gosto e prazer em servi-la.
Confesso que é sacrifício. Sacrifício pessoal, entenda-se. Prefiro mil vezes ver um Secretário de Estado a adornar uma bela mesa, enfeitada de apoiantes e profissionais da política, com um apontamento de flores no centro, uns quantos pacotes de manteiga, mais alguns salgados a condizer, e gravatas distintas, soberbas, do que ser forçado a impor o meu rebelde temperamento a tão augustas personagens, incluindo o pacote de manteiga. Mas se nada valho entre estrelas, querubins e safiras, tenho certeza certa que o Presidente da Câmara Municipal de Santarém, cidade e concelho de prestígio, vai definitivamente ocupar o lugar a que tem direito, por respeito ao augusto Governo de V.Exª e informar os Presidentes de Junta das suas responsabilidades formais. Com grande desgosto meu. Mas seguramente aliviando V.Exª do pesado fardo dos protocolos que desconhece mas com bom proveito para o nobre ofício de secretariar o Estado.
Creia-me com amizade bem disposta e consideração alegre
Com os melhores cumprimentos
O Cidadão
(Francisco Moita Flores)
quinta-feira, maio 10, 2007
Um outro falso doutor. É fartar vilanagem

O novo salarzarzinho
sexta-feira, maio 04, 2007
Ele explica, explica, mas não explica nada! Só Aldrabice atrás de aldrabice
basta ter um amigo do peito......
São todos bons rapazes......................
Perde 5 minutos e lê tudo ate ao fim.
E vês o que é a podridão, descaramento e mentira dos nossos políticos.
O Professor que Sócrates não conhecia, não conheceu, nem que ouvir falar ; a bem da nação, chama-se António José Morais e é Engenheiro a sério;daqueles reconhecidos pela Ordem (não é uma espécie de Engenheiro, comodiriam os Gatos Bem Cheirosos ).
O António José Morais é primo em primeiro grau da Dr.ª Edite Estrela.
É umtransmontano tal como a prima que também é uma grande amiga do Eng. Sócrates. Também é amigo de outro transmontano, também licenciado pela INDEPENDENTE : o DR. Armando Vara , antigo caixa da Caixa Geral de Depósitos e actualmente Administrador da Caixa Geral de Depósitos, grande amigo do Eng. Sócrates e da Drª Edite Estrela.
O Eng. Morais trabalhou no prestigiado LNEC (Laboratório Nacional de EngenhariaCivil), só que. devido ao seu elevado empreendedorismo, canalizava trabalhos destinados ao LNEC para uma empresa em que era parte interessada.
Um dia, foi convidado a sair pela sua infeliz conduta.
Trabalhou para outras empresas, entre as quais a HIDROPROJECTO, e, pelas mesmas razões foi convidado a sair.
Nesta sua fase de consultor de reconhecido mérito trabalhou para a Câmara da Covilhã, aonde vendeu serviços requisitados pelo técnico Eng. Sócrates.
Daí nasce uma amizade.
É desta amizade entre o Eng.º da Covilhã e o Eng. Consultor que se dá a apresentação do Eng. Sócrates à Dr.ª Edite Estrela, proeminente deputada e dirigente do Partido Socialista.
E assim começa a fulgurante ascensão do Eng. Sócrates no Partido Socialista de Lisboa, apadrinhada pela famosa Drª Edite Estrela, ainda hoje um vulto extremamente influente no núcleo duro do líder socialista.
À ambição legitima do político Sócrates era importante acrescentar a licenciatura.
Assim, o Eng. Morais, já professor do prestigiado ISEL ( Instituto Superior deEngenharia de Lisboa ), passa a contar, naquela Universidade, com um prestigiado aluno - José Sócrates Pinto de Sousa, afinal, um simples bacharel .
O Eng. Morais, demasiado envolvido noutros projectos, faltava amiúdes vezes às aulas e naturalmente foi convidado a sair daquela docência.
Homem de grande espírito de iniciativa, rapidamente colocou-se na Universidade·Independente.
Aí, o seu amigo bacharel José Sócrates, imensamente absorvido na política e na governação seguiu-o, "porque aquela era a escola mais perto do ISEL que encontrou".
E assim se licenciou, tendo como professor da maioria das cadeiras (logo quatro) o desconhecido mas exigente Eng. Morais e, ultrapassando todas as dificuldades, conseguindo ser ao mesmo tempo Secretário de Estado e trabalhador estudante, licencia-se, e passa a ser Engenheiro, à revelia da maçadora Ordem dos Engenheiros, que segundo consta é quem diz quem é Engenheiro ou não, sobrepondo-se completamento ao Ministério que tutela o ensino superior.(Essa também não é muito entendivel; se é a Ordem que determina quem tem aptidão para ser Engenheiro, devia ser a Ordem a aprovar os Cursos de Engenharia; La Palisse diria assim)
Eis que licenciado, o governante há que retribuir o esforço do HIPER MEGAPROFESSOR, que com o sacrifício do seu próprio descanso deve ter dado aulas e orientado o aluno a horas fora de normal, já que a ocupação de Secretáriode Estado é normalmente absorvente.
E ASSIM FOI:O amigo Vara , também secretário da Administração Interna coloca o Eng.Morais como Director Geral no GEPI , um organismo daquele Ministério.
O Eng. Morais, um homem cheio de iniciativa, teve de ser demitido devido a adjudicações de obras não muito consonantes com a lei e outras trapalhadas na Fundação de Prevenção e Segurança fundada pelo Secretário de Estado, Vara. (lembram-se que foi por causa dessa famigerada Fundação que o Eng.Guterres foi obrigado a demitir o já ministro Vara (pressões do Presidente Sampaio), o que levou ao corte de relações do DR. Vara com o DR. Sampaio -consta-se até que o DR. Vara nutre pelo ex-Presidente um ódio de estimação.
O Eng. Guterres farto que estava do Partido Socialista (porque é um homem de bem, acima de qualquer suspeita, integro e patriota), aproveita a derrota nas autárquicas e dá uma bofetada de luva branca no Partido Socialista e manda-os todos para o desemprego.
Segue-se o DR. Durão Barroso e o DR. Santana Lopes que não se distinguem em praticamente nada de positivo e assim volta o Partido Socialista comandado pelo Eng. Sócrates E GANHA AS ELEIÇÕES COM MAIORIA ABSOLUTA.
Eis que, amigo do seu amigo, amigo é, e vamos dar mais uma oportunidade ao Morais, que o tipo não é para brincadeiras.
E o Eng. Morais é nomeado Presidente do Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Justiça.
O Eng. Morais, homem sensível e de coração grande, tomba de amores por uma cidadã brasileira que era empregada num restaurante no Centro Comercial Colombo.E como a paixão obnubila a mente e trai a razão, nomeia a "brasuca "Directora de Logística dum organismo por ele tutelado a ganhar 1600 € por mês (lembram-se). Claro que ia dar chatice, porque as habilitaçõesliterárias (outra vez as malfadadas habilitações) da pequena começaram a ser questionadas pelo pessoal que por lá circulava.
Daí a ser publicado no " 24 HORAS" foi um ápice.
E ASSIM lá foi o apaixonado Eng. Morais despedido outra vez.
TIREM AS VOSSAS CONCLUSÕES


