segunda-feira, julho 30, 2007

Sócrates"" o pequeno Salazar"

«A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas
maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à autarquia se ter afastado do governo e do
partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único
senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro
aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.
A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar
para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua
própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram
alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros
afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram
promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar
dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas
empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho
emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o
socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-
se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente
aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os
grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar
parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual
pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e
repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário
contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação
budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público
esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar,
apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais
do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa,
distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os
disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação
estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da
maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos,
perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-
gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou
realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas
fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de
semelhante se repetirá.
O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.
Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.
Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma
máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de
propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de
identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na
«A saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas
maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam.
Entre estes, está o facto de o candidato à autarquia se ter afastado do governo e do
partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único
senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro
aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal.
A ponto de, com zelo, se exceder: prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar
para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua
própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos.
Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram
alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros
afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram
promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar
dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas
empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta.
Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho
emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o
socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão.
Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-
se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente
aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os
grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar
parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual
pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e
repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário
contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação
budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público
esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar,
apanhou a onda.
Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais
do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa,
distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os
disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação
estatística de Mário Lino são pura diversão. E não se pense que a irrelevância da
maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos,
perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-
gerais. Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou
realmente. Mas tratava-se, politicamente, de questão menor. Percebeu que as suas
fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de
semelhante se repetirá.
Oestilo de Sócrates consolida-se. Autoritário. Crispado. Despótico. Irritado. Enervado.
Detesta ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas. Pretende
saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Deseja ter tudo quanto vive sob controlo.
Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma
máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de
propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de
identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no
processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu
em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já
de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a
tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser
onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas
conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos
fundos e às autorizações.
Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição
à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a
benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria
dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa
eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos
dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter
durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da
oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de
carinho dos portugueses pela liberdade.» [
Público
António Barreto faz o retrato de Sócrates









segunda-feira, julho 02, 2007



Não resisto a fazer passar este interessante documento.

O "Paladino" das Obras Públicas (e de algumas privadas...)É só "piratagem"...


Há interesse em pessoas que evitem abusos, mas não por um preço tão elevado !!!




ALEM DO QUE AQUI ESTÁ AINDA TEMOS QUE AGRADECER A ESTE GABIRU OS 3 MILHÕES QUE O TÚNEL CUSTOU A MAIS POR CAUSA DA PROVIDÊNCIA CAUTELAR QUE ELE INTERPÔS EM NOME DO POVO MAS QUE NINGUÉM LHE ENCOMENDOU!!!

José Sá Fernandes, um malandrim na Câmara de Lisboa
SABIAM QUE este marmanjão custa ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa 20 880 euros por mês?
Pois é, para sustentar o tráfico de influências desta besta quadrada andamos a pagar do nosso bolso a onze parasitas, entre eles nove assessores técnicos, uma secretária e um coordenador de gabinete, além de um motorista para o vereador, um motorista para o gabinete e um contínuo -- tudo a recibo verde.
"O Zé faz falta!" -- Faz? Claro que sim: faz a maior falta a estas 11 encomendas!
Se não vejamos:
CONTRATO PRESTAÇÃO SERVIÇOS - 11 PESSOASNome - Função/Origem/Contrato - Categoria/Vencimento (euros) Alberto José de Castro Nunes - Assessor (50%) Renovação - 1.530 ,00 Ana Rita Teles do Patrocínio Silva - Secretária (100%) Renovação - 2.000.00António Maria Fontes da Cruz Braga - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00Bernardino dos Santos Aranda Tavares - Assessor (100%) Renovação - 2.500,00Carlos Manuel Marques da Silva - Assessor (50%) Renovação - 1.530,00Catarina Furtado Rodrigues Nunes de Oliveira - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00Maria José Nobre Marreiros - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00Pedro Manuel Bastos Rodrigues Soares - Coordenador do Gabinete (50%) Renovação - 1.730,00Rui Alexandre Ramos Abreu - Secretário (100%) Renovação - 2.000,00Sara Sofia Lages Borges da Veiga - Assessora (50%) Renovação - 1.530,00Sílvia Cristóvão Claro - Assessora (100%) Renovação - 2.500,00
DIVULGUEM ESTE MAIL PORQUE O ZÉ mais estes Zezinhos e estas Zezinhas só fazem falta à pata que os pôs!
E não se esqueçam de que este gabiru é vereador sem pelouro -- imaginem se alguma vez chegar a ter um!...


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sábado, junho 09, 2007


Esta é a fronteira que dá acesso ao deserto, para o passeio no qual, tantas individualidades referidas no documento abaixo deixado, foram convidadas, pelo cómico em questão: O grande Mário Lino, actor ao serviço de uma companhia de teatro que tem posto de rastos o que restava da saudoa réstia de alegria do povo português, mas que mesmo assim, tão sacrificado, estupidamente, nas sondagens, de forma masoquista, continua a desejar encher de votos a famigerada companhia deste tão desgraçado teatro que é esta nossa terrinha.
De qualquer forma não faltam bons comediantes a fingir de diplomados e que »à custa da repetição das mentiras à sua volta acabam por se tornar em figuras reais.

Viagem, ao deserto a convite de um cómico de não sei quê

Não resisto a deixar aqui este interessante documento para que conte da História da comédia em Portugal.

Caros Amigos,
A pedido do cómico Mário Lino –"entertainer" de almoços e de convívios de autarcas do Oeste - um amigo meu está a organizar, para um dos próximos sábados, um passeio ao Oásis Alcochete.
A concentração está prevista para a porta do Ministério das Obras Públicas - à Sé - de onde partirá a caravana de jipes 4X4 que atravessará a Ponte Vasco da Gama com destino ao Deserto a Sul do Tejo.
A primeira paragem será na Área de Serviço da Margem Sul, onde os nossos experientes motoristas necessitam baixar a pressão dos pneus, necessária à circulação nas dunas.
O trajecto até ao Oásis, onde serão servidos carapaus assados e enguias do Tejo, poderá ser feito, por escolha e conveniência dos participantes, quer continuando na caravana de jipes ou em dromedário (uma só bossa), o que torna a aventura muito mais excitante, pois tirando os beduínos tratadores e a areia, os participantes não encontrarão: "pessoas, escolas, hospitais, hotéis, indústria ou comércio"!
Reunidos os participantes será servido o almoço, em tendas, com pratos tradicionais do Oásis Alcochete. À tarde, a seguir ao pôr-do-sol no deserto - espectáculo sempre deslumbrante - será servido um chá de menta, após o que, a caravana regressa nos jipes, com paragem na área de Serviço da Ponte Vasco da Gama, para reposição da pressão dos pneus.
ALERTA: O tempo urge. Segundo as sábias e oportunas declarações do Dr. Almeida Santos, Mui Digno Presidente do PS as pontes são alvos dos terroristas pois podem ser dinamitadas a qualquer momento, pelo que deveremos aproveitar as que temos, enquanto ainda estão de pé.
Conto convosco para esta inesquecível aventura ao Deserto a Sul do Tejo!
MUITA ATENÇÃO: A cada participante será exigida uma declaração por escrito onde se comprometem, durante toda a aventura, a não referir a qualquer das seguintes palavras: "diploma", "curso", "Independente", "engenheiro", "fax" e "inglês técnico".

PS - Lamento informar, mas só estão disponíveis dromedários (1 bossa). Segundo o humorista Mário Lino, os camelos andam por aí à solta...
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terça-feira, maio 22, 2007

Carta a um presidente da comissão de ètica da A.R. que é surdo como uma porta ou lhe convém

Exmº Senhor Presidente
Da Comissão de Ética
Da Assembleia da República
Deputado José Correia
Santarém, 16 de Abril de 2007
N/Ref.
Desculpe-me antecipadamente V.Ex.ª vir incomodá-lo como um problema aparentemente sem importância, uma espécie de barba mal feita, e que sendo um problema formal me dirija a V.Exª com tão pouca formalidade.
Imagine um sapato de verniz com uma pequena esfoliação no calcanhar. É esse o problema que venho expôr. O sapato sou eu, e presidente da câmara de Santarém é sapato gasto, endividado e sem grande margem de manobra para lhes reforçar os contrafortes ou deitar-lhes meias solas. O verniz uma deputada vossa, agora ilustre secretária de Estado e que responde pela graça de D.Idália Moniz.
Aliás, deve dizer em nome da arte de fazer política, que a senhora D.Idália foi excelsa vereadora desta autarquia e contribuiu alegremente para a ruína do meu sapato. Vereadora da cultura, diga-se, cargo que ocupou com grande zelo e discrição até ao dia que um chamamento divino lhe revelou a sua vocação para a Reabilitação e foi reabilitar para o governo.
Até aqui nada a apontar. Sei que são poucos os chamados mas raros os escolhidos. D. Idália respondeu ao chamamento e aceitou o apelo divino e eis que aí está para nosso grande conforto a secretariar o Estado com grande determinação e loquacidade.
Feita a apresentação, devo agora pedir o esclarecimento que, por não saber mais a quem me dirigir, submeto a V.Exª.
A nossa respeitável Secretária de Estado vive no concelho de Santarém e bastas vezes intervém aqui de forma pública. Até é deputada municipal, coisa que diga-se de passagem pouco frequenta. Confesso que me dá algum prazer vê-la por cá pois que até gosto da senhora e pessoalmente acho-a gentil e afectuosa.
Mas é raro encontrar a pessoa de quem gosto. Apresenta-se invariavelmente a Secretária de Estado, austero, divina. Bom, eu disse divina e com alguma base de convicção. É que a senhora passa por cima, julgo eu, das leis da República, e impõe de forma categórica a sua presença qual Diana enviada para caçar em nome de Zeus.

Chegados aqui, chegamos ao sapato e ao verniz. A Lei nº 40/2006 de 25 de Agosto, sobre o Protocolo do Estado, garante no seu artº 31 que no seu concelho, o presidente da câmara tem estatuto de ministro para as cerimónias públicas que aqui ocorrem. Mas a senhora no seu furor de secretariar o Estado, sobretudo em juntas de freguesia da sua cor política, teima que não (até já levei um raspanete por ter ousado dizer que era de outra forma), e que não, e porta-se como rainha a quem todos têm de prestar alvíssaras.
Pessoalmente não sou pessoa para me incomodar esta leitura napoleónica do poder. Quer presidir? Presida. Quer aspergir-nos a todos com a sua sabedoria reabilitada? Baixo a minha humilde careca perante o brilho solar que irradia da sua figura.
Mas também percebi que estas entradas de leão com saídas de deusa trazem água no bico. No meu entendimento violam a lei. Uma lei da República publicada durante o augusto governo a que pertence a augusta personagem. E das duas, uma. Ou a senhora Secretária de Estado não conhece a lei e é coisa grave. Ou conhecendo-a, não lhe liga puto, o que não é menos grave. A verdade é que tudo isto, sob a aparência de servir o Estado tem outras consignações. Reorganizar o seu partido desfeito com a última derrota eleitoral, amesquinhar o presidente da Câmara de Santarém, usar um bom sapato de verniz à custa dos sapatos remendões do desgraçado autarca crivado com as dívidas que a augusta personagem ajudou a construir.
Já percebeu V.Exª que esta carta não serve para repor honras espezinhadas porque a pessoa do presidente da Câmara, cuja vida é ser escritor, até se diverte e vai registando para memória futura estas atitudes que Eça de Queirós gostaria de ter conhecido. Mas o presidente da Câmara de Santarém não acha graça a que se violem leis da República, até porque é um dos seus garantes, e também não consegue aplaudir, como a pessoa do presidente aplaude, estas manifestações corriqueiras, narcísicas e petulantes de exercer o poder. Secretariar o Estado, na minha modesta opinião, não passa por este folclore de vaidades onde se esgotam personagens para melhores palcos.
Em Dezembro escrevi à senhora Secretária de Estado explicando-lha a lei que a sua maioria aprovou. Não ligou e acho que fez bem. Como pode senhora tão sobrecarregada com a arte de reabilitar preocupar-se com o afã de um presidente de câmara zeloso por fazer cumprir uma lei da República? Voltou à carga. E assim, aqui estou a pedir esclarecimentos a V.Exª.
O Artº 31º da Lei 40/2008 está revogado?
O Artº 31º não se aplica a Secretários de Estado que vivem no concelho?
O artº 31º é só para fazer de conta?
Esta pergunta é apenas para confirmar porque, quando aqui esteve Sua Excelência o Senhor Presidente da República, percebi que o Protocolo de Estado se cumpre.
Existe alguma legislação especial para o caso da Secretária de Estado da Reabilitação?
Estou enganado na interpretação da lei?
Ajude-me V.Exª. Sei que tenho os sapatos sujos e rotos, sem dinheiro para os mandar consertar e é sempre com alegria que vejo os sapatos de verniz da nossa augusta governante. Mas não sei se devo aceitar que me espezinhe. Se for em nome da República e como ajuda a resolver o défice, eu próprio me oferecerei para servir de passadeira, deixando que os brilhantes saltos se cravem nas minhas costas. Se é um mero exercício de vaidade pessoal, pesporrência política e orgulho narcísico, tenho mais que fazer do que aturar esta procissão de vaidades.
Ajude-me a esclarecer esta dúvida existencial. Se para mim a República é um bem absoluto, também é verdade que reconheço que perante esta enviada dos deuses haja bens terrenos que têm se ser sacrificados e disponho-me já a ser mártir da República para servir o verniz da senhora Secretária de Estado.
Creia-me com consideração

(Francisco Moita Flores)
PS: Como este conflito de vãs vaidades é suculento e é revelador de uma moral política extraordinária, informo V.Exª que darei voz pública à carta que vos envio, assim como à carta que em Dezembro enviei à senhora Secretária de Estado.

carta de Moita Flores para uma descarada

Exmª Senhora
Secretária de Estado da Reabilitação
D.Idália Moniz

Depois do nosso encontro em Amiais de Baixo, no passado dia 16, e do sibilino conselho que V.Exª me murmurou na hora da despedida, acorri apressado, num misto de ansiedade e desvanecimento, à procura da Lei do Protocolo de Estado. Não era caso para menos. Eu ousara declarar que, por gentileza, deixava V.Exª fechar a sessão em que nos encontrávamos e era óbvio o meu gesto cavalheiro pois pertencia ao Presidente da Câmara Municipal de Santarém. Mas depois do discreto e merecido raspanete, reconheço que saí de Amiais com o coração em sobressalto, coração apertado de penitências, voz embargada de vergonha pois, mais uma vez, este ‘Presidente atípico’ como V.Exª certeiramente me catalogou depois de uma das minhas ‘gaffes’ à entrada, teria terminado em glória com mais ‘atipicidade’ à saída.
Sobravam-me quilómetros até ao canto onde arrumo, com cautela de santuário, as leis do Estado. Era grande a aflição, confesso, e saltei sobre a invocada, bem impressa no nosso ilustradíssimo Diário da República e li. Ou melhor, reli pois que fizera em tão precioso documento uma lavadela de olhos logo quando fora publicada.
Soaram-me sinos nos sentidos. A nossa bem amada Lei nº 40/2006 de 25 de Agosto mostrava, num formalíssimo e severíssimo protocolo who is who a galeria social do Estado. E lá estava, logo a abrir a primeira decepção. Os nossos tão aplaudidos Secretários de Estado remetidos para uma ignóbil 20ª posição e os Presidentes de Câmara atirados confortavelmente para o 41º lugar da tabela de classificação por pontos. E digo confortavelmente, pois é posição que permite a autarca menos escrupuloso com as formalidades do Estado, sair discretamente durante uma cerimónia enfadonha e ir até ao jardim fumar o seu cigarrito e tornar a entrar para o seu discreto 41º lugar sem que alguém dê pela sua falta.

Ora dizia eu que reli a lei e a minha alma exultou. Não me espalhara outra vez. V.Exª sabe, muitos dos meus amigos chamam-me a atenção, e com razão, para o facto de eu entender o Protocolo de Estado como um problema de sapato e de verniz. E se me aplaudem por dar muita importância ao sapato, não deixam de reparar que me preocupo pouco com o verniz. Reconheço que sou filho de más leituras. A severidade de Camilo ou de Eça para o excesso de verniz da classe política, pouco preocupada com o feitio do sapato, foi herança que me desnorteou os cromossomas e bem me penitencio de tanta distracção. Mas enfim! Agora que reli fico com a consoladora certeza que, por esta vez, em terras de Amiais de Baixo, este vosso humilde servo foi, não só gentil, mas respeitador da Lei do Verniz. É que existe um maçador artº 31, nº 1, que coloca, no seu município, o presidente da câmara numa posição que diria, tonitruante. Preside a tudo, Santo Deus! E só lhe ganha a palma Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro Ministro e, se for fora dos Paços do Concelho, qualquer ministro. Nem uma palavra para Secretários de Estado! Nem um mero afago, um simples carinho. Nada!
Se cominarmos esse antipático artº 31 com o pretensioso artº 33 , então Secretário de Estado tem lugar depois dos nossos bons Presidentes de Junta tomarem assento. Uma injustiça, afirmo eu. Um verdadeiro agravo à brilhante sonoridade que justamente submete quem ouve o título de Secretário de Estado. Não fosse V.Exª uma brilhante Secretária de Estado e não desistiria de a exortar a mobilizar os seus colegas de titulatura para greve reivindicativa contra si própria, ou melhor dizendo, contra o seu inestimável governo.
Não posso dissertar mais sobre esta matéria porque uma outra inquietação me assalta. A minha primeira leitura, e a recente leitura, da Lei do Verniz associada ao discreto raspanete que V.Exª me pregou, com elegância é certo, me conduz a uma terrível descoberta: V.Exª não conhece as leis produzidas pela Assembleia da República que a elegeu! Que fez de V.Exª competente Secretária de Estado! Que deu a V.Exª o rápido brilho que tantos camaradas seus procuram em vão há tanto tempo!
Já se percebeu, com certeza que V.Exª percebeu, que sendo o actual Presidente de Câmara Municipal de Santarém, pessoa pouco dada a essas sublimidades mundanas que não vou fazer do meu obscuro, mas rigoroso, conhecimento da Lei do Verniz uma bandeira de luta pelo bem do nosso concelho. Nem tão pouco essa Lei resolverá o buraco financeiro que o executivo camarário, que teve a honrosa presença de V.Exª, deixou aos vindouros como herança. E para continuar a ser elegante, afasto como se afasta Belzebu, a flatulenta ideia de enviar a um Secretário de Estado cópia da Lei do seu mandato só pelo reles motivo de a desconhecer.
Eu até acho bem que os Secretários de Estado desconheçam as leis que produzem os seus governos e parlamentos. Deixa-lhes o espírito mais livre para as grandiosas tarefas que quotidianamente carregam sobre os ombros, nomeadamente para algum verniz nos gestos e actos.. E V. Exª com uma Secretaria de Estado tão difícil, que obriga a produção de sapato em abundância faz bem em deixar a minudência do verniz para um pobre autarca.
Por esta mesma razão, venho informar V.Exª que a partir de agora vou encarregar-me dessa vulgaridade que os meus amigos me censuram de desleixar. Produza V.Exª os sapatos que do verniz tratarei com gosto e prazer em servi-la.
Confesso que é sacrifício. Sacrifício pessoal, entenda-se. Prefiro mil vezes ver um Secretário de Estado a adornar uma bela mesa, enfeitada de apoiantes e profissionais da política, com um apontamento de flores no centro, uns quantos pacotes de manteiga, mais alguns salgados a condizer, e gravatas distintas, soberbas, do que ser forçado a impor o meu rebelde temperamento a tão augustas personagens, incluindo o pacote de manteiga. Mas se nada valho entre estrelas, querubins e safiras, tenho certeza certa que o Presidente da Câmara Municipal de Santarém, cidade e concelho de prestígio, vai definitivamente ocupar o lugar a que tem direito, por respeito ao augusto Governo de V.Exª e informar os Presidentes de Junta das suas responsabilidades formais. Com grande desgosto meu. Mas seguramente aliviando V.Exª do pesado fardo dos protocolos que desconhece mas com bom proveito para o nobre ofício de secretariar o Estado.

Creia-me com amizade bem disposta e consideração alegre
Com os melhores cumprimentos
O Cidadão

(Francisco Moita Flores)

quinta-feira, maio 10, 2007

Um outro falso doutor. É fartar vilanagem


Se o sujeito na foto abaixo deixada é um mentiroso compulsivo, um complexado por ser bacharel e quere ser aquilo que não é, este , então, nem se fala!Se ele é licenciado, então todos os portugueses sáo alfaiates de calças, ou calceteiros marítimos!
Basta de mentiras e compadrios, seus malandrecos pacóvios. A quem querem voc~es deitar areia nos olhos?Olhem que um dia a mama acaba!
E por falar de compadrios, o que dizer da toda poderosa senhora, que sofre de aptolália, a Drª Edite Estrela? Tudo boa gente!
Vejam o milagre que só em portugal acontece e como é fácil passar de caixa de balcão da C.G.D para administrador deste banco! Basta a licenciatura plastica da U.I.
Isto só neste país de trafulhices inimagináveis!
Os portugueses, diga-se em abono da verdade: já que mais não seja, para o golpe sõ uns verdadeiros peritos.
DEsabafo de um cidadão que está farto até para lá da raiz dos cabelos!

O novo salarzarzinho


Este homem que dizem ser engenheiro, mas que não explicou nada é, prestem atenção a nova versão de um pequeno Salazar, só que ainda vai sorrindo, muito embora o seu sorriso seja indisfarçavelmente hipócrita.

sexta-feira, maio 04, 2007

Ele explica, explica, mas não explica nada! Só Aldrabice atrás de aldrabice

O Folhetim continua...
basta ter um amigo do peito......
São todos bons rapazes......................
Perde 5 minutos e lê tudo ate ao fim.
E vês o que é a podridão, descaramento e mentira dos nossos políticos.
O Professor que Sócrates não conhecia, não conheceu, nem que ouvir falar ; a bem da nação, chama-se António José Morais e é Engenheiro a sério;daqueles reconhecidos pela Ordem (não é uma espécie de Engenheiro, comodiriam os Gatos Bem Cheirosos ).
O António José Morais é primo em primeiro grau da Dr.ª Edite Estrela.
É umtransmontano tal como a prima que também é uma grande amiga do Eng. Sócrates. Também é amigo de outro transmontano, também licenciado pela INDEPENDENTE : o DR. Armando Vara , antigo caixa da Caixa Geral de Depósitos e actualmente Administrador da Caixa Geral de Depósitos, grande amigo do Eng. Sócrates e da Drª Edite Estrela.
O Eng. Morais trabalhou no prestigiado LNEC (Laboratório Nacional de EngenhariaCivil), só que. devido ao seu elevado empreendedorismo, canalizava trabalhos destinados ao LNEC para uma empresa em que era parte interessada.
Um dia, foi convidado a sair pela sua infeliz conduta.
Trabalhou para outras empresas, entre as quais a HIDROPROJECTO, e, pelas mesmas razões foi convidado a sair.
Nesta sua fase de consultor de reconhecido mérito trabalhou para a Câmara da Covilhã, aonde vendeu serviços requisitados pelo técnico Eng. Sócrates.
Daí nasce uma amizade.
É desta amizade entre o Eng.º da Covilhã e o Eng. Consultor que se dá a apresentação do Eng. Sócrates à Dr.ª Edite Estrela, proeminente deputada e dirigente do Partido Socialista.
E assim começa a fulgurante ascensão do Eng. Sócrates no Partido Socialista de Lisboa, apadrinhada pela famosa Drª Edite Estrela, ainda hoje um vulto extremamente influente no núcleo duro do líder socialista.
À ambição legitima do político Sócrates era importante acrescentar a licenciatura.
Assim, o Eng. Morais, já professor do prestigiado ISEL ( Instituto Superior deEngenharia de Lisboa ), passa a contar, naquela Universidade, com um prestigiado aluno - José Sócrates Pinto de Sousa, afinal, um simples bacharel .
O Eng. Morais, demasiado envolvido noutros projectos, faltava amiúdes vezes às aulas e naturalmente foi convidado a sair daquela docência.
Homem de grande espírito de iniciativa, rapidamente colocou-se na Universidade·Independente.
Aí, o seu amigo bacharel José Sócrates, imensamente absorvido na política e na governação seguiu-o, "porque aquela era a escola mais perto do ISEL que encontrou".
E assim se licenciou, tendo como professor da maioria das cadeiras (logo quatro) o desconhecido mas exigente Eng. Morais e, ultrapassando todas as dificuldades, conseguindo ser ao mesmo tempo Secretário de Estado e trabalhador estudante, licencia-se, e passa a ser Engenheiro, à revelia da maçadora Ordem dos Engenheiros, que segundo consta é quem diz quem é Engenheiro ou não, sobrepondo-se completamento ao Ministério que tutela o ensino superior.(Essa também não é muito entendivel; se é a Ordem que determina quem tem aptidão para ser Engenheiro, devia ser a Ordem a aprovar os Cursos de Engenharia; La Palisse diria assim)
Eis que licenciado, o governante há que retribuir o esforço do HIPER MEGAPROFESSOR, que com o sacrifício do seu próprio descanso deve ter dado aulas e orientado o aluno a horas fora de normal, já que a ocupação de Secretáriode Estado é normalmente absorvente.
E ASSIM FOI:O amigo Vara , também secretário da Administração Interna coloca o Eng.Morais como Director Geral no GEPI , um organismo daquele Ministério.
O Eng. Morais, um homem cheio de iniciativa, teve de ser demitido devido a adjudicações de obras não muito consonantes com a lei e outras trapalhadas na Fundação de Prevenção e Segurança fundada pelo Secretário de Estado, Vara. (lembram-se que foi por causa dessa famigerada Fundação que o Eng.Guterres foi obrigado a demitir o já ministro Vara (pressões do Presidente Sampaio), o que levou ao corte de relações do DR. Vara com o DR. Sampaio -consta-se até que o DR. Vara nutre pelo ex-Presidente um ódio de estimação.
O Eng. Guterres farto que estava do Partido Socialista (porque é um homem de bem, acima de qualquer suspeita, integro e patriota), aproveita a derrota nas autárquicas e dá uma bofetada de luva branca no Partido Socialista e manda-os todos para o desemprego.
Segue-se o DR. Durão Barroso e o DR. Santana Lopes que não se distinguem em praticamente nada de positivo e assim volta o Partido Socialista comandado pelo Eng. Sócrates E GANHA AS ELEIÇÕES COM MAIORIA ABSOLUTA.
Eis que, amigo do seu amigo, amigo é, e vamos dar mais uma oportunidade ao Morais, que o tipo não é para brincadeiras.
E o Eng. Morais é nomeado Presidente do Instituto de Gestão Financeira do Ministério da Justiça.
O Eng. Morais, homem sensível e de coração grande, tomba de amores por uma cidadã brasileira que era empregada num restaurante no Centro Comercial Colombo.E como a paixão obnubila a mente e trai a razão, nomeia a "brasuca "Directora de Logística dum organismo por ele tutelado a ganhar 1600 € por mês (lembram-se). Claro que ia dar chatice, porque as habilitaçõesliterárias (outra vez as malfadadas habilitações) da pequena começaram a ser questionadas pelo pessoal que por lá circulava.
Daí a ser publicado no " 24 HORAS" foi um ápice.
E ASSIM lá foi o apaixonado Eng. Morais despedido outra vez.
TIREM AS VOSSAS CONCLUSÕES

terça-feira, abril 17, 2007

Exposição de pintura


Pintura em acríico sobre tela( 100x80)

Peça da exposição de pintura de Chiotte Tavares, visistável até 30 de Maio na sede da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, na praça do Campo Pequeno, nº 2 - 13º andar, das 9 às 18 horas de todos os dias úteis.

terça-feira, março 13, 2007

convite

Na impossibilidade de contactar todoa a gente que me visita, venho convidá-los para a minha exposição de pintura, a ocorrer no dia 24/03/07, pelas 17 horas, na sede da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia,
no nº 2-13º andar do Campo Pequeno. A todos os que me quiserem dar o prazer da sua presença o meu obrigado.
Fernando Chiotti

terça-feira, fevereiro 20, 2007

A marcha do desespero


















Este é o caminho da esperança de emprego que nos foi prometido por quem demagogicamente promete e não cumpre.
Óleo sobre tela 100x80
Chiotti /2000.
Publicado sob autorização do proprietário coleccionador.

domingo, fevereiro 18, 2007

adida em londres

Assunto: ADIDA EM LONDRES -
Este país é uma vergonha
INFORMAÇÃO A TODOS OS PORTUGUESES....AFINAL OS NOSSOS JOVENS TÊM MÉRITO...OH NÃO???? A nossa Maria merece... "De acordo Com O Correio da Manhã, Maria Monteiro, filha do antigoministro António Monteiro e que actualmente ocupa o cargo de adjuntado porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros vai para a embaixada portuguesa em Londres. Para que a mudança fosse possível, José Sócrates e o ministro das Finanças descongelaram a título excepcional uma contratação de pessoal especializado.Contactado pelo jornal, o porta-voz Carneiro Jacinto explicou que a contratação de Maria Monteiro já tinha sido decidida antes do anúncioda redução para metade dos conselheiros e adidos das embaixadas.As medidas de contenção avançadas pelo actual governo, nomeadamente o congelamento das progressões na função pública, começam a dar frutos.Os sacrifícios pedidos aos portugueses permitem assegurar a carreira desta jovem de 28 anos que, apesar da idade, já conseguiu, por mérito próprio e com uma carreira construída a pulso, atingir um nível de rendimento mensal superior a 9000 euros.É desta forma que se cala a boca a muita gente que não acredita nas potencialidades do nosso país, os zangados da vida que só sabem criticar a juventude, ponham os olhos nesta miúda.A título de curiosidade, o salário mensal da nossa nova adida deimprensa da embaixada de Londres daria para pagar as progressões de 193 técnicos superiores de 2ª classe, de 290 Técnicos de 1ª classe ou de 290 Assistentes Administrativos.O mesmo salário daria para pagar os salários de, respectivamente, 7, 10 e 14 jovens como a Maria, das categorias acima mencionadas, quepoderiam muito bem despedir-se, por força de imperativos orçamentais. Estes jovens sem berço, que ao contrário da Maria tiveram que submeter-se a concurso, também ao contrário da Maria já estão habituados a ganhar pouco e devem habituar-se a ser competitivos.A nossa Maria merece. Também a título de exemplo, seriam necessários os descontos de IRS de92 portugueses com um salário de 500 Euros a descontar à taxa de 20%. Novamente, a nossa Maria merece!"

quarta-feira, janeiro 31, 2007

O novo linguajar portugo-qualquer coisa ou coisa nenhuma


NÃO RESISTI A TRANSCREVER ESTE TEXTO TÃO CHEIO DE ACTUALIDADE


Que bem dilatada que está a nossa capacidade de resignação .

Evolução da Língua Portuguesa.
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar "afro-americanos" aos pretos, com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado! As criadas dos anos 70 passaram a"empregadas" e preparam-se agora para receber menção de "auxiliares de apoio doméstico".
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os "contínuos"; passaram todos a "auxiliares da acção educativa".
Os vendedores de medicamentos, inchados de prosápia, tratam-se de "delegados de informação médica".
E pelo mesmo processo transmudaram-se OS caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas".
Os drogados transformaram-se em "toxicodependentes" (como se os consumos de cerveja e de cocaína se equivalessem!); o aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez"; os gangues étnicos são "grupos de jovens"; os operários fizeram-se de repente "colaboradores"; e as fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas" e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais".
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante.
Desapareceram outrossim dos comboios as classes 1.ª e 2.ª, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística".
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mães olteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo".
Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação", os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável". Ainda há cegos, infelizmente, como nota na sua crónica o Eurico. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual". (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o "politicamente correcto" marimba-se para as regras gramaticais...)
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em "implementações", "posturas pró-activas", "políticas fracturantes" e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando, perdidos, entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.

domingo, janeiro 14, 2007

Our fhathers Flags



"As bandeiras dos nossos Pais "é um filme admirável, no qual Clint Eastwood tem o desassombro e a coragem de desmistificar o mito do herói americano, pondo a nú, como a sociedade americana é profundamente racista e hipócrita, sacrificando sempre, nas guerras que produz ou em que se involve aqueles a quem dessa forma hipócrita, chama de os seus mais queridos filhos!!!: Negros, Indios( os que sobraram nas reservas racistas, Asiáticos, gentes de origens Sul Americanas, aos quais é vedade ser, ainda hoje servida uma simples bebida em lugares só reservados aos brancos mais puros. Talvez e ainda quero acreditar, que nem todos os americanos assim sejam, que haja ainda americanos decentes, porque de outra forma esse pais não passa de uma gigantesca mentira total.

Um filme a não perder e reter nos nossos corações a figura imparával do índio digníssimo que se negou a ser herói.

segunda-feira, janeiro 08, 2007













E adivinhem lá se este senhor de ar angélico e bonacheirão, é ou não verdadeiro, por detrás desta sua capa de simpatia
Vem isto a propósito, e na minha modest e democrática opinião, a contestação por mais uma das suas inaceitáveis medidas, "só para melhorar as condições de saúde dos já de si miseráveis pobres deste desgraçado País, que segundo ele são a sua maior preocupação"!!!!.
Com preocupados destes não precisamos de inimigos preocupados!
Imaginem só, que, o Estado,para além de terminar com a comparticipação em tantos e imprescindíveis medicamentos necessários a tantos milhares e milhares de velhos e de reformados declaradamente pobres ou pobremente envergonhados, criando-lhes problemas de mais privações e até de fome encapotada,vem agora tomar mais uma das suas medidas"tudo em prol da recuperação desenfredamente economicista de uma economia à beira do desastre total( ao contrário do que por aí o nosso primeiro ministro propala e que dede que foi eleito não cumpriu); tomar , digo, discordando totalmente, mais uma das suas já não credivéis medidas, da sua tão iluminada genialidade.
É sabido, que o cancro da próstata é uma gravíssima doença que atinge e mata milhares de homens por dia /ano e que para o seu diagnóstico e seguimento prognóstico parece ser fundamental: o controle através de uma simples análise de sangue : o PSA.
Espanto dos espantos o meu, hoje, quando me dirigi a um laboratório de análises clínicas para fazer esse simples teste sanguíneo e me foi dito" preto no branco" que os beneficiários da ADSE não poderiam beneficiar da comparticipaçâo estatal da determinação do dito PSA livre, no sangue, porque as autoridades responsáveis pela saúde pública, assim o tinham determinado, como se fosse regram todos os beneficiários da ADSE terem posses para pagar a quantia exigida por tal análise.
Claro que no meio de tantos beneficiários , milhares haverá, que não têm dinheiro para esses luxos; que não conseguirão suportar mais essa despesa que ronda os 25 euros. Será que també ieremos pagar a determinação do PSA total e a relação com o Psa livre, dados te tão grande importância diagnótico-prognósticas?
E outras análises que podem significar salvar vidas a tempo? também passaram anão ser comparticipadas?
Inacreditável pois mais esta medida, que veementemente repudio. Se nunca fui homem de desejar mal a ninguém, só quero expressar neste momento a minha indignação por tal inédito facto e desejar que os menbros dessa poderosa autoridade nunca tenham de se ver confrontada com um hipertrofia prostática benigna, ou mesmo uma outra situação ainda mais gravosa, nas condições em que tantos milhares de pobres utentes do Serviço nacional de Saúde ou de outros sub-sistemas de saúde situações que lhe provoquem, no mínimo, pelo menos uma anúria dolorosa por retenção vesical, na melhor das hipoteses, repito e, por outro lado, nenhum deles venha a sofrer de cancro do dito orgão, para se não verem confrontados , na práctica, com a verdadeira dimensão das consequências de tal medida, por demora disgnóstica, em meu modesto entender, volto a repetir, e fruto de uma medida descabida, sem qualquer admissibilidade justificativa.
Lembro-me bem dele nos seus tempos de rapazola, quando nos juntavamos na mesma pastelaria, onde pelo seu ar angélico omapodávamos carinhosamente de " o LOIRINHO" e de quem todos, na generalidade gostávamos. Mas não sabiamos que por debaixo da sua pele alabastrina rosacea se esconderia o negrume frio de um um outro ser, do político revelado duro e inflexível, bem mais duro do que o brilhante loirinho estudante, hoje bem mais incapaz de dar ouvidos à razoabilidade.
Vem-me a propósito, à lembrança, a estória daquele garotinho a quem se não podia tocar no mais simples dos seus briquedos, ou pedir-lhe que ouvisse os propósitos das brincadeiras pelas outras crinças propostas, ficando-se sempre na sua: no do eu posso, eu é que sei, é que mando, poderes que, pensava ele, lhe teriam sido conferidos por um qualquer Deus Maior do que o Deus dos outros. Não me lembro já sim ou não à missa,( eu não, nunca fui), mas se o não fazia,mal não lhe faria ir até lá penetenciar-se dos seus pecados, digo eu, que até sou agóstico: confessar-se dos pecados do orgulho desmedido,da impertinência, da teimosia irredutível
Poderá ter acontecido a culpa de assim ser, até nem ser totalmente sua!, mas das más companhias, mas nesse caso, ("o que, ainda na minha modestíssima opinião, porque não as teria ele enxotado a tempo?), é pouco provável, porque ele parece ser, ainda hoje o dono da verdade universal. Afinal, gostaria de saber a quem o dito senhor ainda hoje agrada?
Talvez A uma criança nascida em ambulância VELOZ A CAMINHO DA MATERNIDADE MAIS PRÓXIMA DA MAIS RECENTEMENTE EXTINTA PERTO DE SUA CASA!!!.
De novo, cá vai a minha opinião: De amigos que pensei termos sido, só me resta a desilusão,a discordância total. Ele, a mim não me agrada mesmo nada e como estamos em democracia, se eu mandasse, demiti-lo-ia de imediato, em prol ainda da sua salvação e da tão precária saúde dos portugueses.
Falando mais a sério: há muitas outras coisas bem mais superfúlas do que uma simples determinação dos valores do PSA, que deveriam perder comparticipação, ( é só andar aí pelas clínicas privadas e prestar atenção, e agora até o aborto---),por que essa compartcipação é, afinal, paga por todos nós, que, na verdade é quem somos :oESTADO. Nós é que somos o0 ESTADO. Pense nisso Vª Exª.

domingo, dezembro 31, 2006

a Escuridão da noite em Lisboa; e viva o municipio ou seja lá quem for!!!



Ontem, de regresso a casa, tentei dar uma volta por esta nossa Lisboa, para mostrar à minha tão querida e jovem neta de tenros quatro anos, as tão apregoadas iluminações natalícias.

De facto, vi por aí espalhadas as mais diversas figuras iluminadas, pendendo: anjinhos, borboletas, pais natais, estrelas de cauda fulgurante, etc...,etc..., atravessando a toda a largura, ruas e ruelas cinzentas de tristeza, miseráveis, ruas e ruelas ainda mais ou menos comercias da nossa terra ( as que ainda resistem aos gigantesco espaços comerciais de consumo desbragado), em decrepitude manifesta, mas que mesmo assim, tinha por uma cidade tão bela, de luminosidade imcomparável, ainda que pequena e provinciana, em relação a outras capitais europeias.

Mas surpresa das surpresas:

inacreditável, a iluminação pública de Lisboa deixou-me na boca o drama amargo da tristeza, da depressão, do atraso, de um cinzentismo quase determinante...(salazarento, abrilento, ou lá o que se quiser...), das luzes amarelas e mortiças do post-guerra de que ainda tenho uma lembrança viva...

É que, circular à noite por esta dita capital do antigo Império, é um verdadeiro pesadelo, tal é a escuridão que a ilumina: ...desde Alcantara ao Bairro Alto ( este trés tipique miserável)..., ruelas de casinhas e casinhotos quase rurais em agonia lenta, tascas e botecos insalubres, sítios sem universalidade, mas trés tipiques, um candeeiro aqui, outro muito mais além, alguns mesmo apagados, como se a morte os tivesse definitivamente banido por incurável moléstia,..paredes pejadas de nojentos gatafunhos a que pomposamente se usa chamar de grafites, gentes vultos tristes, sombrios e desgraçados em movimentos de silêncios tenebrosos, filas intermináveis de automóveis poluentes, alguns à espera de serem pagos a dolorosas prestações, um desastre, um cemitério em agonia , uma tristeza infinda, um cinzento plúmbleo de borrasca sem bonança à vista...

E os poderes corruptos e desintererssados, que nem no silêncio dos seus quartos têm a consciência da sua insignificância, da sua pequenêz, do seu servilismo aos interesse internacionais, a encherem as bocas largas e fartas de jogos dúbios de boys e amigalhaços, com ditos pacóvios. tais como: temos a maior árvore de Natal de toda a Europa e, ao mesmo tempo, lá estão ruas e ruelas , as nauseabundas tascas, de ambientes lúgubres e sórdidos, exalando a melancolia antiga da luminância igual à dos velhos candeeiros a gás de séculos atrás, ao som dissipado de um fado de secular miserabilismo!

Pobre Lisboa esta nossa, tão maltratada assim!

País de incapazes, porque, os que o não são, têm o bom senso de desandarem a tempo, para bem longe, à procura de outros horizontes.

Se calhar até nem merecemos outra Lisboa que não esta!!!

Lisboa à noite, não a das discotecas povoadas dos ditos agora tão na moda FAMOSOS, uns sub-urbanos de vão de escadas! Lisboa à noite, a imagem de desolação, de abandono total, o fim, o verdadeiro fim, nas ruas, becos e ruelas, ilusões tacanhas!...o verdeiro cinzentão das nossas almas lusas...

Como tacanho é este nosso País de malvados politiqueiros de pacotilha, onde qualquer povoado miserável é apelidado de cidade, assim sem mais nem menos-...( Canas de Sehorim a cidade!!! e outras imbecilidades dignas do Nacional piroso-parolismo)..., sendo que, nessa Europa onde ainda nos deixam viver, são essas grandiosas ditas nossas cidades, insignificantes aldeolas desoladas onde ninguém quer viver, País este nosso, de gente inconsciente, que esbanja o que tem e não tem, nem pode pagar, só para se acometer da hipocrisia mais abjecta dos seus dizeres: queridíssímos amigos: Feliz Natal e Bom Ano novo, enquanto por esse mundo fora, milhões de crianças, de velhos e de mulheres, morrem de fome e às mãos ignominiosas de máfias e lobies de criminosos, fabricantes de guerras e de interesses sem qualificação DICIONARIZÁVEL.O mundo enlouqueceu definitivamente, e, este nosso, embora tão minúsculo e desprezível, afinal, mesmo na sua insignificância, parece comandar o pelotão da frente.

Ao menos nisso somos campeões: Na chico-espertice portuga e crassa estupidez congénita nacional.

Afinal! UM Fado, afinal: O NOSSO TRISTE FADO DE UM VELÓRIO ANUNCIADO.

E não pensem que não sou patriota: Sou sim mas de uma forma lúcida e sem medos.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

O Ministro autoritário e a trampa do serviço informatizado do MF












Será que é este senhor o responsável pelos desmandos das nossa finanças, quando cobrem coimas a honrados cumpridores dos seus deveres fiscais e cujo desencadeamento desse abusivos processos são rigorosamente da responsabilidade do péssimo desenpenho dos serviços informatizados desse Ministério?,... de que, entre outras surrealista situações, é exemplo o pedido de esclarecimmento da data do óbito de um determinado cidadão, ocorrido em 2002, sendo que o referido pressupostamente falecido, continua felizmente vivo e bem vivo,...etc e tantas outras situaçõea.
Se não o é, e sendo, como pressuponho, conhecedor de muitos destes factos, não lhe restaria outra atitude senão desculpar-se publicamente no sentido de salvaguardar o bom nome de tantos e tantos cumpridores rigorosos das suas obrigações que se vêm misturados no mesmo saco de caloteiros e espertalhões que sempre encontram uma saída, à boa portuguesa ,para se furtarem ao cumprimewnto dessas obrigações.
Levar as coisas aos tribunais só para se ver fazer justiça é acto inútil, porque neste País nada se cumpre e quem paga sempre, são os que nunca fogem ao que, para todos, deveria se uma obrigação de cidadania.
No fundo, os abutre da corrupção continuam e não haja dúvidas, sempre assim continuarão.
Incólumes na teia dos interesses mais obscuros de seitas e quejandos...
Mas não pense, o não ou Sr Eng???Sócrates e o Dito ministro, de lábios carnudos, que pela minha parte as coisas não ficaram imóveis, pois tenho intenção de lhes fazer chegar às suas delicadas e rechonchudas mãozinhas de um,e ao dedo sempre esticado em riste e gesticulantemente autoritário do outro, a carta em que expressarei toda a minha indignação pela confrontação de tais iniquidades.
Para os que por aqui passarem desejo um Feliz Natal e um Ano Novo, em que renasça a esperança de um País mais justo, mais social , mais verdadeiro do que este País de mentira em que vivemos, a fazer lembrar uma escuridão, uma demagogia e autoritarismo a raiar o mais requintado salazarismófilismo.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Natal 2006




















Embora não haja motivos para festejos, mesmo assim desejo um feliz Natal a quem por aqui passar.

terça-feira, dezembro 12, 2006

Mais burros do que pedras e vulgares. Pobre língua portuguesa















Esta não resisto a deixar por aqui para se poder constactar até onde este País chegou. Parece que , de facto, O FIM ESTÁ PRÓXIMO. Depois dos atropelos à língua mater o que se seguirá?
Cumprimento o autor deste texto, pela agudeza da sua perspicaz observação desta bizarra fenomenologia que grassa por aí como a peste bubónica e desculpo-me pelo abuso de tornar público o seu admirável conteúdo, na certeza de que, ele, me perdoará.


Novo Dicionário de Língua Portuguesa, dividido por partes

Parte humm

Alevantar - O acto de levantar com convicção com o ar de " a mim ninguém me come por parvo! Alevantei-me e fui-me embora!"
Aspergic - Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.
Assentar - O acto de sentar, só que com muita força, como fossemos praticamente um tijolo no cimento.
Capom - Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!
Destrocar - Trocar varias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.
Deus - Treinador de todos os jogadores de futebol brasileiro que nunca se esquecem de lhe agradecer nos finais dos jogos.
Disvorciada - Mulher que se diz por aí que se vai se divorciar.
É assim - Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer nada e não serve para nada. Deve ser colocado no inicio de qualquer frase. Muito utilizado nos concorrentes do Big Brother.
Entropeçar - Tropeçar duas vezes seguidas.Eros- Moeda alternativa ao Euro adoptada por alguns portugueses.
Exensar - Termos que para ser bem utilizado tem que ser dito rápido para que algumas pessoas percebem que se quer dizer "deves pensar". Falastes, Dissestes e afins - Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex: EU falei, TU falaste. ELE falou , TU FALASTES.
Fracturação - O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial. Casa que não fractura ... Não predura.
Inimigos - O que vou ganhar depois de alguns lerem este Dicionário...
- A forma mais pratica de articular a palavra MEU e dá um ar afro á língua portuguesa , como Bué ou Maning (muito em Moçambique). Ex: Mô Tio.
Nha - assim como Mõ, é a forma mais pratica de articular a palavra Minha. Para quê perder tempo não é? Fica sempre bem dizer Mô Tio e Nha Mãe por exemplo, e poupa-se imenso tempo. Numaro- Já está na Assembleia da Republica uma proposta de lei para deixar-mos de utilizar a palavra NÚMERO que está em claro desuso. Por mim acho um bom numaro!
Parteleira - Local ideal para guardar os livros de português do tempo da escola.
Perssunal - O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex:" Sou perssunal de futebol". Dica: Deve ser articulada de uma forma rápida.
Pitaxio - Aperitivo da classe do Mendoim.
Prontus - Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um Prontus! Fica sempre bem nos lugares mais bem frequentados da sociedade.
Prutugal - País ao lado da Espanha. Não é a Francia.
Rondana - Uma roldana que ronda à volta de si mesma.
Shampum - Liquido para lavar o cabelo que quando cai na banheira faz PUM.
Stander de vendas - Local de venda. A forma mais famosa é sem duvida o Stander de Automóveis.
Tçou, Tçi e afins - Inicialmente usado por músicos da zona da Baía de Cascais, rapidamente se estendeu a outros tipos de utilizadores. Atender o telefone e dizer "Tçou" é uma experiência aconselhável a qualquer cantor com ligações familiares à cantora Ágata.
Tipo - Juntamente com o "É assim", faz parte das grandes evoluções da língua portuguesa. Também sem querer dizer nada e não servir para nada, pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado nem certo. É assim ... Tipo tas a ver?
Vosso mail - Se alguém não atende o telemóvel obviamente que vai para o vosso mail.
Esta era escusada ...Alguns exemplos práticos... O telefone tocou e ela atendeu com um charmoso "Tçou?".
Do lado de lá responde alguém que pela voz deveria ser um prussional da sedução... Disse: "Olá querida! como dissestes para eu telefonar...".
Ele ligou uns dias depois por estar muito entusiasmado com a compra de um carro que tinha visto num stander perto de casa.
Lembra-me mesmo o mô tio que depois de se disvorciar ficou louco. tipo... maluco. Coitada da nha tia... Ele continuou: "Ontem liguei-te mas foi para o vosso mail. Até achei que me tinha enganado no numaro". "É assim!" Respondeu ela. "Ontem tive de cama porque tive um precalço aqui em casa.
Entropeçei quando tentava tirar um livro duma parteleira .
Não me consegui alevantar logo, e fiquei assentada no chão até conseguir recuperar.
Ontem não foi o meu dia de sorte... Fui à rua destrocar uma nota de 100 Eros e esqueci-me da nota na pastelaria. Prontus! Agora e xensar que sou muito distraída não é?" Ele educadamente disse:" É assim ... Eu também sou distraído. ontem entalei o meu dedo no capom do meu carro e ainda hoje escoveu os dentes com Shampum em vez de pasta de dentes! Ha!Ha!Ha!" Ela respondeu: "Ha!Ha!Ha!" Ele arriscou então o convite... "Vamos jantar hoje?". Ela hesitou na resposta mas disse:" Sabes que apesar de ser disvorciada ainda não esqueci o meu marido... Tipo... Tás a ver? Mas aceito o teu convite sim. Vamos jantar. Já escolheste o sítio?" " escolhi sim. Vou levar-te ao Mô restaurante favorito". "Ha!Ha!Ha!" Riu ela. E ele respondeu: "Ha!Ha!Ha!".
Este, é um dicionário de Ficção. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, ou não?!!!.Ah! Ía me esquecendo... No outro dia disse golo em vez de gole... Viva o futebol!!
Ps: Obrigado a todos os que me inspiraram para escrever esta obra de importãncia única para a cultura portuguesa.